Dados internacionais de Catalogação na Publicação (cip)



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3- Motivos emocionais

Emoções são reações fisiológicas e psicológicas que influem na percepção, na aprendizagem e no desempenho físico das pessoas. Só por definição já é possível perceber que elas não podem ser desvinculadas dos processos homeostáticos e psicológicos que motivam nossos comportamentos.

Assim, nossos motivos emocionais são, em maior ou menor nível, homeostáticos ou psicológicos, e no mais das vezes é difícil distinguir qual dos dois entra com a maior parte na composição do processo emocional.

Lutar, como já se disse, é um motivo homeostático. Todavia, a alegria de vencer é psicológica. Dessa forma, podemos ter adquirido a informação inata de que precisamos lutar para garantir a nossa sobrevivência; isso é homeostático, mas também aprendemos que podemos descarregar a nossa agressividade lutando boxe, jogando tênis ou futebol, participando de torcidas organizadas, praticando encarniçadas concorrências comerciais e renhidas disputas políticas. Tudo isso são motivações sociais, portanto psicológicas.

Outro exemplo: um bebê pode ancorar medo de baratas ouvindo sua mãe gritar quando entra no seu quarto e vê um desses insetos. Depois generaliza esse medo para todos os insetos que tenham alguma semelhança com baratas. Besouros, gafanhotos, joaninhas, todos os insetos cascudos e até grãos de café torrado e outros objetos semelhantes.

Murray ( Motivação e Emoção, 1986, pg. 101) nos conta como um grupo de pesquisadores provocaram medo em gatos mediante a estimulação dos seus sistemas límbicos. Fizeram isso pela exposição continuada dos animais à combinação de um som com um pequeno choque elétrico naquela região de seus cérebros.

Já vimos também como as variações dos estímulos visuais, auditivos ou sinestésicos podem afetar de forma relevante a motivação de fundo homeostático naquela experiência feita com estudantes que foram submetidos á privação de alimentos.

Podemos dizer, portanto, que a emoção é fortemente motivadora. Mas é importante também lembrar que a emoção, quando muito intensa, pode desorganizar a ação. Isso já foi verificado em experiências de campo onde cães extremamente famintos não conseguiam exercer sua habilidade inata para encontrar alimentos. Da mesma forma, são muitos os exemplos em que a emoção impede os indivíduos de pensar e, principalmente, sabemos que a maior parte das ações que nos trazem os piores resultados são aquelas que realizamos com a “cabeça quente”.

Ações “impensadas” estão na base dos nossos piores resultados, da mesma forma que impulsos sublimados podem nos levar a façanhas extraordinárias. Já nos referimos a um exemplo desses com o meu amigo que arriscou a sua vida para salvar o filho que ficara preso em um automóvel em chamas.

São muitas as motivações sociais ou psicológicas que nos levam a agir. Elas variam no tempo e no espaço e na medida em que nos enredamos no tecido social. Curiosidade, vontade de aprender, necessidade de justificar nossos atos, (que Murray chama de dissonância cognitiva) a modelagem, a necessidade de realização, a questão da identidade as motivações econômicas etc., são todos exemplos de motivações sociais que variam conforme o contexto.

Podemos dizer também que a falta de atendimento a um motivo homeostático ou psicológico provoca um desequilíbrio no sistema orgânico. Esse desequilíbrio é responsável pelo impulso do organismo em direção á recomposição do equilíbrio, que em PNL, chamamos de estado desejado. Assim, atingir o estado desejado, ou seja, o perfeito equilíbrio dos estados homeostático e psicológico são os verdadeiros motivos da nossa eterna procura pela melhor resposta. Dessa forma podemos concluir que o sucesso na arte de viver é a recompensa dos indivíduos que aprendem a investir adequadamente seus recursos físicos e psíquicos nessa procura.



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