Dados internacionais de Catalogação na Publicação (cip)



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Aprenda a modelar

Temos hoje a tecnologia, as estratégias e os meios para efetuar uma mudança qualitativa em nós mesmos, aproveitando melhor os padrões de excelência que a nossa espécie já produziu.

Não precisamos errar primeiro para aprender a fazer certo. Na procura pela melhor resposta, tentativa e erro não é sempre a melhor estratégia para encontrá-la.

Sempre existirá alguém que já fez o que queremos fazer e o fez com absoluto sucesso. Podemos aprender com aqueles que já acertaram. Se quisermos ser bons, podemos modelar o comportamento de uma pessoa boa, utilizando a sua receita de excelência em bondade; se quisermos ter bons relacionamentos na vida, podemos reproduzir as atitudes de quem já obteve esse resultado.

Isso se chama modelagem e é o que a PNL procura ensinar. Significa aprender com quem já fez e obteve sucesso nessas experiências.

É claro que não se trata de mera imitação de comportamento, mas sim de adaptação de modelos de respostas que se mostraram eficientes para a resolução dos nossos problemas. Afinal de contas, o que são os manuais de operação, senão a popularização de fórmulas de ação, especificamente dirigidas para produzir um determinado resultado? Há manuais para tudo, desde aqueles que nos ensinam como operar uma máquina, aos que nos orientam como devemos agir em sociedade. Porque não podemos fazer o mesmo com os modelos de eficiência na arte de viver?

Hoje se pode dizer que há uma única civilização no planeta terra. Os meios de comunicação ligam todos os povos, criando códigos comum de

identificação entre as mais diversas culturas. As diferenças entre um chinês, um banto, um hindu e um ocidental já não são tão notáveis quanto eram a cinqüenta anos atrás. E, à medida que as informações forem sendo socializadas, cada vez mais essas diferenças irão sendo encurtadas. Hoje, os modelos de excelência, em qualquer atividade, estão à disposição de todos.

Sabemos também que nós somos orientados pelas representações mentais que fazemos do mundo. E que essas representações tornam-se “programas”, que por sua vez se apóiam em crenças e valores que passamos a admitir como parâmetros para julgar o que vemos, ouvimos ou sentimos. E com base nesses parâmetros emitimos nossas respostas.

Muitas vezes as coisas acontecem independentemente da nossa vontade. Nós já nascemos num mundo praticamente feito, em lugares e famílias que não escolhemos. Algumas pessoas nascem com muitos recursos externos, outras praticamente sem nenhum. Qual é o critério de Deus, por exemplo, para fazer alguém nascer na Etiópia ou na Suécia, em uma favela do Rio de Janeiro ou Calcutá, ou em um bairro rico de Seattle, Montreal ou Estocolmo? Eu não sei e não acho que seja importante ficar pensando nisso. Posso dar algumas respostas, como por exemplo, a da parábola dos talentos, mediante a qual Deus dá e cobra de um cada segundo os recursos que recebeu, mas nenhuma delas iria satisfazer a todos.

Nem a mim mesmo satisfaz. O que importa, todavia, pelo menos para mim, seja qual for o critério de Deus, é o fato de que é possível encontrar em toda adversidade um motivo para crescer. Não importa quão negativo seja o ambiente, quão limitada possa ser a moldura que ele coloca na nossa vida, nós podemos sempre pensar que é possível mudar isso.

Nelson Mandela provou que isso é possível, Gandhi também. Abraão Lincoln foi outro desses teimosos. De balconista num armazém, tornou-se um dos maiores presidentes que os Estados Unidos da América já tiveram. Da mesma forma, o nosso presidente Luís Inácio Lula da Silva é um desses exemplos. Filho de retirante nordestino, fugitivo da miséria e da seca, tornou-se o maior líder operário da história do Brasil e culminou sua extraordinária carreira como presidente de um país de mais 180 milhões de habitantes! Independente da opinião política que tivermos e do julgamento que possamos fazer em relação ao seu desempenho como político e administrador, convenhamos que esse é um belíssimo resultado!

Mas esses são exemplos extremos e já bastante explorados. Se olharmos bem, se procurarmos com carinho, encontraremos exemplos igualmente edificantes bem mais próximos de nós.

Que tal aquele parente que conseguiu sucesso na vida tornando-se um excelente engenheiro, um competente médico, ou um pedreiro cujos serviços são muito disputados e bem pagos? Que tal aquele colega de fábrica que estudou, capacitou-se, progrediu, e hoje é o gerente de produção? Que tal aquele amigo de infância ou juventude que hoje é um respeitado professor ou um renomado escritor, jornalista ou advogado? Que tal aquele vizinho que aprendeu a conviver tão bem com sua esposa, com seus parentes, amigos, vizinhos, etc. e se tornou um líder na comunidade ou uma referência dentro da família em razão da sua habilidade no trato com as pessoas?


Pessoas eficientes na arte de viver são encontradas em todos os lugares. O importante não é a posição que ocupam na sociedade, mas sim como elas fazem para gerar esses resultados.

Histórias de vida bem sucedidas nós as encontraremos por todo lado. O importante é saber como elas foram construídas. A partir de que crenças, de que posturas mentais essas pessoas conseguiram superar as limitações de seus ambientes? Certamente não foi sentando-se num sofá, assistindo à televisão e queixando-se de que nada dá certo em suas vidas, os parentes não ajudam, os colegas são “traíras” e os patrões só querem explorá-los; que os políticos são todos ladrões e só visam seus próprios interesses, o governo não faz nada pelo povo, a justiça só existe para os ricos; que a humanidade está perdida e não adianta lutar contra a pobreza, porque essa é a vontade de Deus, (como se alguém pudesse saber qual é a vontade Dele), e assim por diante.

Mesmo que houvesse alguma verdade nessas pressuposições e algumas dessas queixas podem ser até procedentes, acreditar nisso não vai resolver os problemas de ninguém. Quanto mais nós nos queixamos da ida, mais ficamos envolvidos por uma atmosfera de pessimismo e limitação.

Não é nos recusando a participar das coisas públicas que nós iremos contribuir para que elas se tornem mais saudáveis. Aliás, é a nossa própria indiferença que faz com elas se tornem negócios cada vez mais privados. Se mais pessoas de bem se envolvessem com os interesses comunitários, menos espaço sobraria para os aproveitadores, para os malandros.

Mas os homens de bem, dizem, não se envolvem com política, não participam dessa “sujeira”, e por conta disso, deixamos que os malandros ocupem esse espaço e façam de uma arte que deveria ser a mais refinada e importante de todas – a política – uma autêntica cosa nostra.

Essa é, sem dúvida, uma péssima crença. Participe dos negócios da sua comunidade, interesse-se por tudo que acontece no seu bairro, na sua cidade, no seu país. Dê de si a parte boa que você tem ( e todo mundo tem) para que o ambiente em que você vive se torne um lugar mais agradável e seguro.

Modele as pessoas que você admira e torne-se também alguém digno de ser modelo. Lembre-se do que disse o filósofo Ralph Waldo Emerson: Não existe História; apenas biografias.




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