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O paradigma da reciprocidade



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O paradigma da reciprocidade

Você é daquelas pessoas que gostam de receber favores e não se preocupa em retribuí-los? Não acredita na máxima franciscana que diz que é melhor dar que receber? Pensa que está sendo esperto quando obtém alguma coisa de graça?

Se você pensa assim saiba que você faz parte de um grupo que jamais conseguirá fazer alguma diferença na vida. Talvez consiga, em principio, obter algumas pequenas vantagens de pessoas boas, ou que não o conhecem, mas nunca passará disso a sua relação com elas. Jamais lhe chamarão para compartilhar de alguma coisa verdadeiramente importante.

Esse tipo de pessoa tem uma classificação não muito honrosa: são os chamados aproveitadores, ou seja, aquelas criaturas que querem sempre obter alguma coisa sem precisar mostrar muito mérito para isso. São os adeptos da famosa Lei de Gérson, a qual, dizem é típico do comportamento dos brasileiros, o que reputo como grosseira difamação contra um povo generoso e ético como o nosso. O que existe é uma super exposição desses malandros na mídia, o que faz pensar que são muitos os que agem dessa forma, o que não é verdade.

A maioria dos seres humanos, graças a Deus, gosta de atender ao paradigma da reciprocidade. Esse paradigma nos diz que os favores recebidos devem ser sempre retribuídos. Não é isso que fazemos quando recebemos presentes no Natal, ou por ocasião do nosso aniversário, ou ainda em uma data festiva qualquer? Não ficamos aguardando uma ocasião para retribuir à pessoa que nos agraciou? Se você recebe um cartão, um telegrama de congratulações, não se sente na “obrigação” de responder?

As pessoas, de um modo geral, não gostam de serem consideradas “mal agradecidas” nem que se as classifiquem de aproveitadoras. Receber favores e não retribuir também tem a ver com o paradigma da equiparação, pois acaba nos trazendo o incômodo sentimento de “ficarmos por baixo”, de estarmos “em dívida”, etc.

Existem pessoas que até costumam operar um “banco de favores”. Contabilizam favores prestados e favores recebidos. Operacionalmente pode até ser uma prática útil. Para mantermos uma contabilidade favorável nesse banco, com mais crédito do que débito, seremos levados a ajudar mais do que ser ajudados.

Mas precisamos tomar cuidado com essa prática para não deturpar a filosofia da coisa. O paradigma da reciprocidade não deve levar o indivíduo a dar com o intuito puro e simples de receber. Se essa for a única motivação do comportamento, estaremos praticando a filosofia do Don Corleone, o chefão mafioso do romance de Mario Puzzo, que fazia favores às pessoas com a intenção de um dia poder cobrá-los. Não estaremos praticando o paradigma da reciprocidade, que é uma adaptação útil e bastante prática da máxima de São Francisco de Assis.

Aliás, adaptações muito safadas dessa máxima alguns políticos já costumam fazer. Já ouvimos vários deles dizer que “é dando que se recebe”. Portanto, se você pensa desse jeito, saiba que não está sendo nem original.

Pratique o paradigma da reciprocidade pelo prazer de estar fazendo a coisa certa. Não se aborreça se não receber de volta. Lembre-se sempre da regra contábil, que aqui também é válida. “Quem recebe deve, quem paga tem”.






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