Dados internacionais de Catalogação na Publicação (cip)



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9-Mude as estratégias
Um dos melhores conselhos que já ouvi sobre como vencer a timidez foi o que li uma vez em um livro de auto-ajuda. Não me lembro agora quem era o autor, mas tenho certeza que ele me perdoará o esquecimento e o conselho era o seguinte: faça todo dia algo que você acha que não gosta de fazer ou que pensa não ser capaz de fazer. Exemplo: puxar conversa com uma pessoa que você não gosta ou acha antipática, brincar com um cachorro, ou um gato, se você não suporta esse tipo de animal; equilibrar-se na guia da calçada, ir a um parque de diversões e dar uma volta na montanha russa; fazer uma serenata em baixo da janela de alguém; voar de asa delta; pular de pára-quedas etc.

É claro que eu não segui à risca o conselho, pois ainda há muita coisa que eu não fiz e não sei se teria coragem para fazer, como pular de pára-

quedas, por exemplo. Mas sei que esse conselho me foi extremamente útil para que eu pudesse vencer a minha timidez. Não fosse isso talvez eu nunca tivesse conseguido namorar, casar e ter uma família. Nunca teria me tornado professor, capaz de enfrentar platéias de duzentas, trezentas pessoas, sem sentir as pernas tremerem, sem perder a voz, sem sair fugindo do local. Nunca teria perdido o medo de me interar com pessoas aparentemente mais ricas, mais bonitas e inteligentes que eu.

Muitos técnicos em recursos humanos costumam analisar os candidatos aos cargos de responsabilidade em grandes empresas pelas posturas que eles apresentam quando são entrevistados. Ombros caídos, maleta no colo, respiração curta, ofegante, evasivo na forma de falar e de olhar, denotam que o candidato está pouco à vontade. Isso pode ser indicativo de uma timidez exagerada, pouca iniciativa, conformismo.

Já o candidato desembaraçado, com respiração firme, postura ereta, ombros levantados, firme em suas falas, na forma de olhar, denota ser indivíduo com confiança em si mesmo, que toma iniciativa. Não falo aqui do sujeito tagarela, que ostenta uma falsa segurança. Esse tipo se entrega pela própria postura.

Em nosso trabalho com jovens candidatos ao primeiro emprego, tenho observado muito esse aspecto. É evidente que o nível de experiências de vida desses jovens não concorre para que eles apresentem posturas de quem já conseguiu grandes resultados. E é justamente isso que temos procurado trabalhar com eles. Fazer com que suas pobres experiências de vida sejam compensadas por um sistema de crenças fortalecedor.

Trabalhamos com eles a auto-estima, a motivação, o espírito de equipe, (o protagonismo juvenil de uma forma geral), a noção de responsabilidade para com os próprios resultados e o comprometimento com objetivos e metas, bem como um projeto de vida, para que eles possam ter um número maior de opções de comportamento e enfrentar com confiança os desafios da vida.

Mostramos a eles que quem ficar amedrontado, tímido, num estado pobre de recursos diante do entrevistador, também sentirá a mesma coisa diante do cliente contestador, do fornecedor exigente, do fiscal arrogante; cairá em depressão quando o chefe o admoestar, não saberá negociar com os pais, com os professores, os colegas da escola etc. e poderá se encasular numa concha de timidez ou se soltar numa explosão de violência.

A nossa tarefa é oferecer a esses jovens mais escolhas, para que eles possam, por eles mesmos, encontrar a resposta que melhor atenda as suas necessidades e desejos. Mostramos a eles que é preciso assumir uma postura confiante, não só na forma de falar, mas também na de respirar, andar, sentar, olhar, etc., pois o que a mente , recebe como informação, ela tende a refletir como comportamento. Principalmente, procuramos ensinar a eles que é preciso não deixar que estados internos pobres de recursos dominem nossa forma de se apresentar perante as pessoas e nos impeçam de responder com eficiência aos desafios da vida.

A boca fala de que está cheio o coração e o corpo acompanha os movimentos do coração, dizem os grandes mestres da religião e os filósofos. Isso é verdade, porquanto nossos comportamentos nos são ordenados por uma voz interior. Mas essa voz interior é articulada conforme a linguagem que nós desenvolvemos para entendermos o mundo.

Desde o começo do século XX, a partir dos estudos realizados pelo Dr. Waybaun, sabemos que as expressões faciais podem mudar as sensações. A pessoa que está sofrendo uma dor terrível e consegue sorrir, sente menos a dor do que aquela que contrai a face e demonstra sofrimento.

Para o mundo ou para nós mesmos só existe aquilo que podemos conhecer. Por isso existem pessoas que conseguem suportar a dor, o frio, a fome, as mais diversas dificuldades, da mesma forma que outras são extremamente débeis e sucumbem às mais simples agruras.

A tristeza pode ser combatida com alegria, ainda que essa alegria seja induzida. Quer dizer, não estamos falando aqui de uma falsa alegria, como a de um ator no palco. A alegria na face, sem uma correspondente representação mental interna é como a alegria do palhaço triste, que ri com o coração dilacerado.

A alegria induzida é outra coisa. Você simula alegria na face, mas, ao mesmo tempo, faz a mente acreditar que ela é verdadeira. Isso significa não aceitar a visão interior de tristeza, mas sim “ordenar” à mente que a substitua por outra, de alegria.

E nessa atitude, o modo como usamos o corpo tem uma enorme influência. Afinal, são os sentidos externos que enviam ao cérebro as mensagens que recebem do mundo. E se eles “filtrassem” essas mensagens, se eles cuidassem para que só chegasse ao cérebro mensagens de entusiasmo, alegria, força, coragem, resistência? Como você acha que a sua mente trabalharia com uma matéria prima dessas?



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