Curso de gnose on line escola gnóstica do brasil arcano 1 1ª Edição – 1981 –



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CAPÍTULO 3 - O MICROCOSMO
A Antropologia estuda o homem biológico - deveria estudar o homem interior, invisível e ainda não detectável pelos nossos aparelhos e instrumentos científicos. Ou seja, se a Antropologia tivesse uma visão ou concepção holística, estudaria o homem visível e o homem invisível, o homem biológico e o homem espiritual, ou o Anthropos em si mesmo.
A Psicologia estuda o comportamento - quando deveria também estudar a alma e o espírito.
A Ontologia dedica-se a estudar o Ser - porém, de forma racional e filosófica - o que não leva à sua compreensão íntima. Só a Meditação nos proporciona tal estudo profundo.
A Numenologia estuda o Espírito - mas quase nada sobrou desse ramo do antigo conhecimento, deturpado que foi pela teologia dos clérigos.
São estas grandes lacunas acerca da realidade interna e externa do homem que fazem com que o estudo microposópico seja tão falho e superficial. Sabemos que não pode haver autoconhecimento sem se estudar, obrigatoriamente, a origem, constituição, estrutura, derivações, funcionamento, finalidades e o papel do ser humano dentro da Creação - em todos os seus aspectos, internos e externos.
Aqueles que acreditam em autoconhecimento baseado exclusivamente no estudo conceitual ou intelectual são sinceros equivocados. Da mesma forma, não é possível o verdadeiro e profundo autoconhecimento sem a experiência direta e isso só acontece mediante a utilização prática e efetiva de técnicas e procedimentos que começaremos a abordar neste capítulo.
O estudo da alma e do espírito, proposto pelas religiões, é falho e limitado por estarem assentados, justamente, em dogmas levantados sem a experiência direta, sem a vivência mística transcendental, sem o uso da razão objetiva do Ser, sem a Consciência Desperta e sem a Revelação.
A Psicologia atual estuda apenas o comportamento humano em seus aspectos externos, buscando mais explicar que modificar esse mesmo comportamento de forma profunda e definitiva. Por isso, e com grandes ressalvas, serve apenas de ponto de partida ou de mera referência para o auto conhecimento. Por sua vez, a Antropologia, lamentavelmente, seguindo o método científico atual, enjaulou-se nos dogmas evolucionistas, ateístas e materialistas, tendo se perdido no labirinto de supostos elos perdidos que jamais serão encontrados pelo simples fato de não existirem.
A Nova Gnose, sendo uma ciência de caráter holístico e universal, abrange, considera e estuda todos os aspectos e dimensões da natureza e do ser humano. Para tanto não pode prescindir de todas as formas de conhecimento, seja do presente, seja do passado. Nem poderia ser diferente porque se o fosse não seria uma ciência holística nem universal. Portanto, a Nova Gnose, além de estudar Antropologia, Psicologia, Fisiologia, Anatomia e outros ramos científicos, estuda - e precisa estudar, porque assim é necessário e indispensável, - Numenologia, Ontologia, Cosmologia, Filokalia, Astrologia, Magia, Tarot, Cabala, Alquimia, tradições, hermetismo, religiões, enfim, todos os ramos da Sabedoria Arcaica ou das ciências antigas (sem desconsiderar ou desprezar o lado bom dos atuais conhecimentos).
Neste curso de Nova Gnose, no devido tempo, serão abordados os principais temas do conhecimento universal. Sabemos, por exemplo, que muitas pessoas nos procuram com a intenção de melhor compreender aquilo que estudaram anteriormente em outras escolas e sistemas. Por isso, sentimos que é nosso dever repartir com aqueles que nos procuram o pouco que conseguimos compreender e extrair da inesgotável fonte de sabedoria universal ou Gnosis.


3.1 O Homem

O homem é uno em essência e trino em manifestação. UUAfirmam as sagradas escrituras orientais que o homem é constituído de corpo, alma e espírito - perfeita e harmoniosamente integrados.UU Pitágoras ensinava que o homem é l + 2 + 3 + 4 - que, somados entre si, resultam em 10: os 10 sefiroth da cabala.


Mas, o que queria dizer Pitágoras com isso? Em resumo, que somos UM ser, que se desdobra em DUAS polaridades, realidades ou princípios cósmicos (masculino-feminino) que ao se unirem entre si novamente em novos níveis e realidades cada qual mantendo sua própria natrueza desdobrada do UM gera o TERCEIRO princípio, realidade ou polaridade. Esse TRÊS emana de si mesmo um QUATERNÁRIO inferior, também conhecido como Mercabah.
Esses princípios cabalísticos não aparecem todos de uma só vez. Eles se manifestam ou se desdobram de si mesmos num processo de diferenciação sucessiva, impulsionados pelas diferentes ondas de vida a partir “DAQUILO” que não tem nome e é sempre o mesmo: o Absoluto ou Agnostos Theos dos sábios gregos.
Os mestres orientais dizem que não existe uma Creação saída do “nada” como querem crer os sábios modernos. O “Nada” é o Absoluto, a divindade sem nome [Agnostos Theos], sem lei, sem atributos, sem limite, conhecido, também, como Parabrahman.
Quando soa a hora do ressurgimento de um universo, o Absoluto (ou Parabrahman) emana ou suscita o nascimento da primeira manifestação do Pleroma dos gnósticos (também conhecido como “ponto laya" pelos hindus), que é a base da substância-consciência cósmica (igualmente denominado ovo do mundo ou ainda “Arquiteto Demiurgo”).
O Demiurgo ou Brahman ou Pleroma, se polariza em Consciência e em Substância Cósmica que se manifesta como três forças independentes: Brahman, Vishnu e Shiva - a mesma Santíssima Trindade dos cristãos.
Tentando traduzir numa linguagem mais acessível:

  1. O Absoluto se condensa em Pleroma (sem perder ao mesmo tempo sua realidade original). Este Pleroma é a região do Pai-Mãe, do Espírito Uno.

  2. Este, por sua vez, se desdobra em dois seres distintos ou duas naturezas distintas, como Adão e Eva.

  3. Depois, num espaço-tempo posterior, Adão e Eva geram o Filho ou a Creação como a vemos.

  4. A partir daí, por sucessivas diferenciações, surgem as diferentes dimensões no Cosmos Infinito e dentro de nós surgem os diferentes princípios ou realidades, como mostramos nos próximos pontos.


3.2 Atman: o Espírito


Atman é o mais elevado dos 7 princípios constitutivos básicos do homem. Atman é o Ser, o Íntimo. O Ser é a síntese da Consciência, da Energia e da Substância. Atman também é a síntese do Ser Supremo - expresso na Coroa Logóica.
O cristianismo denomina o Ser de Espírito. Atman, em sânscrito, quer dizer “Alma”; “Mahatma” significa grande alma.
Atman possui duas almas, emanadas de si mesmo: Buddhi e Manas, alma espiritual e alma humana. Poucos seres humanos chegaram a encarnar Atman, o Íntimo. Quem encarna Atman torna-se, por direito próprio, um Mestre do Tempo e da Eternidade - toma-se um Ser Auto-realizado, um Ser Imortal.
O mundo do Íntimo é totalmente eletrônico e espiritualizado, um mundo de infinita felicidade. Para encarnar Atman é preciso despertar e desenvolver Kundalini em seus Sete Graus. Moisés chegou a encarnar o Logos - foi além dos Sete Graus de Fogo e dos Sete Graus de Luz. Jesus encarnou o Cristo Cósmico. Por isso é o mais exaltado membro da Fraternidade Branca Universal.
Jesus é um Paramartha-satya. Paramartha-satya é um habitante do Absoluto. Quem encarna o Ser pode, depois, encarnar o Cristo Cósmico. Lembre-se, ó Arhat, que o Cristo só encarna nos Bodhisattvas de Compaixão.
Uma escola esotérica que não conhece e não trabalha com o Magistério do Fogo e com o Magistério da Luz e ainda por cima desconhece os Sagrados Mistérios dos 12 Trabalhos de Hércules - o Cristo Cósmico - não é uma Escola Iniciática autêntica. É apenas um Jardim de Infância.
Existem quatro categorias básicas de Escolas Iniciáticas:

  1. As que funcionam como Jardim de Infância;

  2. As que ensinam a encarnar a Alma;

  3. As que ensinam a encarnar o Espírito;

  4. As que ensinam a encarnar o Cristo Cósmico.

Meditações, pranayamas, asanas, mantras e orações servem de meio para estabelecer contato com Atman, o que não significa encarná-lo. Exercícios de yoga e zen podem proporcionar o samadhi - que é a fusão temporária com Atman, mas, terminado o êxtase, volta-se à dura realidade da Mansão de Barro (o corpo físico). Samadhi, portanto, não significa encarnar o Ser, apenas uma fusão ou absorção temporária com o Ser.


Um yogue ou estudante zen pode ter facilidades, pela dura disciplina que desenvolveu, para trabalhar com Kundalini. Mas que, de resto, terá que enfrentar a si mesmo como qualquer outro aspirante do Conhecimento Secreto.


3.3 Buddhi: a Alma Divina

Atman possui duas almas gêmeas: Buddhi e Manas. Buddhi é a Alma Espiritual, de natureza feminina, denominada Beatriz na Divina Comédia de Dante Alighieri. Buddhi e Manas são os dois peixes do zodíaco que nadam nas águas negras e profundas da Eterna Mãe-Espaço. Buddhi e Manas são os dois opostos, masculino e feminino, que se conciliam na Mônada (Atman) para formar a tríada imortal - o segundo triângulo divino.


A imortal tríada de qualquer homem comum e corrente não está encarnada, não vive no homem, nem o homem a possui dentro de si. A imortal tríada vive livremente na Via Láctea espiritual e a única ligação existente com o homem terrestre se dá através do antakarana, o tênue fio da vida ou da consciência.
O homem tem uma alma mas não a possui. O homem encarna sua alma quando atinge o Sexto Grau do Magistério do Fogo na sagrada ciência da alquimia. Noutras palavras: Precisa levantar 6 Kundalinis.
O pouco de alma, o embrião de alma que está depositado no homem terrestre à espera de germinar, nascer e se desenvolver, é chamado no Oriente de Buddhata. Essa semente, fecundada com as águas da vida, germina, depois, na Terra Filosofal do homem, num autêntico processo de auto-inseminação alquímica. Mais tarde, nasce como o Filho do Homem (o filho de suas próprias energias) através de um segundo nascimento, sem seja preciso voltar novamente ao ventre materno.
Lembre-se, ó Arhat, que não há trabalho alquímico sem Kundalini. E não há Kundalini sem Alquimia.


3.4 Manas: a Consciência

Manas é de natureza masculina. Manas é o perfeito reflexo da mente cósmica em nós. Manas é a Consciência, a verdadeira mente universal. A faculdade de Manas é a intuição. UUManas é conhecida também como o Corpo da Vontade Consciente.


Simbolicamente, este corpo de vontade ficou estampado com o sangue do Divino Mestre no Lenço de Verônica quando o Drama Cósmico da Iniciação foi representado ao vivo nas ruas da antiga Jerusalém. UUNão se deve confundir “desenvolver força de vontade” com “encarnar o corpo da vontade consciente”.UU
UUManas é Tipheret na Cabala - o centro da Árvore da Vida. Manas, é a alma humana, é a Consciência. Manas trabalha e atua de forma independente da mente, das emoções e do corpo. Manas está além da mente, dos afetos e das recordações.
A psicologia confunde Consciência com Ego. Muitas escolas e ordens que atuam no Jardim de Infância do esoterismo da humanidade vão além, dividindo esse Ego em Eu Superior e Eu Inferior.
A Filokalia e a Cosmologia ensinam claramente que ego é ego e Consciência é Consciência. A Consciência é uma faculdade e um atributo da Alma e do Ser. No homem comum e corrente, de fato, existe mais subconsciência que consciência. A inconsciência do homem é tamanha que basta adormecer para mergulhar em sonhos e não se lembrar de mais nada.
UUA inconsciência aumenta com o passar dos anos porque esquecemos de nós mesmos, temos nossa atenção descentralizada ou voltada para o mundo exterior quando deveríamos permanecer atentos, alertas e centrados em nós mesmos, em nosso interior, em nosso Ser, o tempo todo.
Por sermos criaturas inconscientes vivemos e fazemos tudo de forma mecânica e superficial, sem sentir e sem chegar a viver de fato porque mais bem “passamos” pela vida do que “vivemos”. UUPara deixarmos de ser inconscientes precisamos aprender a dividir e a governar a atenção.UU Isso será ensinado mais adiante.


3.5 O Corpo Mental: o Pensamento

Cursos de desenvolvimento de poder mental e reprogramação fizeram e ainda fazem grande sucesso - e também grandes estragos. “Desenvolva o poder da sua mente e seja mais feliz” poderia ser o slogan de um desses cursos.


– Porém, o que é a mente? O que é o corpo mental? Que força pode ter nossa mente? Será a mente o único agente da felicidade e de domínio sobre as circunstâncias pessoais e da vida? Acredita sinceramente nosso querido estudante que isso e possível?
O homem possui potencialidades e capacidades desconhecidas - e sobre isso não há dúvida. Porém, não podemos dizer que a mente é o último estágio humano. Dedicar-se ao desenvolvimento mental é algo pobre, limitado e só acontece, em última análise, por causa da ignorância das pessoas.
Tem-se dado muita importância à mente devido ao fato de que, com ela, podemos fazer planos, cálculos, raciocínios, projeções, especulações, ilações, desenvolver maravilhosamente a memória, etc. Mas, nada disso é essencial. É como dominar dribles e a bola num jogo de futebol. Ganha-se muito dinheiro com essas habilidades, mas, espiritualmente isso é um terrível obstáculo.
Muitos ainda desenvolvem a capacidade de concentrar a mente numa única coisa ou objeto. Outros, sentem orgulho porque com a sua força mental podem mover objetos à distância - e de fato o conseguem. A própria ciência tem dedicado estudos e pesquisas acerca dos poderes e possibilidades da mente. Militares russos e americanos chegaram até a fazer experiências no sentido de usar a mente como detonador de armas teleguiadas. Porém, ainda que tudo isso seja maravilhoso e fantástico, representa apenas um estágio do conhecimento e do uso de nossas infinitas possibilidades - para o bem ou para o mal, para construir ou para destruir.
UUA mente humana difere da mente animal exclusivamente pela forma intelectual que a primeira apresenta. Se tirarmos o intelecto de um homem ele passará a se comportar como qualquer outro animal, vivendo e agindo pela força do instinto. Crianças criadas por animais, quando foram descobertas e observadas, comportavam-se como o animal que a criou.
O corpo mental que possuímos é produto da mecânica evolutiva da natureza. Não temos ainda um autêntico corpo mental, de carne e osso mentais. O corpo mental verdadeiro é forjado ou se cristaliza quando se trabalha com a alquimia. O atual corpo mental dos seres humanos é constituído de matéria protoplasmática - ou seja: é um corpo ou princípio emprestado pela natureza. Para alguém se tornar imortal é preciso forjar um corpo mental próprio que a natureza não possa envelhecer ou retomar.
Hoje, quando um homem cultiva “as forças de sua mente” não está fazendo mais que superpolarizar determinadas faculdades que, muitas vezes, se desenvolvem às expensas de outros atributos essenciais e vitais para a existência plena e completa. Esses poderes do corpo mental-animal são como a luz de vela diante do sol quando comparados com os poderes e atributos do autêntico corpo mental criado no Quarto Grau do Magistério do Fogo ou QUARTA INICIAÇÃO MAIOR pela alquimia sexual.
Jamais devemos confundir a mente com o cérebro. O cérebro é tão só a parte física da mente. A natureza criou o cérebro para elaborar o pensamento, mas não é o pensamento. UUQuem confunde mente com cérebro parte do princípio de que o fio elétrico é a eletricidadeUU. O pensamento também não é inteligência. Portanto, não adianta cultivar a mente acreditando que se tornará mais inteligente. A inteligência é uma faculdade da Consciência. Quanto mais consciente for um homem mais inteligente ele será.
A mente ou o atual corpo mental é motivo de conflitos e sofrimentos, por que foi mal educada e porque serve de abrigo e guarida para inúmeros egos, como veremos adiante. Aqueles que almejam as Altas Esferas da Ciência Universal necessitam reeducar a mente, tornando-a dócil e receptiva. Mas, para que isso se torne possível, temos que esvaziar a mente dos egos que abriga e abrir espaço para o crescimento de nossa Consciência ou de nossa Alma. Isso é feito com a técnica e a ciência da auto-observação, auto-análise, compreensão e meditação, que será ensinada gradativamente ao longo deste curso.
Os clarividentes vêem a mente como um corpo de carne e osso, semelhante ao corpo físico, porém - nem poderia ser diferente - constituído de matéria mental, matéria da sexta dimensão.
É uma lástima ver as pessoas alimentando suas mentes, o corpo mental, com impressões negativas colhidas de filmes e revistas pornográficas, romances baratos, novelas, livrinhos de aventura, música infernal, teatro degenerado, etc. etc.
O corpo mental, como a Consciência, necessita de alimentos próprios, cuidados especiais, disciplina e uma educação específica.


3.6 O Corpo Astral: a Emoção

Praticamente todas as escolas do nível de Jardim de Infância da Ciência Hermética falam do corpo astral. Eidolon era a denominação dada pelos gregos antigos ao corpo astral. Na Índia é o Linga-sharira.


O ser humano ainda não possui um verdadeiro corpo astral. Por mais difícil que seja acreditar nisso, é a verdade: o homem comum e corrente ainda não possui corpo astral. É preciso fabricá-lo por meio da alquimia, como será ensinado mais adiante neste curso.
Isso que hoje chamamos de corpo astral é tão só um corpo de desejos - um corpo de protoplasma que a natureza nos emprestou para que pudéssemos viver e ter incipientes funções emocionais e sentimentais.
Corpo astral autêntico possuem os Auto-realizados - aqueles Seres que trabalharam na alquimia até o Terceiro Grau do Magistério do Fogo.
Não negamos o fenômeno nem a realidade do desdobramento do corpo de desejos. Mas é preciso enfatizar que a popular viagem astral é tão só a projeção do Linga-sharira na região do Limbo (astral inferior) e nada mais. O Orco dos clássicos ou o Limbo do cristianismo esotérico primitivo é composto pelas regiões e planos moleculares da natureza. O Limbo está longe dos planos eletrônicos e espirituais onde moram as almas e os seres de maior estatura espiritual.
Entenda-se que o corpo de desejos é muito limitado quando confrontado com o legítimo corpo astral. Compreenda-se ainda que só o legítimo corpo astral pode se deslocar pelas dimensões eletrônicas da natureza ou pelo Astral Superior.
A alma e o espírito não vivem nos planos ou esferas moleculares. A alma e o espírito vivem nos planos eletrônicos. Os planos moleculares são regiões de inconsciência. Os planos eletrônicos são regiões de consciência pura.
Sentimentos puros e verdadeiros são atributos do legítimo corpo astral. Paixões, desejos, sentimentos de ódio, vingança, orgulho, etc. são próprios do corpo de desejos.
Tem-se aqui um dilema: as pessoas alimentam e cultivam seu corpo emocional com filmes de terror, esportes violentos, lutas de boxe, leituras de romances de sucesso, etc. porque possuem um corpo de desejos ou porque, não possuindo um legítimo corpo astral, têm necessidade de sentimentos e emoções de ódio, vingança, violência, terror, pornografia, inframúsica, etc.?
Por isso é que se torna indispensável o trabalho alquímico: para transmutar a natureza animal em natureza humana; para transformar as baixas paixões nos autênticos sentimentos de amor, afeto, carinho, caridade ou nas emoções extasiantes e arrebatadoras dos místicos e grandes músicos e artistas.
É preciso começar a alimentar nosso corpo emocional com impressões nobres, seletas e elevadas, colhidas no convívio familiar e social positivos onde não haja calúnias, difamações, invejas, fofocas, intrigas; na música erudita dos grandes mestres; na arte dos grandes expoentes da Arte Régia; nos passeios junto à mãe natureza e na prática de tarefas que atendam e preencham nossas necessidades e impulsos de crescimento e desenvolvimento internos


3.7 O Corpo Etérico: a Energia da Vida

O corpo etérico é o responsável pela conformação, estruturação e alimentação energéticas do corpo celular. Para os estudantes gnósticos, o corpo etérico ou vital, é tão só a parte tetradimensional do corpo físico; é o veículo da bioenergia e do prana que flui pelos 72 mil canais ou meridianos energéticos que vitalizam todos os órgãos do corpo físico.


O conhecimento dos meridianos energéticos possibilitou, dentre outras coisas, a acupuntura, o do-in, o moxabustão, etc. Quem quer ter saúde perfeita deve aprender a trabalhar com a bioenergia e com o pranayama. Pranayamas combinados com mantras estimulam o trabalho dos chakras ou centros energéticos do homem. A cromoterapia também está baseada nesses mesmos princípios energéticos.
O corpo vital ou etérico é o grande maestro, o arranjador, o organizador termobioeletromagnético que atrai e impulsiona energias dentro de um movimento de sístole e diástole.
Os cientistas até hoje buscam a origem da vida. Jamais encontrarão a origem da vida se não estudarem cosmologia. Estudando cosmologia encontrarão a origem da vida em Deus. Mas, se isso é muito para seu entendimento, então busquem entender a origem e a natureza da eletricidade. Aí está a resposta.... No homem a fonte da energia (eletricidade) está em seus órgãos sexuais..... Complicou mais ainda? Bem, nesse caso, sem abandonar seus métodos e estudos, tornem-se “gnósticos”, e investiguem isso usando a “metodologia gnóstica” e, depois, “traduzam” suas descobertas para a linguagem científica. Todos ganharíamos com isso....
A energia vital (como os demais elementos químicos conhecidos e por conhecer) é derivada ou produzida pelos tatwas. Tatwas são vibrações do éter. A vibração do éter que alcança nossa visão é vista como cores e imagens; a vibração do éter que alcança nossos ouvidos e percebida como som (e desse princípio se originou a música). A vibraçao do éter que chega à nossa mente é captada como pensamento; a vibração do éter que alcança nosso plexo solar é captada como sentimento ou emoção.
Por trás dos tatwas estão os elementais do fogo, da terra, do ar, da água e do éter. Sendo o homem um microcosmo obviamente seu Reino Interno é povoado por milhares e milhões de criaturas elementais atômicas como as que habitam e trabalham no macrocosmo.


3.8 O Corpo Físico

Quanto à sua fisiologia e anatomia o estudo do homem pertence à Medicina. Para nossos estudos não há necessidade de nos aprofundarmos nos termos médicos. Vamos nos limitar ao essencial, relacionado com nossos estudos de modo mais direto. Palavras do jargão médico podem ser encontradas em qualquer enciclopédia que trate do assunto, onde o estudante, por livre iniciativa, poderá se aprofundar.


Para a Gnose, a única diferença essencial entre o homem e o animal é a razão. Os humanos possuem mente racional e os animais possuem mente instintiva. No mais, como os animais, o homem possui um esqueleto, coberto de carne, uma estrutura nervosa, um sistema sangüíneo e vários órgãos internos que são responsáveis por funções diversas, desde a defesa do organismo contra doenças até a reprodução da espécie.
Evidente que todas as funções corporais e mentais no homem são muito mais perfeitas e completas que nos animais. Porém, os princípios biológicos são idênticos. Compreenderemos melhor este assunto quando estudarmos a origem e a evolução do homem.
Aprendemos no cristianismo que o homem é dotado de corpo e alma. Outras religiões ensinam que o homem é formado de corpo, alma e espírito. O gnosticismo é mais completo e detalhista acerca da anatomia visível e invisível do homem. É o que veremos daqui a pouco.


3.8.1 As células

A célula é a unidade morfológica e fisiológica de todos os seres vivos que se reúnem para formar os tecidos. Os tecidos formam os órgãos. Submetidos à pressões e transformações evolutivas ao longo de milhões de anos, os organismos animais desenvolveram grupos de células altamente especializadas que ajudaram o animal a sobreviver e a alcançar seus objetivos vitais.


Alguns desses grupos celulares formam os órgãos internos do corpo, como o coração, o pulmão e o fígado, compondo os sistemas que sustentam a vida do organismo. Outras células, as musculares, são organizadas para dar movimentos ao corpo. Existem ainda as células nervosas - ou neurônios - especializadas em transferir informações de uma parte a outra do corpo, coordenadas pelo cérebro.
Em monadologia (estudo da Mônada) aprende-se que as células são unidades portadoras de matéria, energia e Consciência. Estudos científicos apontam a existência de aproximadamente 200 quintilhões de células no corpo humano.
Em termos microcósmicos, cada órgão é como se fosse uma galáxia e cada célula como se fosse um planeta. O homem, tomado no seu todo, é um universo em miniatura.



3.9 Percepção Sensorial

Aprendemos desde criança que o homem possui cinco sentidos: visão, audição, tato, paladar e olfato. Na ciência oculta aprendemos que existem outros sete, dentre eles estão clarividência, clariaudiência, telepatia, intuição e recordação de vidas passadas.


Asseveramos que esses cinco sentidos estão atrofiados atualmente no homem, pois o homem percebe apenas as formas mais grosseiras da matéria. Um exemplo: a Igreja Católica afirma que durante a missa acontece o milagre da transubstanciação, onde o vinho se converte em sangue. Antigos tratados da ciência secreta também afirmam a mesma coisa. Assim sendo, por que, então, o homem não sente o gosto do sangue? Por que só os místicos dizem sentir tal gosto?
A diferença entre um caso e outro está no fato de que o primeiro tem seu paladar atrofiado, e o segundo, desenvolvido. Todo estudante hermetista, ocultista, esoterista deve desatrofiar seus sentidos físicos, se de fato estiver interessado em se tornar um cientista autêntico dessa ciência tão antiga quanto o mundo, mas ignorada pela grande maioria dos líderes de escolas, ordens, igrejas e seitas místicas e esotéricas ou de caráter metafísico.
Fisicamente falando, os órgãos sensitivos captam informações do nosso exterior: imagens, sons, cheiros, paladares e sensações de tato. São esses sentidos que alimentam o mundo interior do homem de informações básicas e naturais. Não são os sentidos que nos permitem identificar os objetos, reconhecer em determinado arranjo de formas, o Cristo Redentor ou, num amontoado de cores, a famosa obra de Leonardo da Vinci - a Mona-Lisa. O papel dos estímulos sensoriais é o de despertar a centelha inicial. A partir daí desencadeia-se todo um processo, durante o qual mensagens sensoriais se organizam, como equações, que são resolvidas na forma de um objeto, como vimos anteriormente, no processo de formação da linguagem.


3.10 O Estado Atual do Homem

Difícil encontrar termos ou palavras que determinem com exatidão o atual estágio do homem. Todos têm idéias equivocadas sobre si mesmos. E dentro da colmeia social o estudo do homem torna-se ainda mais difícil. Todos os conhecimentos desembocam na afirmação de que o homem é a criatura nobre por excelência da natureza. E que, por isso mesmo, faz e desfaz tudo e todos ao seu redor. Dezenas de ramos científicos, como a Psicologia, a Antropologia, a Sociologia, a Filosofia, a Medicina, a Sociologia, a Filosofia, a Medicina, a Biologia, etc. se dedicam ao seu estudo. Naturalmente, o gnosticismo também tem seus estudos acerca do homem. É claro que esses estudos, em alguns pontos convergem e noutros divergem das verdades científicas, ou acadêmicas ou formalmente aceitas e estudadas.


Sendo a Gnose uma ciência holística, estuda tanto a Biologia quanto a Metafísica; tanto a Filosofia quanto a Alquimia; tanto a Psicologia quanto a Parapsicologia; tanto a Antropologia quanto a Monadologia e tanto a Ciência quanto a Teologia ou Cosmologia, tanto a Astronomia quanto a Astrologia.


3.11 O Ego

Aqui temos que divergir da psicologia oficial, ensinada nas escolas. A psicologia gnóstica entende e estuda o ego de outro ponto de vista. O gnosticismo vê o ego como “valores psicológicos” ou “realidades psicológicas” com características de independência quanto à sua manifestação. Se nos livros da ciência comum se aprende que o ego é a autoconsciência do homem, então, esse ego praticamente não existe, pois em mais de 95 % do tempo estamos adormecidos, sem autoconsciência ou consciência de si mesmo. Mal temos um estado de “consciência de vigília”.


Nos livros de Psicologia, aprende-se que o ego é uno, indivisível – no máximo subdividido em ID, EGO e SUPER-EGO. A psicologia gnóstica, como muitos tratados psicológicos buddhistas e tibetanos, afirma que O EGO são EGOS. Ou seja, o Ego é formado por “eus”. Se o eu fosse único não existiria conflito interior. Se o ego é único, por que, então, o homem está dividido por valores distintos? Se o ego é único por que existe amor e ódio, orgulho e humildade, avareza e generosidade? Para a Gnose, cada elemento desses, é um pequeno ou grande eu autônomo e independente a viver em nosso mundo mental. Esses “eus” vivem em permanente conflito e disputa pelo comando da máquina humana.
Os eus psicológicos não possuem ligações entre si, nem coordenação alguma. Todos, para se manifestarem, dependem de circunstâncias. Todos gozam de independência e autonomia quanto à manifestação através da mente ou das emoções. Às vezes, os eus se agrupam por afinidade, diante de uma situação dada; outras vezes, brigam entre si. Todos os eus acreditam que são o ego único, porém, o eu que hoje jura amor eterno, amanhã é substituído por outro que nada jurou, e assim sucessivamente, criando o conflito psicológico e espalhando dor, sofrimento e decepções
O ego passa por distintas etapas de formação e de manifestação ao longo da vida ou das vidas. Na primeira etapa é um ego simples, descomplicado, formado de pequenos e poucos elementos (como o ego dos povos da Polinésia ou dos índios do Amazonas). É um estado que se caracteriza mais pelo instinto que pela razão. O ambiente e a organização social dessa gente é muito simples e incipiente. No segundo estado o ego adquire a forma intelectual, urbana, civilizada. Neste estágio julga-se muito esperto, vivido e experiente. A última etapa do ego é a do líder, do homem educado e refinado. Disso advém a sociedade complexa, complicada e conflitante de nossos dias.
Por enquanto vamos nos limitar a esta introdução. Mais adiante iremos aprofundar este assunto, estudando detalhadamente sua ação e modo de manifestação. Falaremos também como o ego rouba consciência.


3.12 A Personalidade

Etimologicamente, personalidade vem de per + sonus. Que significa “soar através de”. Esse personus era uma máscara usada no teatro da Grécia antiga, onde o ator personificava ou representava um personagem - quase sempre um Deus. Na psicologia acadêmica não se percebe a diferença entre ego e personalidade. Entretanto, na psicologia gnóstica a personalidade é algo distinto do ego. Formam uma espécie de simbiose, mas, suas naturezas são diferentes. Por exemplo, a personalidade morre com o desencarnado. O ego se perpetua pelas diferentes vidas de uma pessoa.


Para o estudante gnóstico a personalidade é algo emprestado, um instrumento, um meio de manifestação; são habilidades, capacidades e conhecimentos desenvolvidos ou adquiridos durante os primeiros anos de vida. A personalidade é moldada de acordo com o meio-ambiente, a época, a família (genes) e a sociedade. As primeiras habilidades desenvolvidas acontecem na infância, quando o bebê ou a criança aprende a segurar a mamadeira; mais tarde segura uma colher; depois, balbucia as primeiras palavras; bem mais tarde, aprende a trocar de roupa, a desenhar, a escrever, a tocar algum instrumento musical e assim sucessivamente. Em resumo, a personalidade é criada pela educação e o meio que nos rodeia. O ego já vem de berço, é pré-existente de outras vidas e faz parte de nossa mente e entrelaçado com nossa consciência, como os parasitas que nascem ou vivem nas árvores.
A personalidade deve ser desenvolvida em todos os níveis: mental-intelectual, emocional, motriz. A educação praticada na antiga escola pitagórica, na Grécia, estava voltada para a mente, a emoção e o movimento. É conhecida como educação integral.
O ambiente familiar, a vida nas ruas e na escola dão à personalidade seus matizes e características. O exemplo e a experiência dos mais velhos é definitivo para a personalidade em formação. Daí a razão de se dizer que a criança aprende mais com o exemplo do que com palavras.
Uma personalidade desenvolvida no meio da dor e do sofrimento, da miséria e da ignorância, toma-se um instrumento inútil para a inteligência. Nesse caso, uma pessoa pode ter grandes idéias mas não tem a capacidade de realizá-las pois lhe falta habilidade. É o caso típico de uma pessoa que tem grandes inspirações artísticas, mas que, por falta de habilidade musical ou com pincéis - não consegue plasmar na tela ou no instrumento musical, sua inspiração. É um crime de lesa-humanidade deixar crianças inocentes à mercê das circunstâncias da vida e do mundo..... A educação correta e integral sempre foi básico em todas as culturas, e nenhum povo será grande, desenvolvido e civilizado sem uma Educação à altura dos valores morais, éticos, sociais e espirituais do ser humano.


3.13 Níveis de Consciência

Para os gnósticos, a consciência é a própria da alma ou o próprio Ser, ou a parte do Ser que habita em nós. Caracteriza-se por um estado psicológico próprio, inconfundível, onde ela se dá conta de si mesma e de tudo que a cerca. É uma espécie de percepção direta das coisas. A consciência, infelizmente, não é algo contínuo e permanente em nós. Quando falamos em consciência nos referimos a um estado de apreensão de conhecimento interior, independente da atividade mental. Talvez seja possível um entendimento mais claro sobre a consciência estudando-se algo do seu estado psicológico oposto: o sono, o adormecimento, o entorpecimento, a mecanicidade, a falta de atenção, a ausência de percepção essencial das coisas


Fala-se muito em subconsciência e inconsciência. Na realidade tudo isso pode ser sintetizado como consciência adormecida. Supraconsciência é o estado de “consciência desperta”.
O Mestre Samael fala de 4 níveis básicos de consciência: Eikasia, Pistis, Dianóia. Nóia.




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