Curso de gnose on line escola gnóstica do brasil arcano 1 1ª Edição – 1981 –


CAPÍTULO 5 - EXERCÍCIOS E PRÁTICAS



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CAPÍTULO 5 - EXERCÍCIOS E PRÁTICAS
Iniciamos aqui nosso sistema de práticas e de desenvolvimento interno. Ao longo do curso serão transmitidos vários exercícios que se forem praticados rigorosamente e sem falhar desenvolverão uma série de possibilidades escondidas no universo interior do estudante. UUPortantoUU, como acabamos de ver com o caso do mestre Meng Shan, UUé preciso deixar claro que os resultados virão na execução diária, contínua e permanente das práticas aqui ministradas.UU O treino psíquico é parecido com o treino físico: só se torna um atleta ou obtém boa forma aquele que se dedica aos exercícios, várias horas por dia. Para começar, duas horas. Com o tempo, 4 horas como mínimo.
Infelizmente não existe nenhuma pílula milagrosa que substitua o trabalho prático. Mesmo as conquistas tecnológicas ainda não conseguiram desenvolver um aparelho capaz de, por exemplo, despertar a clarividência de forma definitiva. Pelo menos não no nível em que os gnósticos entendem essa palavra. Felizmente, porque se isso acontecesse aumentaria de forma considerável os casos de loucura. É triste dizer, mas as pessoas não estão preparadas para ver a realidade da existência humana.
Todas as técnicas aqui apresentadas já foram estudadas e experimentadas por instrutores e estudantes da ESCOLA GNÓSTICA. Não oferecem perigo nem riscos, desde que praticadas rigorosamente dentro do que propomos. Elas levarão o estudante a um desenvolvimento gradual e seguro.
Falando-se em possibilidades desconhecidas, poderes ocultos e capacidades psíquicas, a última coisa que devemos buscar é o resultado imediato. O aparecimento de resultados é muito relativo. Além disso, nossa experiência diz que a prudência é a melhor companheira nessa jornada. Sintetizamos esse pensamento com o seguinte enunciado: UUO gnóstico não busca poderes, mas se prepara para recebê-los e conviver com eles.





5.1 O Pranayama

Para simplificar, vamos dizer que pranayama é a ciência do controle do prana. É através do controle do movimento dos pulmões e órgãos respiratórios que podemos controlar o prana que vibra dentro deles mesmos.


Pelo controle do prana pode-se controlar parcialmente a mente, porque a mente está ligada ao prana como a umidade à água. Para se chegar ao controle da respiração é preciso primeiro dominar a postura do corpo (asana). A postura correta do corpo é indispensável para a prática bem sucedida do pranayama.
Qualquer postura fácil e confortável, que permita o relaxamento do corpo, é adequada para a prática do pranayama. O importante é que a cabeça, o pescoço e a coluna fiquem sempre retas.
Diz o mestre Sivananda que há uma conexão íntima entre a mente, o prana e o sêmen ou energia sexual.
UUQuem controla o prana controla a mente e o sêmen.

UUQuem controla a mente controla o prana e o sêmen.

UUQuem controla a energia sexual controla o prana e a mente.
Desse tipo de controle vem o domínio sobre a vida e as forças do universo, sejam elas físicas ou mentais.
UUQuem pratica regularmente o pranayama terá bom apetite, entusiasmo, otimismo, força interna, coragem, vigor, vida, saúde e boa concentração.
Existem vários tipos de pranayamas. Aqui passaremos os mais simples, porém não menos eficientes.
Rechaka é o nome que se dá para a expiração do ar.

Kumbhaka é a retenção do ar nos pulmões.

Puraka é a inspiração do alento vital.

Puraka, kumbhaka e rechaka são as três fases de um pranayama.


UUAumentando-se o tempo de kumbhaka aumenta-se a duração da vida.
O pranayama sempre deve ser feito com calma e concentração.

O ideal é fazer quatro sessões diárias de pranayamas: de manhã, ao meio-dia, ao entardecer e à noite, ao se entregar ao sono, de 5 a 10 minutos em cada sessão.




5.2 Relaxamento

Exercícios de relaxamento trazem repouso para o corpo e a mente. Quem pratica e conhece a ciência do relaxamento não desperdiça energia. O relaxamento sempre é feito depois de uma série de pranayamas. Aconselhamos sempre a posição de savasana. (decúbito dorsal) para o relaxamento. O relaxamento é obtido com as técnicas que daremos em seguida, da cabeça aos pés.


Um corpo relaxado ajuda o relaxamento da mente. A mente entra em relaxamento quando fica quieta, por dentro e por fora. Corpo e mente estão em íntima ligação. Essa ligação é feita pelo corpo emocional. Corpo, mente e emoções formam o triângulo inferior da divindade.


5.3 Elementos de Uma Prática

Todas as práticas são compostas, basicamente, de:


Postura (Asana)

Respiração (Pranayama)

Relaxamento do corpo

Exercício propriamente dito




5.3.1 Postura

Muitas técnicas para serem executadas exigem do estudante uma postura corporal passiva. Como de início só trabalharemos com esse tipo de técnica, vamos dar aqui orientações acerca das diversas posturas, sua escolha e como executá-las corretamente.


Os ocidentais, de modo geral, não conseguem praticar rigidamente as posturas exigidas no yoga, por exemplo. É o caso da mais típica posição yogue: a posição de lótus ou padmasana (sentado com as pernas cruzadas e a coluna reta).
Sobre a escolha da posição mais adequada para executar as técnicas, aqui denominadas passivas, prevalece sempre o bom senso.
O objetivo maior é o relaxamento do corpo. Assim, não podemos nem devemos cobrar rigidez sobre esta ou aquela posição que devemos adotar. O estudante pode adotar a postura que mais lhe convier e se mostrar confortável e propícia para o relaxamento.
Assim, você pode adotar a posição de decúbito dorsal (deitado de barriga para cima) com os braços ao longo do corpo, por exemplo. Ou sentar-se comodamente num sofá ou num divã ou numa cadeira.
Uma das vantagens de se adotar a postura de decúbito dorsal é que a partir dela pode-se partir para duas variantes muito interessantes:


  1. a cruz

  2. a estrela.

Para fazer a cruz é só abrir os braços a partir da posição de decúbito dorsal.


Para se fazer a estrela abre-se os braços em forma de cruz e as pernas em forma de meio X.
Repetimos: o importante é escolher uma posição cômoda, na qual possa manter imobilidade e alcançar um estado de relaxamento. Sentar-se confortavelmente numa poltrona reclinável pode ser muito positivo [e nós a recomendamos porque a usamos desde há vários anos].


5.3.2 Respiração

O ser humano pode viver até um mês [ou mais] sem comer (técnica de jejum); se não estiver num deserto quente, pode viver vários dias sem água. Porém, por mais treinada que seja, uma pessoa pode viver apenas alguns minutos sem respirar. Disso se conclui que a respiração [com exceção de alguns faquires indianos] é a principal fonte de alimento do homem. Mesmo assim, de modo geral, poucos indivíduos sabem respirar. E mesmo que o saibam, menos ainda sabem extrair a vitalidade do ar.


São muitos os exercícios que têm como base a respiração. É por isso que vamos começar nosso sistema de práticas baseado nela.
É muito grande a relação dos benefícios de uma respiração bem feita. Para sintetizar, limitamo-nos a dizer apenas que os sentidos físicos e psíquicos começarão a funcionar melhor a partir do momento em que passarmos a respirar melhor, de modo mais completo e consciente.





Como se faz





  1. Adote uma postura confortável, qualquer que seja.

  2. Esvazie os pulmões até o fim.

  3. Comece a inalar (puraka) lentamente e sem fazer ruídos. Encha primeiro a barriga e depois o tórax. Mentalmente conte até 7 de acordo com as batidas do coração. Quando chegar no 7 os pulmões devem estar cheios.

  4. Retenha o ar nos pulmões (kumbhaka) enquanto novamente conta mentalmente 7 pulsações do coração.

  5. Comece a soltar o ar (rechaka) lentamente, primeiro esvaziando o tórax e depois o abdômen, enquanto conta até 7 de acordo com as batidas do coração.

  6. Repita todo esse processo 7 vezes.

Essa é a respiração que denominamos 7 x 7. A cada semana deve-se aumentar a contagem até chegar a um nível mais elevado, como 21 x 21.




ALERTA: pessoas idosas ou com problemas cardíacos devem respeitar a orientação dada pelo médico. É claro que nesses casos, devem adequar as orientações dadas aqui ao seu ritmo e capacidade.
Este simples exercício pode proporcionar dentre outros objetivos:

  1. aumento de consciência

  2. aumento da sensibilidade

  3. diminuição do ritmo cardíaco

  4. maior vitalidade

  5. mente mais tranqüila

  6. relaxamento do corpo

  7. sono mais profundo

  8. controle das emoções

  9. domínio sobre o corpo

  10. preparo interno para outras técnicas


5.3.3 Recomendações gerais

Este exercício pode e deve ser praticado todas as vezes que sentir a mente agitada, as emoções fora de controle, demora para o sono chegar e quando o corpo estiver cansado depois de um dia cheio de trabalho e tensões. Você também pode praticá-lo enquanto estiver andando na rua. Ou ainda quando estiver dirigindo seu carro.


Se você pretende trabalhar sério com nosso sistema de exercícios e práticas pedimos que não faça outra coisa na primeira semana que não se exercitar na busca de uma posição confortável (asana) e na prática da respiração 7 x 7 (pranayama). Nesse caso, busque fazer 10 minutos de pranayamas em cada sessão. É o bastante para quem nunca fez nada ou para quem está começando agora. Depois, gradativamente, a cada semana tente aumentar a contagem. Você mesmo deve estabelecer seu limite.
Lembre-se: não cometa excessos nem violências contra seu corpo. Se sentir necessidade de diminuir o tempo de inalação, retenção ou exalação, fique à vontade e não se sinta frustrado. O importante é achar o seu próprio ritmo e manter a atenção no que está fazendo.
Uma pessoa realmente dedicada ao seu desenvolvimento interior reordenará toda sua vida e seus horários em função desse objetivo.
Bom senso e equilíbrio são as duas grandes leis nessa disciplina.
Pratique e terá resultados antes mesmo da sua expectativa.


5.3.4 Relaxamento

São muitas as técnicas de relaxamento. Elas são de difícil transmissão por escrito. A criatividade do estudante terá que ser usada para chegar ao objetivo. Aqui iremos apresentar as linhas gerais de como o estudante deve proceder para chegar ao relaxamento profundo do corpo.



  • Certifique-se que não será interrompido. Tenha um fundo musical calmo e tranqüilizante.




  • Se preferir, queime uma vareta do seu incenso preferido enquanto faz a prática.





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