Curso de gnose on line escola gnóstica do brasil arcano 1 1ª Edição – 1981 –



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Gnóstico é, então, alguém que “sabe”, alguém que “conhece”, um “conhecedor”. Não no sentido moderno de cientista ou homem de ciência, mas, conhecedor de uma ciência transcendental que somente está acessível por meio de vivências não ortodoxas, ou seja: através da experiência mística ou estados expandidos de Consciência.
Temos aqui, portanto, a primeira e grande diferença entre um gnóstico e um crente. Em essência, UUgnóstico é aquele que sabe por si mesmoUU, que experimentou e vivenciou a realidade daquilo que professa. O UUcrente é um simples seguidorUU ou crédulo de dogmas e verdades escritas ou orais, consagradas por uma tradição ou revelação.
Assim, ainda que o Jnana ou Gnana hindu literalmente signifique “conhecimento”, em sua essência trata-se de um “saber divino ou conhecimento supremo adquirido através do Yoga”, uma disciplina que faz parte do Gupta-Vidya (secreto-conhecimento) dos brâmanes.
Gnose, em Filosofia, assume a idéia de uma “ciência superior aos conhecimentos vulgares ou o saber por excelência”.
Nas Ciências de Hermes (Hermetismo) — também conhecida como Alta Magia — “Gnose é a ciência suprema que contém todos os conhecimentos sagrados, cujos segredos são conhecidos apenas pelos Magos”.
No cristianismo primitivo, Gnose designa um conhecimento mais profundo das verdades dogmáticas apresentadas aos fiéis através das religiões confessionais ou institucionais. Segundo Teódoto, “a filosofia gnóstica é como uma espécie de visão imediata da verdade”, ou seja — e isso é muito importante — algo distinto da simples erudição adquirida através de leituras e estudos teóricos.
Modernamente podemos dizer que Gnose é o conhecimento do que fomos (vidas passadas), do que somos (ontologia), de onde viemos (cosmologia), de onde estamos (conhecimento científico) e para onde iremos (escatologia).
Enfatizamos aqui essas idéias porque nos dias atuais tanto a ciência quanto a educação preconizam, apresentam e defendem apenas o conhecimento puramente intelectual, empírico e mecânico, enquanto que os gnósticos, de hoje e do passado, sempre defenderam uma ciência holística, abrangente, vivenciada individualmente e que abordasse tudo e todas as coisas.
Os escritos gnósticos mais conhecidos atualmente foram escritos em copto ou grego. O mais importante deles é Pistis Sophia, obra que expõe, em forma de diálogo entre Jesus e seus discípulos, a queda e a redenção de Sophia — um Ser pertencente ao mundo dos Eões (Aions ou Eons) — e que poderíamos expressar, mesmo correndo o risco de má interpretação “como Espíritos Estelares emanados do Desconhecido”, seres semelhantes aos Dhyan-Choans (os Senhores da Luz) hindu, segundo a doutrina secreta dos orientais.
Pistis Sophia foi publicado pela primeira vez em 1851, na França. Depois, houve uma versão para o inglês, feita por G.R.S. Mead, ligado à Sociedade Teosófica. Mas, qualquer que seja a edição de Pistis Sophia, trata-se de uma obra incompreensível para não-iniciados. Até mesmo a edição comentada de Samael Aun Weor, que desvela os dois primeiros dos seis volumes de Pistis Sophia, é bastante complexa, não só pelo vocabulário como pelas próprias verdades ali expressadas.
Infelizmente, por preconceito ou ignorância, os maiores tesouros do gnosticismo antigo ficaram enterrados em inacessíveis bibliotecas européias ou do Oriente Médio por muitos séculos. Somente nos últimos anos do século XX é que começaram a surgir em alguns países obras e teses acadêmicas de peso versando sobre religiões antigas, dentre as quais, o gnosticismo. No entanto, foi pela internet que se disponibilizou mundialmente o acesso às mais autênticas obras gnósticas da antiguidade, como é o caso da Biblioteca de Nag-Hamamdi, os Evangelhos Apócrifos, documentos de Qumram, do Mar Morto e outros mais.
Muitos atribuem aos documentos apócrifos o rótulo da falsificação, quando, na realidade, apócrifos e canônicos são obras escritas na mesma época e da mesma forma. Se exisitir alguma difrença entre os textos canônicos e os apócrifos, essa diferença está em que os denominados apócrifos não sofreram mutilações nem adaptações ao longo dos séculos e são, portanto, mais puros, originais e completos que os canônicos, por incrível que pareça, essa foi uma maneira de preservar tais documentos da sanha adúltera da Igreja Romana.
Atualmente, graças ao magistral trabalho realizado por Samael Aun Weor, considerado o Grande Mestre Gnóstico do século XX, todo esse conhecimento volta a estar disponível em muitas instituições, tendo ainda recebido o enriquecimento das formas gnósticas das culturas inca, maia e asteca – algo que os europeus e orientais não possuem ou pouco conhecem.


1.1 Quem Foram os Gnósticos

As palavras gnóstico e gnosticismo não são exatamente comuns no vocabulário dos nossos contemporâneos do Brasil ou de qualquer outro país. De fato, há mais pessoas familiarizadas com o antônimo de gnóstico, isto é, com o agnóstico; literalmente, esse termo significa um desconhecedor ou ignorante das matérias espirituais. Em sentido figurativo, agnóstico é uma pessoa sem fé religiosa que não obstante se ressente ser chamada de atéia. No entanto, os gnósticos já existiam muito antes dos agnósticos e, na maioria, parecem ter representado uma classe muito mais interessante que esse último grupo. Em oposição aos não-conhecedores, os gnósticos se consideravam conhecedores ou gnostikoi, denotando que possuíam a Gnose ou o Conhecimento Divino.


Os gnósticos, assim se aprende, viveram na maior parte durante os três ou quatro primeiros séculos da Era Cristã. Em geral, é bastante provável que eles não se denominavam de gnósticos; antes, se consideravam cristãos ou, mais raramente, judeus ou ainda seguidores das tradições dos antigos cultos do Egito, da Babilônia, da Grécia e de Roma. Não eram sectários nem membros de uma nova religião específica, como queriam seus detratores, mas UUpessoas que compartilhavam entre si certa atitude perante a vidaUU. UUPode-se dizer que essa atitude consistia na convicção de que o conhecimento direto, pessoal e absoluto das verdades autênticas da existência é acessível aos seres humanos. Mais ainda: a obtenção de tal conhecimento deve sempre constituir a suprema realização da vida humana.
Esse Conhecimento ou Gnose não era concebido como um saber racional de natureza científica, ou mesmo um saber filosófico da verdade, mas um conhecimento que brota no coração de forma misteriosa e intuitiva, sendo portanto chamado, em pelo menos uma obra gnóstica (O Evangelho da Verdade), de Gnosis kardias, o conhecimento do coração.
Trata-se é claro, de um conceito que é, ao mesmo tempo, religioso e altamente psicológico, pois o significado, o propósito da vida não aparece então nem como a fé, com sua ênfase na crença cega e na também cega repressão, nem como as ações, com sua extrovertida orientação para as boas ações, mas sim como uma transformação e uma visão interior; em suma, um processo ligado à psicologia profunda.
Se passarmos a considerar os gnósticos como os pais da psicologia profunda da atualidade, torna-se imediatamente aparente a razão pela qual a prática e o ensinamento gnóstico de forma radical diferia da prática e do ensinamento da ortodoxia cristã e judaica. O conhecimento do coração, em favor do qual os gnósticos se empenhavam não podia ser adquirido por meio de uma barganha com Jeová, através de um tratado ou aliança que garantisse bem-estar espiritual e físico ao homem, em troca do cumprimento servil de um conjunto de regras. Da mesma forma, não se poderia obter a Gnose pela mera crença fervorosa de que a atitude de sacrifício de um homem divino na história (Jesus) pudesse aliviar a carga de culpa e frustração de nossos ombros e assegurar bem-aventurança perpétua, além dos limites da existência mortal.
Os gnósticos nunca negaram o benefício da Torá nem a magnificência da figura de Jesus, o ungido do Deus Supremo. Eles consideravam a Lei necessária a um certo tipo de personalidade que precisa de regras para o que atualmente poderia se chamar de a formação e o fortalecimento do ego psicológico. Também não negaram a importância da missão do personagem misterioso que, em seu disfarce, era conhecido pelos homens como o rabino Joshua de Nazaré. A Lei e o Salvador, os dois mais reverenciados conceitos de judeus e cristãos, tornaram-se para os gnósticos apenas meios para um fim maior que esses mesmos conceitos. Eles configuravam incentivos e artifícios de alguma forma capazes de conduzir ao conhecimento pessoal que, uma vez obtido, prescinde tanto da lei como da fé.
Dezessete ou dezoito séculos nos separam dos gnósticos históricos. Durante esse período, o gnosticismo tornou-se não apenas uma fé ou ciência esquecida (como ainda hoje dizem seus detratores), mas também uma fé ou uma verdade reprimida. Aparentemente, quase UUnenhum outro grupo foi temido e odiado de forma tão incansável e persistente, por quase dois milênios, quanto os gnósticosUU. Textos da teologia da igreja romana ainda se referem a eles como os primeiros e os mais perniciosos de todos os hereges; a era do ecumenismo atual não lhes parece ter estendido nenhum dos benefícios do amor cristão. UUMuito antes de Hitler, o imperador Constantino e seu cruel episcopado iniciaram a prática do genocídio religioso contra os gnósticos, sendo esses primeiros holocaustos seguidos por muitos outros no decorrer da história.UU A última grande perseguição terminou com o sacrifício de aproximadamente duzentos gnósticos em 1244, no castelo de Montségur, na França.
UUPor quê? Seria apenas porque seu antinomianismo ou sua desconsideração pela lei moral escandalizava os rabinos, ou porque suas dúvidas relativas à encarnação física de Jesus e sua reinterpretação da ressurreição enfurecia os sacerdotes? Seria porque eles rejeitavam o casamento e a procriação, como afirmam alguns de seus detratores? Eram eles detestados devido à licenciosidades e orgias, como alegam outros? Ou poderia ocorrer que os gnósticos realmente tivessem algum conhecimento, e que esse conhecimento os tornasse sumamente perigosos às instituições, tanto seculares como eclesiásticas?
Não é fácil responder a essa indagação; contudo, deve-se fazer uma tentativa. Poderíamos ensaiar uma resposta dizendo que os gnósticos diferiam da maior parte da humanidade, não apenas em detalhes de crença ou de preceitos éticos, porém em sua visão mais essencial e fundamental da existência e de seu propósito. Sua divergência era radical no sentido mais exato da palavra, por reportar-se à raiz (latim: radix) das atitudes e conjecturas da humanidade com respeito à vida. Independentemente de suas crenças filosóficas e religiosas, a maioria das pessoas acalenta certas suposições inconscientes, pertencentes à condição humana, que não originam das atividades convergentes de formulação da consciência, mas que irradiam de um profundo e inconsciente substrato da mente. Essa mente é regida pela biologia, e não pela psicologia; ela é automática, e não está sujeita à escolhas conscientes nem à percepções.
A mais importante dessas suposições, a qual poder-se-ia dizer que sintetiza todas as outras, consiste na crença de que o mundo é bom e que o nosso envolvimento nele é, de alguma forma, desejável e fundamentalmente benéfico. Essa premissa conduz a inúmeras outras, todas mais ou menos caracterizadas pela submissão às condições externas e às leis que parecem governá-las. A despeito dos incontáveis acontecimentos incoerentes e maléficos em nossas vidas, dos incríveis fatos que se sucedem, dos desvios das reiteradas insanidades da história humana, tanto coletiva como individualmente, acreditaremos ser nossa incumbência prosseguir com o mundo, pois ele é, afinal, “o mundo de Deus” (só que criado, por nós mesmos, à “nossa” imagem e semelhança), devendo, portanto, haver significado e bondade ocultos em seus processos, mesmo que seja difícil vê-los e discerni-los. Assim, devemos continuar no cumprimento de nosso papel dentro do sistema, da melhor maneira possível, sendo filhos obedientes, maridos zelosos, esposas respeitosas, bem-comportados açougueiros, padeiros, fabricantes de velas, esperando contra toda a esperança que uma revelação do significado resulte, de algum modo, dessa vida de resignação sem sentido.
“Não é assim”, disseram os gnósticos. “Dinheiro, poder, governo, constituição de famílias, pagamento de impostos, a infinita série de armadilhas das circunstâncias e obrigações” - nada disso foi jamais rejeitado tão total e inequivocamente, num certo sentido, na história humana, como pelos gnósticos. Estes nunca esperaram que alguma revolução política ou econômica pudesse, ou devesse, eliminar todos os elementos iníquos do sistema em que a alma humana encontra-se aprisionada. Sua rejeição não se referia a um governo ou sistema de propriedade em favor de outro; ao contrário, dizia respeito à total e predominante sistematização da vida e da experiência. Portanto, os gnósticos eram na verdade conhecedores de um segredo tão fatal e terrível que os governantes deste mundo - i.e., os poderes, secular e religioso, que sempre lucraram com os sistemas estabelecidos da sociedade - não podiam permitir-se ver esse segredo conhecido e, muito menos, tê-lo publicamente proclamado em seus domínios.
UUDe fato, os gnósticos sabiam algo: a vida humana não alcança a sua realização dentro das estruturas e instituições da sociedade, porque estas representam, na melhor das hipóteses, apenas obscuras projeções de outra realidade mais fundamental. Ninguém atinge sua verdadeira natureza individual sendo o que a sociedade espera nem fazendo o que ela deseja. Família, sociedade, igreja, ocupação e profissão, lealdade patriótica e política, bem como regras e normas morais e éticas, na realidade, de modo algum, conduzem à auto-realização do Ser. Ao contrário, constituem, com maior freqüência, as próprias algemas que nos alienam de nosso real destino espiritual.
Esse aspecto do gnosticismo foi considerado herético em épocas passadas e até hoje costuma ser chamado de “negação do mundo” e “antivida”; porém constitui, obviamente, nada mais que a boa psicologia e a boa teologia espiritual, por ser tratar de bom senso. O político e o filósofo social podem considerar o mundo um problema a ser resolvido, mas o gnóstico, com seu discernimento psicológico, reconhece-o como uma condição da qual precisamos nos libertar pela visão interior. Isso porque UUos gnósticos não buscam a transformação do mundo, mas a transformação da menteUU, com sua conseqüência natural - uma mudança de postura perante o mundo. A maior parte das religiões também tende a ratificar uma atitude familiar de interiorização na teoria; contudo, como resultado de sua presença dentro das instituições da sociedade, elas sempre negam isso na prática. As religiões costumam se iniciar como movimentos de libertação radical seguindo linhas espirituais, mas inevitavelmente terminam como pilares das próprias sociedades, as carcereiras de nossas almas.
Se desejamos obter a Gnose, o conhecimento do coração (gnozis kardias) que liberta os seres humanos, devemos nos desvencilhar do falso Kosmos criado pela nossa mente condicionada. A palavra grega Kosmos, bem como o vocábulo hebraico olam, embora quase sempre mal traduzidos como “mundo”, realmente designam mais o conceito de “sistemas”. Quando os gnósticos diziam que o sistema à sua volta era mau e que precisaríamos sair dele para conhecer a verdade e descobrir o seu significado, comportavam-se não só como precursores de inúmeros alienados da sociedade, desde São Francisco de Assis até os beatniks e hippies, mas também exprimiam um fato psicológico desde então redescoberto pela moderna psicologia profunda.
Jung reafirmou uma antiga percepção gnóstica ao dizer que o extrovertido ego humano deve, em primeiro lugar, tomar plena consciência de sua própria alienação do Ser antes de poder começar a retornar ao estado de união mais íntima com o inconsciente. Até nos conscientizarmos inteiramente da inadequação de nosso estado de extroversão e de sua insuficiência quanto às nossas necessidades espirituais mais profundas, não obteremos nenhum grau sequer de individuação, através da qual uma personalidade mais madura e ampla surge. O ego alienado é o precursor e uma pré-condição inevitável da individualização. Os gnósticos não rejeitavam necessariamente a terra de per se, que reconheciam como uma tela sobre a qual o Demiurgo da mente projeta seu sistema ilusório (Matrix). Quando nos deparamos com uma condenação do mundo nos escritos gnósticos, o termo usado é fatalmente Kosmos ou este eon e nunca a palavra Ge ou Gea (terra), que consideravam neutra, se não totalmente satisfatória.
UUEra desse Conhecimento (Gnozis) — o conhecimento que se tem no próprio coração a respeito da inutilidade espiritual e a absoluta insuficiência das instituições e valores estabelecidos do mundo exterior — que os gnósticos valiam-se para construir tanto uma imagem de ser universal como um sistema de inferências coerentes a serem extraídas dessa imagem. (Como era de esperar, eles o realizaram não tanto em termos de filosofia e teologia, mas em termos de mito, ritual e cultivo das qualidades imaginativas e mitopoéticas da alma).
Como muitas outras pessoas inteligentes e sensíveis, antes e depois de sua época, os gnósticos se sentiram estrangeiros num país desconhecido, uma semente abandonada dos mundos distantes de luz infinita. Alguns, como a juventude alienada dos anos 60, retiraram-se para comunidades e eremitérios à margem da civilização. Outros, mais numerosos talvez, permaneceram em meio à vasta cultura metropolitana das grandes cidades, como Alexandria e Roma, aparentemente desempenhando seus papéis na sociedade, enquanto no íntimo serviam a um mestre diferente — no mundo, mas não do mundo. A maioria deles tinha instrução, cultura e riqueza; entretanto, continuavam conscientes do inegável fato de que todas essas realizações e tesouros perdem a cor perante a Gnose do coração, o conhecimento do que existe. Não sem motivos, portanto, que, quando estudamos detidamente o gnosticismo antigo, percebemos muitos laços e dependências entre sua filosofia e as idéias e princípios defendidos por Pitágoras (que viveu 25 anos entre os sacerdotes do Egito antigo), Platão (discípulo de Sócrates), Aristóteles, Empédocles, Heráclito e Epicuro. UUPorém, a verdadeira Gnose é interna, reservada, e estava, como ainda está, contida nos Mistérios. A verdadeira origem dos Mistérios deve ser buscada na Atlântida, e não na história conhecida. UUUma passagem textual, atribuída a Sólon, esclarece, quando um sacerdote egípcio lhe diz: “Tudo quanto se faz de formoso, grande ou memorável sob qualquer aspecto, seja em vosso país, seja em nosso ou em outros, está escrito há muitos séculos e conservado em nossos templos. Contudo, entre vós e os demais povos o uso da escrita e do que e necessário a um estado civilizado não data de uma época muito recente” (HPB - A Doutrina Secreta).


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