Curso de gnose on line escola gnóstica do brasil arcano 1 1ª Edição – 1981 –



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1.2 A Origem do Conhecimento
Todo o conhecimento humano teve origem na Magia. A ESCOLA GNÓSTICA não entende nem toma a Magia como geralmente entendem os escritores de sucesso, os ignorantes, os preconceituosos, os teólogos e as pessoas de modo geral.
Magia é uma palavra derivada do persa Magh que deu origem ao latino magnum – e significa “Grande Ciência”, ou “Conhecimento Primeiro” ou ainda “Ars Magna”.
Foi dos Colégios de Alta Magia que derivaram ensinamentos como a geometria, a aritmética de Pitágoras, a música de Orfeu, a medicina de Hipócrates (Harpócrates ou Heru-Pa-Kroat) e Galeno, a arte régia da natureza que possibilitou construir cidades, monumentos e templos ciclópicos, a astrologia dos caldeus e as diferentes religiões hoje existentes no mundo.
Compreende-se, então, que, no começo desta humanidade, só existia uma única forma de conhecimento, genericamente denominada de Magia, cujo domínio e ensino era tarefa e responsabilidade dos sacerdotes-magos que governavam os reis que, por sua vez, governavam os povos.
Mais adiante, neste curso, haverá um arcano específico sobre Alta Magia. Por enquanto vamos dizer apenas que a Magia, no tempo de Hermes e Moisés, apresentava-se de duas formas: Alquimia e Cabala.
A Alquimia está ligada ao autor da Tábua de Esmeralda ou Corpus Hermeticum. A Cabala (ou conhecimento secreto dos sacerdotes de Israel) teve, em Moisés, um de seus mais exaltados expoentes, embora não tivesse sido ele o autor, propriamente dito, da Cabala, atribuída ao Anjo Metraton (que alguns autores consideram o Enoque bíblico).
Do Triângulo Mágico - Magia-Cabala-Alquimia - surgiu o quaternário inferior do conhecimento humano: Filosofia-Arte-Ciência-Religião.
UUResumindo: A Magia se desdobrou em Alquimia e Cabala. Dessas três formas de Gnose surgiram a Ciência, a Arte, a Filosofia e as Religiões, tal como as conhecemos e estudamos hoje, no final deste século XX.


1.2.1 A Gnose como ciência

Isso que hoje denominamos de “ciência” tem origem muito recente. Remonta, praticamente, aos tempos da Revolução Industrial. É uma lástima, porém, a ciência atual ser tão mecânica e mecanicista, material e materialista, empírica e repetitiva. Prescinde de todo e qualquer valor que não o objeto formal e, tudo que não se enquadre em seus estreitos limites, não existe ou não é admitido como objeto de estudo e pesquisa. Por causa dessa concepção continuam existindo grandes vácuos no conhecimento científico, grandes lacunas a serem preenchidas, enormes contradições, pirâmides gigantescas de teorias, fantasias e suposições. A própria origem do homem é um exemplo sob medida para ilustrar os estreitos elos da ciência atual com a gnose antiga. Supõem os cientistas, e assim é passado nas escolas, que o homem vem do macaco (quando a história oculta diz justamente o contrário).


É esse materialismo ateísta que levou a ciência a estancar a humanidade em seu progresso social e espiritual. Nossa ciência é avançada no campo meramente tecnológico, mas super-atrasada no campo espiritual. Felizmente, uma Nova Era já chegou e fará com que, obrigatoriamente, a ciência readquira seu caráter religioso (como também a religião readquira seu caráter científico) como era na Idade de Ouro da humanidade, no tempo que a Atlântida dominava o mundo. UUReligião científica e ciência religiosa, só para lembrar, é Gnose.
A Nova Gnose é a ciência que estuda (holisticamente) todos os lados de um objeto, fenômeno ou realidade: o material e o imaterial, o físico e o espiritual. A ciência gnóstica não incorre no erro da separatividade acadêmica. Por isso pode estudar e entender a hipergeometria do espaço; estudar e transmutar as energias vitais e endócrinas; conhecer os fenômenos físicos, psíquicos, biológicos e espirituais; a ciência da levitação e da desmaterialização; a Alquimia, os números, as letras e pode investigar e investiga o espaço cósmico sem foguetes e discos voadores. O princípio máximo da ciência gnóstica está contido nas Tábuas de Esmeralda de Hermes Trismegisto, que diz: “O que está acima é igual ao que está abaixo” e que, por extensão, dá-nos outra máxima: “O que está dentro é igual ao que está fora”.
Antigos postulados hindus afirmam que se o homem quiser conhecer o universo e seus moradores, primeiro deverá conhecer a si próprio. No portal do Templo de Delfos havia uma inscrição, a qual chegou até nossos dias, sob estas palavras: “Homem, conhece-te a ti mesmo”. Modernamente, essa expressão está bem desvirtuada – ou mal entendida. As pessoas acreditam que é só estudar as suas contradições e aceitá-las como tal, sem nenhum propósito de correção. Não! Não é assim! É preciso uma profunda auto-transformação, a seguir.
O cientista gnóstico, o estudante de Gnose, como qualquer outro, trabalha dia e noite em seu laboratório - o corpo humano. Nesse laboratório são feitas todas as operações da ciência alquímica que, ao contrário do que muitos pensam, não objetiva transformar chumbo em ouro, mas sim, a transformação do próprio alquimista.
No laboratório humano são estudadas e testadas todas as leis matemáticas, físicas e astronômicas. No laboratório humano, através de procedimentos específicos da mesma ciência gnóstica, pode-se obter informações e conhecimentos exatos e precisos tanto do micro quanto do macrocosmo.
Através da psicologia da Nova Gnose o estudante pode estudar e compreender profundamente a ciência da alma, da divina Psiche, perscrutando diretamente o fantástico - e desconhecido - mundo da mente.
Pela antropologia da Nova Gnose nossos homens de ciência podem conhecer a origem do homem, sua evolução, o surgimento do mundo e os ciclos de atividade e repouso dos sistemas solares e cadeias planetárias.
Enfim, com o método proposto pela Nova Gnose, toda e qualquer pessoa interessada e de boa vontade pode chegar ao conhecimento integrado, ao conhecimento holístico, à ciência única, que gerou personalidades do quilate de Leonardo Da Vinci, Miguel Ângelo, Marconi, Franklin, Pitágoras, Sócrates, Maomé, Moisés, Jesus, Buddha, etc., só para mencionar alguns que se destacaram em diferentes áreas humanas.





1.2.2 A Gnose como filosofia

Se a ciência nos dá o conhecimento, a filosofia pode nos dar a sabedoria. Filosofia é a forma de conhecimento que procura explicar a origem e a essência das coisas. O estudante sabe que a filosofia tenta uma concepção racional do universo e que muitas foram as escolas e correntes filosóficas que surgiram e desapareceram ao longo da História.


Sócrates ensinava o caminho do autoconhecimento. Aristóteles foi o precursor da razão - que perdurou até Kant. Este desmistificou o racionalismo aristotélico. Agora, no século XX, um novo luminar do pensamento - Samael Aun Weor - pulveriza o que restou do racionalismo, inaugurando uma nova era filosófica: a era da intuição, a era da dialética objetiva do Ser.
A filosofia da Nova Gnose, que se expressa de modo especial nos seus aspectos psicológicos, contidos na Filokalia, propõe-se a abrir os caminhos que levarão a humanidade ao Despertar da Consciência ou ao Desenvolvimento do Ser. Uma Consciência Desperta ou um Ser Desenvolvido eqüivale à iluminação, à genialidade, à sabedoria. Sabemos que para a maioria das pessoas Consciência Desperta é uma expressão nova. Ela significa o contrário de mecanicidade, inconsciência, subjetivismo, educação intelectual e outros conceitos equivalentes. A ciência do Despertar da Consciência ou do Desenvolvimento do Ser faz parte da Filokalia, abolida da Gnose cristã pelos padres da igreja romana, porém, ainda existente nas Igrejas Ortodoxas Orientais.
A filosofia e a ciência da educação da consciência levarão o homem à logosfera - e isso é algo que trataremos de forma exaustiva neste curso. Sabemos, também, que não são muitos os que estão dispostos a educar ou a desenvolver a sua Consciência; preferem educar, fortalecer e desenvolver apenas a sua mente ou seu intelecto. Acontece que a Consciência está acima da mente e os poderes da mente são algo demasiado pobre diante dos poderes da Consciência. Além do mais, as possibilidades humanas estão na Consciência e não na mente.
A Era de Aquário estimula, trabalha e afeta a Consciência e não a mente. Neste exato momento vemos, em todas as partes do mundo, assomar do subconsciente atitudes primais, coisas que jamais se julgava existir dentro das pessoas, dentro de nós mesmos. As escolas, linhas, correntes e filosofias que adotam a “mente” como base de crescimento e desenvolvimento estão com seus dias contados (para usar esta expressão) porque neste momento, e para os próximos 2000 anos, a natureza estará voltada para o Despertar da Consciência, para o desenvolvimento do Manas Superior com o objetivo de tornar tudo e todas as coisas claras, transparentes e objetivas.





1.2.3 A Gnose como arte

Existe a arte popular e a arte régia da natureza. A arte popular sempre representa o comum das pessoas, suas vidas superficiais. A arte régia da natureza é feita com base em medidas, pesos, grandezas, notas, sons e vibrações capazes de perpetuar por séculos sem fim as realidades do cosmo e das leis da vida.


A arte régia é sempre universal. Vemos esse tipo de arte expresso nas sinfonias dos grandes mestres da música, nas obras de Miguel Ângelo, na Esfinge do Egito, nos templos gregos, nos monumentos da Índia, nas catedrais góticas, nas mesquitas, no simbolismo cabalístico, etc.
A própria vida é arte. Quando o estudante gnóstico coloca em prática um determinado postulado ou princípio está exercitando o princípio maior da arte régia da natureza que é a maior obra de arte que alguém pode realizar na vida: a edificação de seu próprio templo interior, sua própria natureza interna e fazer com que o Cristo Cósmico possa oficiar no altar do seu coração.
A arte alquímica, por exemplo, é a arte da transformação do homem, a arte da sua transformação atômica, molecular, energética, psicológica, sexual. UUA Grande Obra dos alquimistas sempre foi - e continua sendo - a autotransformaçãoUU. Só assim é possível, um dia, chegar-se à encarnação do Ser, ao nascimento do Cristo em nosso coração. O exercício diário desses princípios, como dissemos, é a prática da construção da maior de todas as obras de arte da natureza: a edificação de seu próprio templo interior, aquele mesmo Templo do Rei Salomão, aludido na Bíblia.





1.2.4 A Gnose como religião

“Não existe religião superior à Verdade”, transcreveu HPB, com muita propriedade. A Verdade é nosso próprio Pai Celestial, nosso querido Ancião dos Dias. Quando o homem for capaz de ver e sentir todas as manifestações religiosas e filosóficas com isenção de ânimo, então, estará bem próximo da Verdade. Lamentavelmente, a humanidade chegou a um estágio onde quer construir um mundo segundo sua cabeça e fantasia, sem ver ou considerar a realidade. Qualquer mudança só será eficaz se feita a partir de suas origens. E para voltar às origens é necessário, segundo uma paráfrase volteriana, “ter percepção dos próprios erros olhando para dentro de si mesmo”.


A Verdade não é questão de conceitos, idéias ou palavras. Verdade é questão de experimentação direta. Só quem tem visão direta da Verdade (Consciência Desperta) não incorre no erro de criticar religiões alheias porque, na Verdade, todas as religiões são pérolas que formam um único colar a adornar o colo da divindade.
Gandhi se dizia cristão, muçulmano, judeu, brâmane. Todos sabem que Gandhi foi um místico. Alguém, noutras palavras, só chegará à experiência da Verdade se for um místico.
— Mas, o que é um místico?
Hoje temos a falsa idéia de que místicos são criaturas estranhas, alienadas. Uma pessoa com essas características é o antípoda do místico (lamentavelmente, existem milhares deles por aí vagando pelas ruas e estradas do mundo). Etimologicamente, místico designa “uma vivência profundamente interior, misteriosa”. Em sentido mais amplo, “mística é toda espécie de união interior com Deus”. Portanto, UU“Místico é aquele que comunga diretamente com Deus”.
O traço comum da Mística é o fato de a Verdade ou Deus ser conhecida apenas individual e experimentalmente no interior da própria alma. Cientificamente, isso é impossível, algo considerado inexistente, visto tratar-se de um fenômeno subjetivo, intransferível, não-empírico. É por isso que quando Pilatos perguntou a Jesus o que era a Verdade ele ficou quieto. Ou quando perguntaram a Buddha ele virou as costas e saiu andando. Essas coisas não são passíveis de transmissão. Impossível transmitir a Verdade. Cada um precisa vivenciá-la por si mesmo.
A Verdade, como foi dito, não é questão de conceitos ou palavras. É questão de vivência direta, de apreensão essencial de um objeto ou realidade. A Nova Gnose, ao estudar a essência da religião ou das religiões, não pode abdicar dos aspectos místicos tal qual faziam Gandhi, Francisco de Assis, Buddha, Maomé, Moisés, Zoroastro e tantos outros que conheciam a Verdade diretamente porque, todos eles, chegaram à encarnação de seu próprio Ser Real e Profundo. É o desenvolvimento de um estado de comunhão com Deus que nos torna seres místicos – e isso é fundamental para todo aquele que busca O CAMINHO.
Pode não existir religião superior a Verdade, que é a manifestação de Deus como Pai, mas é o Amor a substância universal que une todos os seres e criaturas para formar uma só família, onde todos são irmãos. Não há, nem pode haver, autêntica religião sem o Amor. Mesmo porque, dizia o próprio Cristo, “ninguém chega ao Pai senão por mim”. Traduzindo: o Pai é Deus manifesto como Verdade. Chega-se ao Pai através do Filho, o Cristo Cósmico, que é amor impessoal e divino. O Pai é o Primeiro Logos, a Bondade das Bondades, a primeira manifestação divina como ente na existência. O Filho, o Cristo Cósmico, é a manifestação de Deus como Amor, porque o Cristo sempre se crucifica no amanhecer da vida para dar vida aos planetas, sóis, constelações e criaturas de toda espécie. E o Espírito Divino paira sobre o todo existente.
Convidamos o estudante a meditar sobre as incoerências dos líderes religiosos que se criticam e se atacam mutuamente e, pior ainda, instigam guerras religiosas. Pode ser verdadeira uma religião erigida em meio ao ódio, à crueldade, à perseguição, à vingança? É possível uma religião exclusivista? Pode haver religião sem amor?
Lembremo-nos sempre que:

  • o fanatismo (que é ignorância) aceita tudo

  • o materialismo (que também é ignorância) nega tudo




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