Caderno de



Baixar 0.77 Mb.
Página104/180
Encontro28.11.2019
Tamanho0.77 Mb.
1   ...   100   101   102   103   104   105   106   107   ...   180

TEXTO 21


Diretoria do ANDES-SN
ETNIA, GÊNERO E CLASSE

TEXTO DE APOIO

Na conjuntura atual, de grande crise econômica em escala mundial, a questão da opressão a segmentos sociais como as mulheres, negros, homossexuais, indígenas, se tornam ainda mais evidente. Por serem os setores mais atacados no sistema capitalista, em conjunturas desfavoráveis aos trabalhadores, como a que vivenciamos, estes se tornam mais frágeis e sofrem as piores consequências.

No caso da opressão étnico-racial, as políticas e práticas que combinam a exploração com a opressão e o preconceito, ampliam o abismo socioeconômico existente entre brancos e negros.

São os negros e negras que no Brasil mais sofrem com o desemprego que, hoje, entre eles, é por volta de 40% do desemprego total. Também são os negros os mais atingidos pelo trabalho informal, sendo seus salários 50% menor que dos brancos. As mulheres negras são o setor mais empobrecido da sociedade e são as que mais sofrem com a violência doméstica.

Hoje, a violência contra a juventude negra e indígena chega as vias de extermínio, com altas taxas de homicídios, segundo o mapa da violência no Brasil. Por sua vez, o último relatório do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) mostra que os maiores índices de pobreza estão na população negra e indígena.

Em momentos de crise econômica como a atual, os negros são os primeiros a serem demitidos, são os que mais caem na informalidade e, em grande medida, na marginalidade.

Esse quadro só torna mais grave o processo de cooptação, por parte do governo Lula, das lideranças do Movimento Negro, o que culminou recentemente com a aprovação do Estatuto da Igualdade Racial, com apoio da bancada ruralista do Congresso Nacional, retirando bandeiras históricas do Movimento Negro, como a concessão de titulação de propriedade das terras dos remanescentes de quilombos. Além disso, governo Lula retirou o dispositivo que garantia a alocação de verbas direcionadas ao ensino de História da África na educação básica.

A realidade da mulher brasileira reflete a situação da população negra. É sabido que a mulher chega a receber até metade do salário recebido pelo homem pelo mesmo trabalho; no caso da mulher negra, esse valor é ainda menor. Na crise, é a mulher, juntamente com os negros, são os primeiros a serem demitidos.

Além do baixo salário e do desemprego, a mulher sofre com a ausência de creches em seu local de trabalho. Também pesa sobre a mulher o medo de perder o emprego após a licença maternidade, caso corriqueiro na iniciativa privada. Atualmente muitas mulheres têm se colocado contra a extensão da licença-maternidade para seis meses, por temerem o aumento das demissões.

Porém, há um aspecto da opressão à mulher que no último período tem atingido índices alarmantes em nosso país: a violência fora e dentro de casa, com características e proporções de barbárie. Exemplos recentes nos dão a dimensão dessa triste realidade. O caso da aluna da UNIBAN; o assassinato da jovem Eloá por seu ex-namorado; em Belém-PA uma jovem grávida, de 25 anos, morta a tiros na porta de casa por um homem que fugiu; em MG dois assassinatos que chocaram a população: uma mulher morta dentro de casa, em BH, e outra morta a pauladas em Santa Esmeralda, nos dois casos, os principais suspeitos são os maridos. No Ceará, uma jovem de 15 anos foi morta em casa, pelo namorado, que ainda tentou matar a mãe e a irmã da vítima, de 6 anos de idade. São muitos os casos em todo o país.

A violência vivida pelas mulheres, na maioria das vezes é praticada em seu próprio espaço doméstico e por seu parceiro, e esse dado tem sido tratado como algo de menor importância. As estimativas mostram que a escalada de violência contra a mulher tem diminuído sua vida em até 9 anos. No Brasil a cada 4 segundos uma mulher é agredida em seu lar, sem esquecer a agressão nas ruas, nos locais de trabalho e estudo. Soma-se a isso a violência econômica, nas duplas e triplas jornadas de trabalho e o assédio sexual e moral.

A lei Maria da Penha, que foi um avanço na penalidade do agressor, em relação à lei da cesta básica, não tem garantido medidas concretas de segurança à mulher que denuncia o agressor, como: casas-abrigo, creches, assistência médica e psicológica etc. Como se não bastasse, pelo terceiro ano consecutivo, o governo Lula vem cortando as verbas da Secretaria Especial da Mulher.

Ainda nesse terreno, um dos setores que mais sofre com a opressão é o do LGBTTT. Isto pode ser verificado em diversos âmbitos, seja no trabalho, na família, na escola, nas ruas etc. Embora alguns avanços tenham sido alcançados na legislação e nas manifestações dos movimentos sociais, é necessário acumular no interior do sindicato o debate sobre o combate à homofobia, avançando nos fundamentos conceituais, políticos e organizativos para enfrentar a questão.

Nesse sentido, entendemos ser tarefa do ANDES-SN, juntamente com os demais movimentos sociais ligados aos setores explorados e oprimidos, continuar empreendendo lutas contra o racismo, o capitalismo, o machismo, a homofobia, a intolerância cultural e religiosa e todo e qualquer tipo opressão e exploração, no Brasil e no mundo.





Baixar 0.77 Mb.

Compartilhe com seus amigos:
1   ...   100   101   102   103   104   105   106   107   ...   180




©psicod.org 2020
enviar mensagem

    Página principal
Universidade federal
Prefeitura municipal
santa catarina
processo seletivo
concurso público
conselho nacional
reunião ordinária
prefeitura municipal
universidade federal
ensino superior
ensino fundamental
Processo seletivo
ensino médio
oficial prefeitura
minas gerais
terapia intensiva
Conselho nacional
Boletim oficial
Curriculum vitae
seletivo simplificado
Concurso público
Universidade estadual
educaçÃo infantil
saúde mental
direitos humanos
Centro universitário
educaçÃo física
Poder judiciário
saúde conselho
santa maria
assistência social
Excelentíssimo senhor
Atividade estruturada
Conselho regional
ciências humanas
ensino aprendizagem
outras providências
secretaria municipal
políticas públicas
ResoluçÃo consepe
Dispõe sobre
catarina prefeitura
Colégio estadual
recursos humanos
Conselho municipal
consentimento livre
ministério público
conselho estadual
público federal
psicologia programa
Serviço público