CoordenaçÃo pedagógica: ato de maestria


ANALISANDO A EXPERIÊNCIA A PARTIR DA LITERATURA



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ANALISANDO A EXPERIÊNCIA A PARTIR DA LITERATURA


O trabalho analítico empreendido possibilitou desvelar sentidos da coordenação pedagógica e de como esta se faz com as dinâmicas de ensinar e aprender em um dado espaço escolar. Dois eixos analíticos orientam as análises: a escuta e o tempo.

A análise de minha trajetória como coordenador pedagógico permite localizar que a escuta emerge como atitude primordial para realização de meu trabalho. Baseado no argumento de Geglio (2003), de que também a formação do coordenador pedagógico se dá na escola, e que essencialmente o coordenador é sempre um mediador, a escuta apresenta-se como atitude também essencial para que essa mediação seja favorável às partes mediadas – os atores da escola – e encaminhe a parceria entre eles.

O coordenador pedagógico é o mediador entre os atores da escola, ouvir a todos eles é sempre uma situação condicional. Falo de um ouvir-o-mundo, como condição existencial humana. Discuti o sentido da escuta e a escuta como um sentido em coordenação pedagógica, partindo do conceito apresentado por Barbier, a respeito da escura sensível: “a atitude requerida pela escuta sensível é a de uma abertura holística. Trata-se de entrar numa relação com a totalidade do outro, considerado em sua existência dinâmica.” (BARBIER, 1992, p.212)

No cotidiano de meu trabalho como coordenador os encontros deram-se de forma sistemática e, também, de forma assistemática ou ocasional. Para poder escutar todos os atores, é necessário coordenar o tempo. Toda ação de cada um dos atores da escola ocorre também no tempo. Todo o sistema educacional está estruturado no tempo em que o aluno passa na escola e nas ações que lá ocorrem. Parece-me que o coordenador por escutar e mediar os atores da escola deve procurar que o tempo vivido na escola seja fecundo para que os atores se manifestem e possam vivê-lo como um tempo pedagógico

Queluz (2001), em suas incursões sobre a temporalidade, discute o tempo tarefeiro sob a imagem de Chronos e chamado então Cronológico, em oposição ao tempo criativo, sob imagem de Kairos. O tempo tarefeiro já está no currículo, na matriz curricular, na carga horário, no período, no tempo de prova.

Cabe ao coordenador buscar espaço para que alunos e professores encontrem-se com um tempo criativo, com espaço para o desenvolvimento de talentos e construção coletiva. Nesse sentido, Assman (1998), fala na transformação do tempo vivido na escola em tempo pedagógico. Quando no tempo vivido, os atores experimentam o aprender com o prazer de reconhecer justamente no aprender, uma oportunidade de desenvolvimento, de crescimento.

Quando o coordenador pedagógico busca espaço para que o tempo tarefeiro se transforme em tempo criativo, em que o tempo vivido se transforma em tempo pedagógico, ele está coordenado o tempo dos atores da escola e dando a oportunidade de cada ator, principalmente alunos e professores desenvolvam-se e encontrem-se com suas possibilidades em interação. Quando isso acontece, o sujeito, em formação, está deparando-se com si mesmo.


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