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Não tema os frutos da sua imaginação. Ao contrário, dê-lhes a chance de se tornarem projetos de vida



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Não tema os frutos da sua imaginação. Ao contrário, dê-lhes a chance de se tornarem projetos de vida.

As coisas que imaginamos são tão reais para a mente inconsciente quanto as vivências externas que o organismo experimenta diariamente. Ela simplesmente não distingue se são imaginações ou acontecimentos reais. Afinal de contas, são os mesmos neurônios que processam umas e outras. Por isso, o que acontece dentro de nós é tão importante quanto o que se passa na vida real, pois é no interior da mente que a nossa vida é decidida e não nas batalhas que lutamos diariamente.

Se analisarmos bem, veremos que a maioria das nossas limitações, em termos de comportamento, são frutos da nossa imaginação. Projetamos imagens das nossas ações no futuro e a elas associamos as barreiras que imaginamos que iremos encontrar. Mas se o futuro ainda não existe no mundo real, então as barreiras que lá colocamos também são imaginárias. Todavia, às vezes elas nos aparecem como muros impenetráveis, tão reais como se estivessem realmente ali, á nossa frente. Nós as imaginamos e a nossa mente as interpreta como retratos fiéis da própria realidade.

Em tudo isso, a boa noticia é que, se a nossa mente assume como verdadeiras as nossas fraquezas, ela também pode assumir como verdadeiras as nossas forças, quando projetamos para ela um estado dessa natureza.

Estados internos ricos de recursos podem ser canalizados através da nossa capacidade de imaginação. Afinal, tudo que fazemos na vida, é com a esperança de alcançar um estado interno agradável, o mais próximo possível do ideal. A felicidade, nesse sentido, pode ser entendida como um estado físico e mental no qual nós nos sentimos um ser no nível mais alto do seu desempenho. Isso explica porque há pessoas que se tornam adictas do sexo, das drogas, ou de comida; e também há quem pratique os mais estranhos rituais, ou busque realização nas diversas formas de arte ou profissão, sempre com a intenção de alcançar um estado interno de extrema satisfação psíquica. Do ponto de vista dessas pessoas, esses comportamentos lhes proporcionam picos máximos de prazer, no qual elas se sentem plenamente realizadas.

Não acredito que exista em nenhuma pessoa, ao nascer, qualquer predisposição ou herança genética, que a obrigue a escolher determinada forma de resposta para dar aos desafios da vida. Tudo que lhe acontece é conseqüência das escolhas que ela faz na vida, e estas são formuladas com base no modelo interior de mundo que ela formata em sua mente. Esse é o único conceito de carma que me parece incontestável.13

Da mesma forma que nos modelos mentais que adotamos estão traçados os caminhos que podem levar uma pessoa ao mais terrível destino, o mapa do tesouro e a estrada da felicidade nele também estão assinalados. Por isso, vou repetir o conselho: tenha cuidado com os seus sonhos. Eles podem se transformar em realidade, quer você queira ou não. De repente, você pode sonhar tanto com determinada coisa que a sua mente acaba transformando o sonho em um plano, ou objetivo que precisa ser alcançado. E eis você correndo atrás de uma miragem, de uma quimera, de uma utopia. Mas também pode ser real. Você só saberá o quanto as coisas podem ser reais se tentar alcançá-las. Como bem observam Bandler e Grinder, a diferença entre uma pessoa normal e um esquizofrênico é que a primeira tem uma estratégia para diferenciar o que é real e o que não é, e a segunda não.14

Tem outra coisa: tudo que nós sonhamos, ou desejamos ardentemente acaba se tornando um comando para a nossa mente inconsciente. E de repente, aquele geniosinho que mora ali dentro resolve obedecer a esses comandos. Só que ele não sabe o que é ética, moral, preceitos religiosos, convenções sociais, etc., nem conhece leis e regulamentos. Daí a forma como ele tenta realizar os nossos sonhos pode não ser muito correta. E às vezes pode ser perigosa. Por isso é bom você começar a pensar seriamente nesse assunto. Afinal....


O que você quer para sua vida?”


“ Quer que as pessoas tenham pena de você? Ótimo. Eu vou ensinar como poderá conseguir esse resultado: faça uma cara triste, chorosa, reclame que a sua vida é uma ilha de tristezas num oceano pleno de angústias. Poderá, com isso, despertar alguma compaixão, conquistar alguns olhares de simpatia e talvez, quem sabe, até ganhar algum afago, ou uma moedinha para a refeição do dia.

Mas é só isso o que quer da vida? Que o vejam como um coitado, incapaz de vencer por seus próprios méritos?

Quer viver toda sua vida se alimentando com as migalhas que caem da mesa dos outros? Se é isso que você quer, tudo bem, continue dizendo que não tem sorte na vida, que ninguém o ama, que todos querem passá-lo para trás, que seu patrão só quer explorá-lo, que todo mundo boicota seus planos, que sua mãe gosta mais do seu irmão, que você faz tudo certo e os outros é que não o deixam ser feliz nem vencer na vida .

Isso mesmo. Continue a por a culpa dos seus fracassos nos outros. Continue a fazer-se de coitadinho. Mas não estranhe quando as pessoas começarem a se afastar, não se aborreça se as “rodinhas” se dispersarem quando se aproximar delas, não se amargure se todos forem convidados para a festa e você não. Afinal de contas, você é auto-suficiente não é verdade? Não precisa mesmo de ninguém…

Talvez você até goste da solidão, ou não queira ninguém por perto. Talvez ache que ninguém tem o seu nível. Mas não se esqueça de uma coisa: você envelhecerá, suas forças irão diminuir, e um dia, dará tudo que tem para ter alguém ao seu lado. Pense no seguinte: se desacostumar de conviver com as pessoas agora, daqui a algum tempo não saberá mais como se dar bem com ninguém. Então, quando for para o asilo, (se puder pagar por isso, ou achar alguma alma boa que tenha pena de você para colocá-lo lá), os seus próprios companheiros o evitarão. Ficará num canto, abandonado, calado, ranzinza, ruminando o quanto o mundo é mau e cruel. Jogará damas, cartas, xadrez, tudo sozinho, porque nem os seus próprios companheiros conseguirão suportar a sua rabugice. Logo se dará conta também que não tem ninguém com quem conversar.

Quer que continue? Não? Então talvez seja a hora de pensar seriamente em mudar a forma de pensar e de viver. Comece por mudar as representações mentais que faz do mundo. Isso é mais fácil do que mudar de emprego, trocar de esposa (o), fazer novos amigos, etc. Mexa nas cores, no foco, no brilho, no volume e na modulação do som; regule a temperatura, suavize a textura, aproxime ou afaste-a de você, enfim, trate a imagem que se forma em sua mente de uma maneira que ela lhe provoque estados internos que inspirem alegria, confiança, boa vontade, entusiasmo, disposição, fé, esperança, enfim, estados que fortaleçam a sua vontade de viver, produzir e fazer uma diferença no mundo.

Pense em ajudar alguém que esteja em condições menos favoráveis que as suas. Você se espantará em descobrir quanta gente está nessa condição e talvez resolva agradecer a Deus pelos recursos que Ele lhe deu e você está desperdiçando com suas atitudes mentais negativas. Já ouviu falar daquele sujeito que vivia reclamando da vida porque não tinha sapatos e ao virar uma esquina topou com alguém que não tinha pé? Pois é assim mesmo que as coisas são. Não gaste a preciosa energia da sua mente pensando no que não tem. Gaste-a pensando em como poderá tê-las. Sobretudo não se esqueça que o degrau na vida em que você está pode não ser o mais alto, mas só será o mais baixo se você mesmo se colocar nele e se conformar em permanecer ai.

Tenha certeza de uma coisa: este não é somente mais um discurso otimista de um adepto da filosofia do pensamento positivo. É o testemunho de alguém que já viu essas coisas acontecer com ele mesmo e que também já fez acontecer com outras pessoas. É simplesmente impressionante o que uma reorganização do nosso mundo interno pode fazer. Experimente. Não tenha medo. “Veja se funciona com você da mesma forma que funcionou comigo.”




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