Curso de gnose on line escola gnóstica do brasil arcano 1 1ª Edição – 1981 –


CAPÍTULO 2 - EDUCAÇÃO FUNDAMENTAL



Baixar 342.68 Kb.
Página6/13
Encontro06.04.2018
Tamanho342.68 Kb.
1   2   3   4   5   6   7   8   9   ...   13
CAPÍTULO 2 - EDUCAÇÃO FUNDAMENTAL
Você sabia que desde os tempos de Carlos Magno o modelo de ensino não mudou? Pois é! Há séculos pegamos nossos filhos, aprisionamos em uma escola por anos sem fim, e lá, por bem ou por mal, são enfiados em suas cabeças, de forma mais ou menos sistematizada, todos os conhecimentos disponíveis segundo um modelo teórico, num processo similar ao de jogar e gravar informações num computador. Feito isso, soltamos o adolescente na vida, cabendo a ele utilizar esses conhecimentos ou essa massa de informação mal organizada na medida de suas necessidades, mesmo que mais da metade do que foi gravado em sua memória caia no esquecimento ou jamais venha a utilizar.
Hoje, os especialistas de alto nível, só começam a produzir aí pelos 25 anos. Richelier foi nomeado bispo de Luçon aos 21 anos no século XVIII e deu conta do recado. Isso significa que, na idade em que a capacidade cerebral humana é mais forte e fecunda, nossa sociedade, prisioneira de um modelo antiquado de ensino, teima em manter seus futuros líderes numa inútil e interminável adolescência. Não é de espantar, pois, a grande evasão escolar em nosso país ou que até mesmo os estudantes universitários e pré-universitários se revoltem ou desanimem diante de tantas teorias que jamais utilizarão em suas vidas. Além disso, no dia que delas precisarem, já estarão ultrapassadas por novas teorias, tecnologias e descobertas. Seria mais que hora de criar e implantar um novo sistema educacional em nosso país, que não mais contemplasse tanta teoria e priorizasse de forma mais prática e concreta áreas especializadas e realmente úteis e necessárias no mundo moderno. Com isso, nossos pequenos recursos destinados à educação poderiam ser melhor aproveitados.


2.1 O Aprendizado

Os cursos de maior sucesso são aqueles que oferecem conhecimentos específicos, concretos, práticos e de uso imediato - ou seja: que atendam a uma necessidade real e imediata. Portanto, toda a educação deveria seguir esse princípio de utilidade: formar pessoas, ensinar a pensar e eduzir suas reais potencialidades e talentos.


É uma lástima ver a ciência atual reduzida a um amontoado de informações desconexas e incoerentes entre si, muitas delas simples teorias sem base verdadeira e quase sempre sem utilidade prática. Por exemplo, de que vale estudar História (escrita pelos vencedores ou retocada para atender a interesses de minorias) se não consideramos suas lições em nosso dia-a-dia? Por que os educadores não ensinam isso? Tirar sabedoria do passado? Oxalá você, caro amigo estudante, considere as experiências dos grandes mestres e estudiosos do passado e os aplique em sua vida como algo prático e concreto. Senão, de que serve todo este trabalho? Seremos sempre alunos relapsos jogados na escola da vida e amestrados desde pequenos a aceitar o “status quo” existente como algo “real”, “permanente”e “imutável”? Ou, pior ainda, tomar isso como sendo a realidade real da vida? Aceitar passivamente que “isso” é a vontade divina? Ora, de que classe de Deus ou deuses estamos falando, nesse caso? De um Deus impiedoso, cruel, injusto? Ou somos nós, cegos por uma falsa educação religiosa e cultural que vemos as coisas sob esse prisma aberrante?
Não estamos nos manifestando contra o estudo e a educação. Pelo contrário; manifestamo-nos unicamente contra a forma de ensinar e estudar e os conteúdos atuais daquilo que é ensinado nos modelos educacionais materialistas e ateístas atuais. É preciso criar condições e incentivar o estudo crítico, a análise de fundo e a liberdade de se fazer o próprio conhecimento de um ponto de vista universal, abrangente e holístico, respeitando antes e acima de tudo o livre arbítrio, mas sem nos omitirmos de dar e apontar as várias alternativas e caminhos da vida que a mesma divindade nos ofereceu ao longo dos tempos que estamos habitando a face do planeta..
Receber e acumular informações no cérebro não é exatamente ensinar ou aprender. Todo estudo, todo aprendizado deveria estar voltado para a experimentação direta, para o exercício prático e para as simulações, no caso de modelos teóricos. Isso se torna especialmente verdade ou necessário no estudo da química, da física, da biologia, da matemática, etc. porque uma coisa é a fórmula ou a informação e outra, bem diferente, é a vivência e a sua aplicação concreta.
Quando se fala em vivência e em experimentação direta, muita gente pode ser induzida a crer que estamos falando apenas do método empírico, que se limita a medir, pesar, decompor quimicamente, classificar e, por fim, rotular. Nada disso! Medir, decompor, classificar e rotular, para nós, não é ciência. Existem outros métodos e sistemas bem mais científicos (se tomarmos o sentido original dessa palavra), dos quais nos ocuparemos amplamente ao longo deste curso e que, efetivamente, levam uma pessoa a ter contato ou interagir com a essência mesma das coisas, dos seres, dos fenômenos e das realidades das múltiplas dimensões do universo e da vida. Isso é educação holística. Essa é a ciência integral. Esse é o método da Nova Gnose.
Conhecemos muitas pessoas que se dedicaram e ainda se dedicam a estudar nossos livros sem se preocupar com a vivência ou com a experiência. Esse procedimento não leva a lugar algum. É perda de tempo, visto tratar-se de um procedimento meramente mental, essencialmente intelectual. Intelectuais são aquelas pessoas que falam sobre o que outros disseram ou escreveram; jamais viveram na prática, jamais sentiram na pele a realidade de tais conhecimentos. Não pode ser gnóstico o simples leitor de obras gnósticas, como também não se pode ser um teólogo somente mediante leituras de obras teológicas. Nós entendemos que para ser “gnóstico” ou “teólogo” a pessoa precisa vivenciar a realidade do que ensina.
Peguemos o exemplo do Brasil, que se transformou nas últimas décadas num gigantesco laboratório experimental para políticos e economistas exercitarem suas teorias, incluindo as mais estapafúrdias. Se essas criaturas tivessem experiência direta, se tivessem sentido em sua pele os desatinos do que fazem, jamais fariam o que fazem nem se comportariam como se comportam. Muito menos, insistiriam em modelos concentradores de renda e essencialmente injustos. Se houvesse um mínimo de consciência aí certamente os modelos seriam modificados rapidamente. Porém, não é a parte divina que gerencia nossa vida nem nossos destinos. Tristemente, é a parte egóica que tem sob comando nossos destinos, e o resultado de tal acontecimento, é o pesadelo social que hoje vivemos e vemos à nossa volta.
O objetivo da Nova Gnose, no campo educacional, é o de formar e forjar pessoas que pensem e ajam por si mesmas, sejam detentoras de seu próprio conhecimento, se façam e se cristalizem como seres, eduzam os talentos e as capacidades que têm dentro de si. Isso é auto-realização! Isso é começar a realizar e a expressar os valores mais íntimos e transcendentais de nosso próprio Ser. Infgvelizmente, isso está distante das massas. No mundo de hoje, somente alguns indivíduos poderão plasmar isso dentro de si mesmos. Não porque seja assim por algum decreto divino ou humano. Não! É assim pela impossibilidade prática de haver uma grande mudança psicológica na humanidade.


2.2 Teoria X Prática

Dissemos que o maior problema dos estudantes de hoje é o fato de terem que estudar e aceitar como verdadeiras as teorias, idéias e conceitos alheios sem que lhes seja dado o direito (ou o incentivo) de divergir e de pensar por si mesmos, de forma independente.


Educação é um termo mal compreendido e muito mal aplicado. UUDissemos e repetimos que, hoje, educar é passar informações ou fazer com que as crianças e os adolescentes imitem ou copiem modelos. Mas, Educação significa edução - ou seja: trata-se de um processo de eduzir (botar para fora) capacidades, talentos, habilidades e potencialidades natas de cada um. UUIsso só é possível num ambiente de liberdade propício à análise crítica e onde saber uma determinada matéria não esteja ligado ao processo de passar de ano ou ganhar nota por desempenho. Além disso, o entendimento da palavra “eduzir potencialidades” passa bem longe do que deveria ser tomado como tal. Por causa de um modelo científico materialista e ateísta, “eduzir potencialidades íntimas” é tomado como eduzir meros valores intelectuais. Mas, os “verdadeiros valores humanos” estão bem mais além disso; as possibilidadses reais, aqui mencionadas, são as virtudes do Ser, como “bondade”, “respeito”, “amor ao próximo”, “tolerância”, “veneração”, etc. sem esquecer, é claro, dos talentos e habilidades “profissionais” de cada um.
Perguntamos: Se vê isso por aí nas ruas e empresas? (É claro que não, e a simples evidência disso se experimenta diariamente em todas as partes).
Ambientes e modelos competitivos e sem liberdade de pensamento não são favoráveis para o florescimento da inteligência e da criatividade. A teoria é necessária para ajudar na elaboração do saber. Porém, de acordo com os arquétipos universais, jamais se alcança o saber sem a vivência, a experiência integral, a concepção holística.
Compreendemos melhor a superficialidade da educação atual quando examinamos detida e criticamente sua finalidade. UUO fato é que hoje pegamos uma criança, levamos a uma escola para ser programada a se comportar, a ser e a agir como simples máquina de produção e consumo. Vamos ser mais claros e específicos ainda: a educação de hoje oblitera, acaba, extirpa, castra, bloqueia e anula os valores, os talentos e as potencialidades do ser humano, da alma e do espírito.
— Nasce o homem para atuar como simples máquina? Nasce o homem apenas para produzir e consumir? É o homem um ser destituído de alma e espírito? Pode haver Creação sem Creador?
Se você respondeu “não” a essas questões certamente perceberá que a educação moderna não considera os aspectos transcendentais (ontolótgicos) do homem. Se respondeu “sim” a essas questões você está no lugar errado fazendo o curso errado. Obviamente, só um modelo ou sistema educacional holístico leva em conta os aspectos materiais e espirituais do ser humano. Fora disso, tanto uma educação totalmente materialista e ateísta quanto uma educação exclusivamente espiritual não servem aos propósitos de se “eduzir as potencialidades”. Porque ambas são unidirecionais, algo demasiado incipiente a um espírito avançado como esse que hoje vive nas grandes cidades.

2.3 Medo e Imitação

Eduzir ou desenvolver capacidades e potencialidades natas do ser humano só é possível mediante uma educação holística e em ambientes onde não haja medo. O homem, por natureza, é um imitador. Tanto que a criança aprende mais com o exemplo do que com a palavra. Mas, copiar significa deixar de ser a gente mesmo; quando copiamos, deixamos de ser autênticos; quando copiamos, imitamos. E se não formos estimulados na direção reta, sempre seremos imitadores.


A criança imita de forma natural, sem coação, sem medo. Essa fase ou processo natural dura enquanto durar a infância. Aqui deveria entrar a educação para fazer a passagem da imitação para a fase da criação ou exercício da criatividade. Porém, isso não é feito. Pelo contrário! As crianças são induzidas ou amestradas a continuar imitando e copiando pelo resto de seus dias - como se educar fosse copiar ou imitar. Criar é captar o essencial, o abstrato, a alma das coisas e dos seres, o ente. Criar é achar o “novo”, o “desconhecido”, o “inusitado” de cada momento, de cada fenômeno, de cada realidade, sem aprovação, sem censura, sem competição e, sim, pela alegria mesma de ser e estar vivo e participando da vida e tendo consciência das razões pelas quais veio ao mundo.
Uma educação holística harmonizaria os aspectos criativos com as imutáveis leis universais. Alguém já disse que a liberdade consiste no respeito e na aceitação voluntária das leis. Dentro da visão holística, aceitar eqüivale a compreender ou saber por experiência própria que certas coisas, certos princípios, certos procedimentos só podem ser feitos de um determinado jeito. Portanto, é preciso conhecer e compreender as leis que regem a vida e que sustentam o universo.
Um dos maiores fatores de restrição da liberdade é o medo. Medo existe onde há ignorância, desconhecimento. O medo é um dos grandes alimentadores do processo de imitação. Sempre é mais fácil, mais simples, mais cômodo e mais conveniente seguir a correnteza da vida que abrir o próprio leito.
Criar, inovar, ousar, implicam em sair da massa, do lugar comum, da mesmice e ser diferente. Esse drama é antigo. O próprio grande mestre Jesus já comentava com seus discípulos: “Ninguém constrói uma cidade no alto da montanha para ficar escondida; ninguém acende um candeeiro para colocar debaixo da cama mas sim para colocar no lugar mais alto da casa para iluminar todo o aposento; de que vale o sal se perdeu a propriedade de salgar?”.
Perder o medo ou estudar e compreender os medos é uma das primeiras providências que o estudante deve tomar para crescer na vida espiritual, para eduzir as possibilidades de seu próprio ser porque libertar-se ou ser livre é assumir o que traz dentro de si, ser o que é. Se estamos ou queremos subir a montanha não há como não sermos vistos e visados. Se queremos ser a luz do mundo não adianta nos escondermos debaixo da cama. Se queremos ser o sal da terra temos que salgar.
Libertar-se é abrir mão de idéias, conceitos, modelos e sistemas tradicionais; romper, no bom sentido, limitações de família, sociedade, religião, educação, ciência, filosofia, arte, etc. Libertar-se é desapegar-se do autoconceito, da auto-imagem, da auto-idéia, da autoconsideração. Libertar-se é centrar a vida na Consciência, no próprio Ser, fazer seu próprio conhecimento e pensar e agir por si mesmo, brilhar com sua própria luz - ser sol e não planeta. (Este tema e estas idéias serão aprofundadas no ARCANO 6 deste curso).


2.4 A Formação dos Conceitos

A compreensão deste ponto é de fundamental importância para o entendimento futuro da evolução da alma. E também são os elementos fundamentais de toda a educação da consciência proposto pela Nova Gnose. Baseamo-nos no que diz o Mestre Samael Aun Weor em seu livro O Matrimônio Perfeito. Sugerimos ler e reler isso muitas vezes e meditar sobre a realidade de cada parágrafo.


“Todas as sensações são mudanças dos elementos psíquicos do homem. Existem sensações em cada uma das dimensões básicas da natureza e do homem. As sensações experimentadas deixam registro na memória.
Há dois tipos de memória: física (cérebro) e metafísica (espiritual). A memória cerebral grava as sensações físicas; a memória espiritual, as sensações captadas em outras dimensões - como nos sonhos.
As recordações das sensações formam as percepções. Toda percepção, física ou psíquica, é a recordação de uma sensação. Essas recordações organizam-se em grupos. Convertidas em causa comum, projetam-se externamente como objeto. Por isso dizemos “essa árvore é verde”, “esse prédio é alto”, “aquela pessoa é feia”, “essa flor é bonita”, etc.
As percepções físicas são feitas com os sentidos físicos: olhos, ouvidos, nariz, boca e tato. As percepções psíquicas acontecem com os sentidos psíquicos: clarividência, telepatia, psicometria, etc.
Os conceitos se formam com as recordações das percepções. Os conceitos emitidos pelos gênios têm origem nas recordações transcendentais de suas percepções psíquicas. A soma das percepções formam as palavras.
As palavras dão origem à linguagem e ao fenômeno da comunicação. Não haveria linguagem nem comunicação se não houvessem conceitos. Não há conceitos sem percepções. Quem conceitua realidades transcendentais sem havê-las experimentado pessoalmente, por melhores que sejam suas intenções, acabará falseando a verdade.
Nos níveis elementais da vida psíquica muitas sensações são manifestadas por meio de alaridos, gritos, trovões e sons desconexos, como o latido dos cães e o aulido dos lobos, mas todos revelam alegria, terror, prazer, dou ou outra sensação.
Conceito e palavra possuem a mesma substância. O conceito é interno e a palavra, externa. As idéias são conceitos abstratos ou realidades abstraídas e pertencem ao mundo dos arquétipos.
O conteúdo místico das sensações e emoções transcendentais não pode ser expresso por meio de palavras; elas tão só sugerem esse conteúdo. Só a arte régia da natureza pode expressar emoções e sensações transcendentais e superlativas do ser, como as pirâmides, as estátuas da Ilha de Páscoa, as obras de Miguel Ângelo, as sinfonias musicais dos grandes maestros, as catedrais, templos góticos, etc.
A arte régia é exclusividade de culturas e civilizações serpentinas. Civilizações serpentinas foram a egípcia, a asteca, a hindu, a grega, a inca, a da Atlântida, etc. Uma civilização só chega a conhecer a arte régia se seus líderes forem adeptos do culto da Serpente Alada de Luz dos antigos Mistérios.
As características do mundo ou de uma determinada realidade mudam sempre que se muda o aparelho de percepção. Para mudar o mundo é preciso mudar a percepção psíquica porque mudando-se o interior o exterior também depois é transformado.
Aqueles que eliminam de sua mente os elementos subjetivos (tudo que não é inerente ao ser) passará a ver a realidade como é. Hoje vemos a realidade e o mundo que nos cerca com a ótica alheia, sob valores estranhos ao ser.
Para haver idéia exata é preciso uma Consciência Desperta. Despertar a Consciência implica em eliminar da mente seus elementos subjetivos. Os elementos subjetivos da mente são os diversos eus, os demônios vermelhos de Set dos antigos Mistérios egípcios.
Uma Consciência desperta significa um novo tipo de intelectualidade - a intelecção iluminada da intuição. Quem desperta sua Consciência se torna um Sannyasin, ou seja, “alguém que tem a mente fixa na verdade”.
Portanto, “Consciência”, “Essência” ou “Alma” é algo que está além da mente, dos afetos e das recordações. A Consciência possui infinitos graus de desenvolvimento. Desenvolvemos a Consciência através do autoconhecimento (auto-Gnose), auto-aperfeiçoamento e pela auto-análise.
Informação intelectual, repetimos, não é vivência - é erudição. Erudição não é experimentação. Mesmo a experimentação tridimensional, física, material, corporal, não é total. É preciso a experimentação direta e unitotal, integral e holística da Consciência, que envolve simultaneamente os aspectos físicos e metafísicos.


2.5 Compreensão e Experimentação

A compreensão, no sentido especial e específico que queremos transmitir aqui, não vem nem pertence à memória ou ao intelecto. A memória é tão só o arquivo das percepções e a compreensão intelectual, já dissemos, não significa compreensão integral e visão total ou holística. A compreensão integral surge da experimentação, da captação direta de cada fenômeno, realidade ou ser de forma simultânea em suas várias naturezas e dimensões. A compreensão está para a Consciência ou Alma como a visão está para os olhos.


UUO mestre Samael diz que a compreensão verdadeira se manifesta como ação espontânea, natural e simples - livre dos processos da seleção conceitual - não havendo indecisões de nenhuma espécie.
Compreensão intelectual é baseada na lembrança do que lemos, vimos ou ouvimos; é algo dualista, comparativo, calculista e dependente de conceitos de terceiros; é como se agíssemos como um computador, cuja linguagem é binária, mas dotado de um princípio de vontade própria. Esse mecanismo mental sempre nos leva à comparação e quando se compara não se vê a verdade ou a realidade como ela é de fato em suas várias dimensões e naturezas.
Além do mais, os processos mentais de comparação ensejam o aparecimento de pensamentos e emoções de inveja e frustração, aceitação e rejeição. UUQuando um fenômeno, princípio, lei, enunciado ou realidade é compreendido de forma integral, por dentro e por fora, em cima e em baixo, há uma espécie de fusão ou apreensão especial da verdade e, quando isso acontece, não há mais necessidade de memória porque houve uma forte impressão ou impregnação psíquica ou em Psiche.
UUA Deusa Psiche, dos gregos antigos, é uma das manifestações da mesma Consciência da Nova Gnose.


2.6 Ordem e Disciplina

Existem a disciplina e a autodisciplina. Quem ainda não possui a virtude, a qualidade ou o valor da autodisciplina precisa que lhe digam o que fazer ou que pautem sua ação e seu comportamento.


Já a disciplina é o culto da resistência, é o conjunto de regras, leis, conceitos, dogmas, e até preconceitos, que pautam, regem ou dirigem nossa conduta e nossas ações. Existem leis, normas e ordem disciplinária nos quartéis, nas escolas, nas empresas, em casa (havia, pelo menos!), em todos os lugares. Tudo isso porque o homem foi perdendo o dom natural da autodisciplina ou o conhecimento e a aceitação natural e voluntária das leis ou da ordem natural das coisas.
UUHoje, desde pequenos, somos ensinados a resistir a tudo e a todos.UU Se fôssemos educados - no sentido holístico - a compreender a ordem natural das coisas - não haveria necessidade de disciplinas, normas e regulamentos; viveríamos mais e melhor; seríamos mais felizes e menos frustrados e, acima de tudo, seríamos livres porque, havendo compreendido a ordem natural das coisas, nos autodisciplinaríamos e, por conseguinte, não haveria necessidade de leis escritas, tribunais, advogados e todos esses desumanos processos legais e jurídicos que foram criados para servir essa mesma lei e fazer justiça mas que acabaram, como tudo nesta vida, desviando seu curso e hoje não raro servindo de instrumento de tortura, vingança e iniquidade dos mais fortes sobre os menos favorecidos pela vida.
A autodisciplina é geradora de força e magnetismo porque se conecta diretamente com o Ser, enquanto que a disciplina comum e ordinária gera tibieza e revolta porque as pessoas a ela submetidas são arrastadas de forma inconsciente e mecânica - conseqüentemente, atrofiam seus próprios meios de crescimento individual.
Em todo o universo existe o princípio hierárquico. A autodisciplina baseia-se nessa ordem natural das coisas de cada realidade em seu lugar e cada criatura em sua função, para os quais vieram à vida. O ser humano, aparentemente por um desvio do sentido racional, é o único a se rebelar contra esse princípio. Por soberba, os primeiros seres humanos, ainda semideuses e semi-homens, no paraíso edênico, se rebelaram contra o Creador. O resultado de tal temeridade foi seu afundamento no Abismo. UUE isso ficou conhecido como a primeira guerra no céu.
Seríamos muito mais felizes e melhores sucedidos na vida se a energia despendida em fazer cumprir as leis fosse aplicada em outras coisas. Mas, essa é a realidade atual da vida e temos que agir de conformidade. Mais uma vez, a mudança possível está somente disponível para o indivíduo, nunca para a massa ou a sociedade como um todo.


2.7 Autoridade e Autoritarismo

Falta de autoridade, autoritarismo e excesso de autoridades parece ser um dos grandes problemas do mundo e do Brasil em particular. A autoridade é necessária, porém, deve ser exercida de forma consciente, com equilíbrio e justiça; do contrário, gera dor, revolta, sofrimentos e injustiças.


UUNum planeta habitado por criaturas inconscientesUU - como o nosso - não há como exigir autoridade consciente ou exigir consciência de nossas autoridades. Desde os pais - que exercem autoridade sobre os filhos - passando-se pelos professores e chegando-se ao Estado e aos líderes religiosos, UUtodos exercem sua autoridade e suas atribuições de forma mecânica, inconsciente e não raro, despótica. É preciso reverter esse quadro de dor e sofrimentos.
— Como?
Despertando a Consciência! Não há outra forma! UUDespertar Consciência é o mesmo que “Desenvolver o Ser”. Desenvolver o Ser é o oposto de “educar a mente”. UUO Mestre Samael afirma que “se a humanidade despertasse 10% de sua Consciência (desenvolvesse apenas 10% de seu Ser) já não mais haveriam guerras”.
Não negamos nem podemos negar que há necessidade de hierarquias e autoridades. Porém isso não invalida nossa proposta de que a hierarquia precisa e deve ser assentada por graus de Consciência e níveis de Ser, e não pelo nome, saldo bancário ou cor da pele.
UUA educação holística ensina a conciliar ordem com liberdade e hierarquia com amor.UU Ordem sem liberdade é tirania e liberdade sem ordem é anarquia enquanto que disciplina inconsciente destrói a sensibilidade e, em excesso, gera crueldade e robotiza as pessoas que acabam se tomando cruéis, impiedosas e alheias ao sofrimento e à dor - própria e dos semelhantes. Já a autoridade sem consciência resvala para o autoritarismo enquanto que o poder sem a sabedoria leva ao despotismo. Tudo isso semeia dores e sofrimentos para amargura de pobres e ricos, crentes e descrentes.


2.8 A Liberdade

Todos aspiram a liberdade. Exércitos foram mobilizados para defender a liberdade. Dizem e ensinam que democracia é o direito de escolher livremente os governantes mesmo que, contraditoriamente, exista uma lei que nos tire a liberdade de decidir se queremos votar ou não.


— O que é a liberdade? Conhece o homem a liberdade? Pode o homem ser livre? Sabe o homem viver livremente?
Falamos de liberdade mas nunca fizemos tantas leis e nunca existiram tantos tribunais. Discorremos sobre liberdade mas somos escravos da opinião pública. Queremos voar alto mas tememos abrir as asas do espírito.
— Afinal, em quê consiste a liberdade?
Para muitos políticos, a liberdade, certamente, é poder continuar agindo impunemente em nome dos supostos ideais democráticos. Para o banqueiro, a liberdade consiste em continuar ganhando dinheiro com a inflação e a exploração desumana dos juros exorbitantes. Para o empresário, a livre iniciativa é um bom negócio desde que esteja a salvo da concorrência dos produtos importados. Para um governo insensível e irresponsável, a liberdade consiste em atrasar pagamentos a funcionários e fornecedores e cobrar com multas e correção monetária tudo que lhe é devido sem que faça o mesmo na hora de pagar. Para o místico, a liberdade ou a libertação está em se livrar da matéria e das leis mecânicas da vida
UUPorém, liberdade é um estado de consciência!UU Não é possível conhecermos liberdade absoluta num plano ou dimensão fora do Absoluto. Aqui neste plano de matéria densa até para flutuar ou levitar temos que pagar com a vida. Mas, há outros tipos de restrição da liberdade sem que delas tomemos consciência. Por exemplo, é impossível a liberdade enquanto tivermos conceitos e idéias emprestadas ou tomadas de outros, como também não podemos conhecer a liberdade enquanto tivermos medo - qualquer tipo de medo.
Disse alguém, certa ocasião, que a liberdade consiste no respeito voluntário das leis e que, de uma ou de outra forma, todos nós somos escravos, seja de vícios ou paixões, seja de idéias, ideais, situações e circunstâncias. Todavia, isso não invalida a possibilidade de chegarmos a exercer o livre arbítrio. Mas fica difícil falar de livre arbítrio quando até os pensamentos não são nossos; pertencem ou têm origem em pequenos ou grandes eus que habitam nossa mente e que nos fazem pensar com suas idéias julgando que são nossas (da Consciência).
Liberdade é possível quando chegarmos ao estágio de podermos gerar ou criar nossos próprios conceitos - ou seja: chegarmos àquele ponto em que não mais pensemos com a mente e sim com a Consciência. Por fim, liberdade mesmo teremos no dia que nos fusionarmos com a fonte mesma da liberdade que é nosso Pai que está nos céus.


2.9 Autoconceitos

O moderno sistema educacional, além de sofrer das doenças já comentadas neste capítulo, incorre também na falha de dizer e ensinar sobre “o quê” pensar. Dizer a uma pessoa “em quê” ou “sobre o quê” ela deve pensar é fácil e simples. Basta recomendar livros e autores. Mas, o grande desafio e a grande tarefa da educação é ensinar crianças e adolescentes a “como” pensar. Quando dizemos a alguém para ler ou estudar um autor ou livro muitas vezes também estamos sugerindo que essa pessoa incorpore ou passe a pensar do jeito que pensa o autor do livro. Quando o professor ou a professora ensina a teoria da evolução das espécies, não como teoria ou conhecimento suposto, mas como verdade verdadeira, clara e definitiva, está roubando dos seus alunos a possibilidade de discordar dessa classe de doutrina materialista. O próprio professor deveria ter, a priori, essa atitude de não passar “como verdades consumadas simples suposições de outros eruditos”.


Num mundo padronizado e estandardizado como o nosso, não deveria nos surpreender a forma mecanizada de nossa educação. Porém, se vemos as coisas de uma forma diferente e se chegamos a esse tipo de visão e de compreensão, é obrigação nossa ensinar, mostrar e indicar essa nova forma. Geralmente, em exames e provas finais podemos ser reprovados pelo simples fato de não dar como “certa” determinada resposta. Felizmente, a natureza é sábia. As religiões nascem, criam um sistema e desaparecem e, com seu desaparecimento, vai-se também seu padrão. As correntes filosóficas vêm e vão e seus padrões desaparecem. Modismos, culturas, autores, intelectuais e sistemas políticos são ainda mais efêmeros. E, certamente, a própria ciência, com seus padrões materialistas e ateístas, desaparecerá. E aí, de que serviram tantas disputas no cenário da vaidade acadêmica?
A ESCOLA GNÓSTICA de modo algum quer que seus alunos aceitem sem análise tudo que está sendo abordado neste curso. Sem incorrer em exageros, podemos dizer que este curso foi estruturado para proporcionar os meios de você mesmo vir a despertar a sua Consciência e a chegar, por si mesmo, à compreensão de tudo que dizemos. É chegada, portanto, a hora de praticar para gerar autoconceitos. Porém, se v. não praticar e não vivenciar por si mesmo o que aqui se diz e o “como” se diz, certamente estará passando à sua memória apenas “mais uma teoria”.


2.10 A questão da Fé

Aqui temos uma situação muito especial porque, desde os primeiros séculos do cristianismo, quando o texto grego do Evangelho foi traduzido para o latim, principiou a funesta identificação ou confusão entre “crer” e “fé”.


A palavra grega para fé é “pistis”, cujo verbo é pisteuein. Infelizmente, o substantivo latino fides, correspondente a pistis, não tem verbo e, assim, os tradutores latinos viram-se obrigados a recorrer a um verbo de outro radical para exprimir o grego pisteuein. Trata-se do credere, que em português ficou como crer.
Nenhuma das cinco línguas neo-latinas português, espanhol, italiano, francês, rumeno - possui verbo derivado do substantivo fides ou fé; todas essas línguas são obrigadas a recorrer a um verbo derivado do credere. Ora, a palavra pistis ou fides, originalmente, significa harmonia, sintonia, consonância. PortantoUU,UU UUter fé é estabelecer ou ter sintonia, harmonia entre o espírito humano e o espírito divino. Se o espírito humano não está sintonizado com o espírito de Deus, ele não tem fé, embora talvez creia. Esse homem poderia, em teoria, aceitar que Deus existe, e apesar disso, não ter fé.
Daí que, ter fé é estar em sintonia com Deus, tanto pela consciência como também pela vivência, ao passo que um homem sem sintonia com Deus pela consciência e pela vivência, pela mística e pela ética, pode crer vagamente em Deus. Crer é um ato de boa vontade; ter fé é uma atitude de consciência e de vivência – eis aí a grande diferença que passa despercebido pelos teólogos teóricos de Deus.
Mais ainda: a conhecida frase “quem crer será salvo, quem não crer será condenado”, é absurda e blasfema no sentido em que ela é geralmente usada pelos teólogos. Mas, se lhe dermos o sentido verdadeiro “quem tiver fé será salvo”, ela está certa, porque salvação não é outra coisa senão a harmonia da consciência e da vivência com Deus. A substituição de ter fé por crer há quase dois mil anos, está desgraçando a teologia, deturpando profundamente a mensagem do Cristo. E ninguém se dá conta disso....

2.11 Dogmas

Dogmas são decretos, leis, resoluções ou sentenças ditadas por pessoas ou instituições de maneira a levar uma proposta a ser reconhecida como verdadeira por todos (ainda que em si mesma ou na realidade real, seja uma farsa ou uma grande mentira). Por exemplo, o dogma materialista afirma que a alma não existe. Já o dogma científico diz que tudo que não pode ser reproduzido/controlado/pesquisado em laboratório não tem existência real. Nesse caso, Deus não tem existência real e que, portanto, não existe. O dogma sempre está ligado à crença, seja ela religiosa ou científica.


UUO gnosticismo não aceita nenhum dogma, nem científico, nem religioso, nem filosófico. O gnóstico experimenta, vivencia tudo — ou então não é um gnóstico. Porque a gnose só pode ser adquirida pela Consciência (tal qual ocorre com a fé em seu sentido original de dois mil anos atrás).


2.12 Doutrina

Doutrina é um conjunto de ensinamentos que se dá para instrução; pode ser também um conjunto de princípios, postulados ou máximas. Uma doutrina pode se basear na crença, em dogmas ou então na fé e na revelação pessoal e íntima.


Em si mesma, a doutrina não é boa nem má. É apenas um conjunto, uma coleção ou coletânea de idéias e conceitos formando um sistema. Daí expressões como doutrina marxista, doutrina filosófica, doutrina gnóstica, etc.
De todo modo é bom deixarmos claro que a doutrina gnóstica é um conjunto de idéias, princípios, preceitos, ensinamentos, etc. que propõe a vivência pessoal, a experiência própria, sem o quê não é gnose.


2.13 Mistérios

O significado dessa palavra é “arcano ou coisa secreta”. Mistério vem de mysthae. UUMysthae eram os Iniciados, os aceitos, os batizados. UUA História dá testemunho da existência dos Mistérios gregos, egípcios, caldaicos, babilônicos, druidas, astecas, etc.. Isso será ensinado no ARCANO 4 do curso de gnose.


Os Mistérios sempre estiveram em íntima ligação com as diferentes religiões que existiram na face da Terra. Em muitos povos da antigüidade, ao lado das cerimônias religiosas públicas, encontravam-se os cultos reservados exclusivamente aos mysthae, ou seja, aos iniciados.
Os mystae recebiam ensinamentos que não eram dados ao povo. Esses conhecimentos eram de ordem sagrada e deviam ser guardados sob o maior segredo. Quem violasse os segredos do templo era decapitado. Esse juramento foi tão sagradamente cumprido que até hoje um dos pontos mais obscuros da antiga religião grega, por exemplo, são seus Mistérios.
A raiz do desentendimento entre os gnósticos e os primeiros padres da igreja romana deveu-se tão só ao desconhecimento do nascente clero religioso romano acerca da verdadeira natureza dos Mistérios. Esse clero buscava multidões para sua igreja, desconhecendo que “sabedoria” e “iniciação” são para poucos. Como a ambição por riqueza e poder temporal prevaleceu sobre o caráter sacro, vimos nascer e se fortalecer uma instituição meramente temporal, sem os visos espirituais-iniciáticos dos primeiros discípulos de Jesus o Cristo, os quais, sim, tiveram continuidade nos “hereges” que tanto foram odiados e perseguidos pela decadente igreja romana.
Neste curso nos propomos a revelar a essência dos Mistérios que foram praticados e estudados em todas as Escolas de Alta Magia da antigüidade. Os conhecimentos e segredos que passaremos nestes arcanos jamais foram antes revelados publicamente por qualquer outro Mestre ou escola. Samael Aun Weor é primeiro a fazê-lo e, graças ao seu trabalho e à sua sabedoria, podemos hoje passar a você este curso e esta ciência hermética.
Antes de Samael, todos que revelaram a natureza dos Mistérios foram mortos, acusados de crime de traição e quebra de juramento. No limiar do III Milênio a Grande Fraternidade Branca autorizou a revelação pública desses conhecimentos. É a última tentativa para ajudar aqueles que merecem ajuda antes das Grandes Transformações que a Terra passará até o ano 2043.
Nem todos, mesmo agora, têm méritos para receber estes conhecimentos. Outros, mesmo recebendo os ensinamentos deste curso, já não mais reúnem capacidade de praticá-los. Os Mistérios, a Sagrada Ciência dos Arcanos, é para poucos - muito poucos. Lembre-se sempre disso para que saiba valorizar o tesouro que ora recebes em tuas mãos.
A Gnose não é apenas “mais uma” escola ou espaço esotérico. Ela tem um propósito bem definido e por pouco tempo.


2.14 Escolas Iniciáticas

Escolas Iniciáticas ou Escolas de Mistérios sempre existiram. Cabia a elas prepararem e formarem líderes políticos e religiosos para legislar e governar, com sabedoria, os povos da antigüidade.


Se, aleatoriamente, começássemos um estudo dessas escolas a partir do Egito antigo, notaríamos que os sacerdotes formavam uma casta especial, a parte, cujos conhecimentos, sabedoria e forma de ver as coisas e interpretá-las diferia bastante do pensamento popular.
Os sacerdotes egípcios, além de respeitados, eram venerados pelo povo, porque detinham poder. Não se trata aqui do poder temporal, ganancioso e mesquinho existente entre as instituições humanas do Oriente e do Ocidente. Falamos aqui do poder que vem de dentro, do Alto, da força misteriosa proveniente do Ser.
As sacerdotisas da antiga Grécia também detinham o respeito do povo daquele país do qual herdamos nosso conhecimento. Logicamente, com o tempo, houve a degeneração da casta sacerdotal. Lamentamos que a História só conheça o lado degenerado dos Mistérios, mas, nem havia como ser diferente, visto que eram secretos.
Em Roma também existiram Mistérios e escolas iniciáticas junto aos templos dedicados aos Deuses. Pouca gente sabe disso, mas as autoridades romanas eram bastante condescendentes com as religiões dos povos dominados. Hoje há muito mais fanatismo que na época da Roma antiga.
No Tibete, além da religião oficial, existia (e ainda existe) a religião secreta dos lamas.
Na China só um punhado de eleitos teve acesso ao verdadeiro conhecimento taoísta.
Na Índia dos vedas e das 7 escolas de yoga também existiu e foi praticado um ramo de conhecimento (Gupta Vidya) que proporcionava aos seus adeptos e praticantes os mais extraordinários poderes psíquicos.
Podemos enumerar também entre essas escolas herméticas (que estudavam a sabedoria do divino Hermes), os alquimistas, os cavaleiros da Idade Média (Templários), os maçons, os rosacruzes e muitos outros.
UUImportante: todas essas escolas já não mais existem no Plano Físico.
Todas as portentosas civilizações do passado alcançaram esse estado devido à força de seus Mistérios. Atualmente, poucas são as escolas iniciáticas autênticas. A maioria vive das glórias e nomes passados que já não lhes pertencem - nem por direito nem por méritos.
Há escolas que iniciam na luz; outras, nas trevas. Cada qual tem seus guias, mestres, ritos e formas de trabalho.
É muito cedo para se falar aqui sobre como reconhecer uma escola iniciática verdadeira de uma falsa. Mas, seguramente, prometemos voltar ao assunto mais adiante, quando falarmos da Senda da Iniciação.


2.15 Mitos

O mito é o modo especial através do qual o mundo sempre exprimiu os significados últimos do Ser.


O estudo sério e científico dos mitos serve de meio para se chegar às transcendentais revelações. Não podemos excluir do estudo dos mitos aquele que diz respeito a Adão-Eva.
Para quem possui as chaves do entendimento, o panteão grego, como o hindu e o de outras civilizações, oferece profundos segredos e conhecimentos universais.
Os críticos da mitologia desconhecem e jamais conheceram a realidade dos mitos. Julgam segundo seus conceitos. São aleijados intelectuais que a tudo julgam de acordo com as muletas conceituais que lhes foram emprestadas quando ainda eram crianças. Crêem que os egípcios e povos antigos eram todos uns idiotas que adoravam um chacal, um falcão ou o sol.
Quem experimenta a realidade do mito, cala-se. A sabedoria antiga, hermética, abre-se somente às pessoas sérias e interessadas em compreender seus postulados. Não é para qualquer curioso ou aventureiro intelectual do mundo moderno.
Os mitos formam uma linguagem alegórica que mostra, e esconde ao mesmo tempo, as verdades universais.
O mito foi usado pelos antigos para exprimir o inexprimível e para perpetuar os eternos segredos da natureza sob o manto do silêncio dos Mistérios.
Só os INICIADOS (com letras maiúsculas mesmo) conhecem a realidade dos Mitos.


2.16 O Cristo

É uma palavra derivada do grego Chrestos - a forma gnóstica primitiva de Cristo. Já era usada desde o século V a.C. por Ésquilo, Heródoto e outros. Chréstés, por exemplo, “é aquele que explica os oráculos”, “profeta ou adivinho”. Justino mártir, provavelmente o primeiro escritor cristão, em sua primeira Apologia denomina seus correligionários de chréstianos. Lactâncio (o padre da igreja que condenou o heliocentrismo como coisa do diabo) diz que só a ignorância levou os homens a se denominarem cristãos em vez chréstianos.


As palavras Cristo e cristãos (antigamente escritos como Chrést e Chréstianos) foram tirados de templos pagãos, e, naquele tempo, Chréstos significava “um discípulo posto à prova, um candidato à hierofante”. Na simbologia mística, de fato, Christés ou Christos significava “já haver percorrido o caminho”.
Após o discípulo “haver percorrido o caminho” era ungido (friccionado com óleo, como parte de uma cerimônia esotérica) e convertido em Christos (O Purificado). “Ao fim do caminho está Chréstes, o Purificador e uma vez terminada a união, o Chréstos (o Homem de Dor), convertia-se em Christos (O Purificado).
O apóstolo Paulo sabia dessas coisas, iniciado que era nos Mistérios Gnósticos (Ver Gálatas IV, 19). Os profanos, os externos, os não-iniciados sabiam apenas que Chréstés de algum modo se relacionava com o sacerdote ou o profeta, mas nada sabiam do verdadeiro e oculto significado de Christos e, por isso mesmo - como Lactâncio e Justino - preferiam ser chamados de chrestianos e não de christãos.
Por enquanto ficamos aqui. Mais adiante, quando abordarmos os temas da Alta Iniciação, falaremos da Cristologia e de como o INICIADO (com maiúsculas) pode vir a servir de veículo de manifestação do Cristo Cósmico, tal qual ocorreu com o Grande Rabi da Galiléia.


2.17 A Verdade

Existem verdades absolutas e verdades relativas. A verdade absoluta só pode ser compreendida em esferas de Consciência muito além do tempo, do espaço e até da própria eternidade. As verdades relativas pertencem ao mundo dos conceitos, das idéias, das formas e do tempo.


A verdade de cada um é uma verdade absoluta. Muitos, desconhecendo as diferentes realidades, planos e dimensões do mundo, ao experimentarem a verdade, julgam ser seus possuidores exclusivos e absolutos. Porém, mesmo sendo absoluta para si, é relativa ao plano ou planos em que atua.
Quando indagados, os mais exaltados luminares ou iniciados do pensamento humano, jamais disseram ou explicaram o que é a verdade.
A verdade não pode ser dita, nem explicada. Se for explicada, já não mais será a verdade, e sim, uma idéia da verdade. A verdade é algo para ser vivido, absorvido, encarnado. Quem encarna a verdade não fala. Por isso, aquele que diz, não é, e, quem é, não diz.
A verdade está em cada momento, em cada instante da vida humana. A verdade é o novo oculto atrás das rotinas do dia-a-dia. Portanto, é preciso buscar, evocar, invocar, querer, experimentar, descobrir e viver a verdade de cada segundo de nossa vida.
Nenhuma discussão intelectual, nenhum debate pela televisão ou em sala de aula ou laboratório científico, nenhum painel de discussão levará alguém a viver a verdade. No máximo, poderá ampliar os conceitos que tem acerca de um assunto ou tema. Porém, isso não é a verdade. A verdade é Deus ... UUEm nós, a verdade é nosso Pai que está nos céus....UU



Baixar 342.68 Kb.

Compartilhe com seus amigos:
1   2   3   4   5   6   7   8   9   ...   13




©psicod.org 2020
enviar mensagem

    Página principal
Universidade federal
Prefeitura municipal
santa catarina
processo seletivo
concurso público
conselho nacional
reunião ordinária
prefeitura municipal
universidade federal
ensino superior
ensino médio
ensino fundamental
Processo seletivo
minas gerais
Conselho nacional
terapia intensiva
oficial prefeitura
Boletim oficial
Curriculum vitae
seletivo simplificado
Concurso público
Universidade estadual
educaçÃo infantil
saúde mental
direitos humanos
Centro universitário
educaçÃo física
Poder judiciário
saúde conselho
santa maria
assistência social
Excelentíssimo senhor
Atividade estruturada
ciências humanas
Conselho regional
ensino aprendizagem
Colégio estadual
Dispõe sobre
secretaria municipal
outras providências
políticas públicas
ResoluçÃo consepe
catarina prefeitura
recursos humanos
Conselho municipal
Componente curricular
psicologia programa
consentimento livre
ministério público
público federal
conselho estadual