Dados internacionais de Catalogação na Publicação (cip)



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O padrão “Swish”
“ Se seus olhos são bons, todo seu corpo será luz; se forem trevas, quão grande elas não serão!” A idéia contida nessas palavras foram expressas há dois mil anos atrás por um dos maiores comunicadores que já vieram a este mundo. Elas expressam um conselho extremamente útil para todos aqueles que não querem ficar à mercê dos acontecimentos. É um conselho que simplesmente quer dizer: devemos aprender a ver o mundo, ou aprender a representá-lo de uma forma que ele se torne uma escola e não uma câmara de torturas. Não permitir que as informações que lhes vêm do mundo exterior se transforme em um território de trevas onde nós só conseguiremos caminhar aos tropeções, caindo aqui e ali, ferindo-se a cada queda, maldizendo a escuridão.

Olhar o mundo com olhos de luz não significa fechar os olhos para as mazelas e as dificuldades que nele existem, mas simplesmente enxergá-las como informações desorganizadas que precisam ser devidamente estruturadas em um processo, para que possam fazer sentido e ser respondidas de forma eficiente.

Da mesma forma que você pode retirar do seu computador os “programas” que não servem aos seus propósitos, é possível fazer o mesmo com os “programas” neurológicos ineficientes.

O “padrão swish” é um eficiente exercício de ajuste de submodalidades que tem por objetivo substituir uma representação mental que nos coloca em um estado interno pobre de recursos, por outra que nos seja mais favorável. Funciona como se estivéssemos fazendo uma limpeza na CPU do nosso computador, substituindo, atualizando ou deletando informações dentro de um programa que não está mais nos servindo, por outras mais adequadas aos nossos propósitos. É muito eficiente para eliciarmos motivação ou modificar comportamentos indesejáveis.

O termo usado, ’swish”, que lembra o ruído do vento, ou de um jato de água varrendo uma superfície, significa exatamente isso: a lavagem de uma imagem que nos enfraquece e sua substituição por outra, capaz de fortalecer-nos.

Sente-se em uma poltrona bem confortável e procure ficar bem relaxado. Pense em um comportamento que você gostaria de não ter. Exemplo: ficar ansioso quando vai ter um encontro importante no dia seguinte é uma coisa normal, mas ter que tomar um drinque ou começar a roer unhas por causa disso, não. Então, você precisa saber o que é que detona esse comportamento indesejado: ( beber ou roer unhas). Sempre há um gatilho que dispara essa reação. Pense nisso.

Observe o que acontece em sua mente quando você começa a ficar ansioso. A sua mão se aproxima da boca? Surge a imagem de uma bebida qualquer em sua mente? Sua mão aparece procurando um copo, uma garrafa?

Todo comportamento é precedido de uma imagem que se forma em nossa mente. Não há um único estímulo em nosso organismo que não tenha sido gerado a partir de uma atividade neurológica. O problema é que, na maior parte das vezes, essa geração é inconsciente e nós não nos apercebemos dela. A imagem interna que gera a atividade é projetada de forma tão rápida, que os sistemas representacionais não conseguem retê-la. Procure identificar qual é essa imagem, e verifique as submodalidades que ela apresenta. Faça-a ficar grande, colorida, luminosa, como se fosse uma enorme fotografia que preenche por inteiro a sua tela mental. Imagine que essa imagem ficou congelada em sua mente. Agora saia dela, levante-se, ande um pouquinho, pense em outra coisa que não tenha nada a ver com o assunto.

Sente-se de novo na poltrona, e pense em como você gostaria de se comportar nessas ocasiões. Imagine como você seria se não tivesse a compulsão de beber ou roer unhas. Crie uma imagem de você mesmo agindo de outra maneira, ou seja, como você gostaria de agir nessas ocasiões. Pense nos recursos e qualidades que uma pessoa assim precisaria ter. Precisaria ser calma, segura, confiante, tranqüila? Imagine como ela falaria, como olharia, como se sentaria, o que sentiria, etc. Quanto mais completa for a auto-imagem criada, melhor. Imagine, por fim, que você é uma pessoa assim.

Verifique o sentimento que você tem em relação a essa nova imagem. Ela o atrai? É motivadora, você gostaria, realmente, de ser assim? Quando se vê dessa forma, você se sente entusiasmado, forte, confiante?

Procure estar dissociado dessa imagem, como se aquela pessoa que você tem em mente não é você, mas outra pessoa que você quer ser. Verifique com todas as suas “partes” se aquele tipo de pessoa que você gostaria de ser não tem,em relação a elas, alguma rejeição, se ela se ajusta ao ambiente
em que você vive, se está adequada às suas necessidades, crenças e valores, etc. ( verificação ecológica)

Sente-se de novo na poltrona e relaxe. Pegue a primeira imagem que você havia congelado, a do comportamento indesejado, a mão se aproximando da boca, a mão indo em direção à garrafa, etc. Aumente a luminosidade dela; se existe som, calibre-o para um tom mais alto; aproxime a cena de você o mais que puder, aumente o tamanho do quadro. Dê-lhe movimento, como em um filme. Faça dela uma grande imagem, como se fosse uma enorme tela de TV colorida, exuberante.

Com essa imagem na mente, faça o seguinte: coloque no canto direito dela uma imagem pequena da pessoa que você quer ser, a sua nova auto-imagem. Ela deve estar em branco e preto, parada como em uma fotografia. Imagine que sua mente é uma daquelas telas de TV com recurso “PIP”.

Agora pegue a imagem da pessoa que você quer ser, e vá superpondo-a sobre a imagem grande. E, na medida em que você vai fazendo isso, dê-lhe muitas cores, do jeito que você gosta; aumente o brilho dela, dê-lhe movimento, calibre o som, se houver.

Faça com que a sua nova auto-imagem fique cada vez maior, mais colorida, mais brilhante, mais bonita, mais atraente para você ( de acordo com as submodalidades que você privilegia). Imagine que a imagem anterior, a do comportamento indesejado, vai se tornando cada vez menor na sua mente; que vai perdendo a cor e o brilho, que vai sumindo, se apagando, até desaparecer por completo, e no lugar dela está agora, em todo seu esplendor, está a sua nova auto-imagem.

Esse processo todo deve ser executado, no máximo, em dois ou três segundos, pois o cérebro instala novos “programas” com uma rapidez fantástica.

Antes que a sua consciência perceba o que aconteceu, você já estará com o novo “programa” instalado.

Enquanto a sua nova auto-imagem vai ocupando o lugar da antiga, simule mentalmente o som de um jato de água sobre o pára-brisa de um carro, ou uma rajada de vento varrendo uma superfície. É um som mais ou menos parecido com um sibilo, um swishhhhhh. Por isso o nome da técnica, “padrão swish”.

Faça o exercício quantas vezes achar necessário até “instalar” em seu sistema neurológico esse novo “programa”. Tenha o cuidado para não executar o processo inverso, isto, é fazer um swish ao contrário, apagando a nova auto-imagem e reinstalando a antiga. Essa é uma viagem só de ida.

Teste o resultado fazendo o que chamamos, em PNL, de ponte para o futuro. Imagine-se na situação que lhe causa a ansiedade e veja se ela ainda lhe provoca a mesma reação. Se a resposta for afirmativa é por que não foi trabalhada a submodalidade, ou submodalidades certas. Tente novamente, quantas vezes forem necessárias, e cada vez varie as submodalidades, até chegar ao resultado pretendido. Teste o exercício para o caso em que precisar de motivação para fazer alguma coisa e acha que não a tem.





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