Caderno 1 a graçA, deus, jesus, o espírito ir. Giovanni Bigotto termo de apresentaçÃO



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5.5. Os frutos do Espírito
Quando o cristão se deixa conduzir pelo Espírito, aparecem então em sua vida os frutos do Espírito. Basílio, impelindo a Congregação para a abertura ao Espírito, aguarda entre os resultados da renovação a presença visível dos frutos do Espírito: amor, alegria, paz, paciência, bondade, doçura e domínio de si: “Que os resultados tornem visíveis os frutos do Espírito Santo que demonstram a fecundidade do cristianismo no mundo”.75 Mais adiante encontraremos páginas inteiras sobre o amor, a sabedoria que vem do Espírito, a compreensão em profundidade da consagração e de cada voto. Mas, eis aqui o que escreveu em sua Circular sobre A Vida Comunitária: “A Teologia Espiritual nos ensina que, à medida que o coração se deixa invadir pelo Espírito Santo, de um mesmo movimento, a caridade e os sentimentos do Cristo se reproduzem nele como num espelho, e então se torna possível, em graus diversos, o cumprimento do mandamento do Senhor: ‘Amai-vos uns aos outros como eu vos amei’”.76

Basílio se pergunta como deve governar, enquanto Superior-Geral, e que prudência deve guiá-lo. Reconhece a grande diferença entre a prudência humana, uma prudência cristã média e a que vem do Espírito: “O Espírito Santo pode trazer à prudência cristã uma realização em plenitude; é o dom do Conselho, a prudência dos santos. Lá estamos num plano tão superior que as pessoas não podem compreender... É essa prudência que animou a realização de grandes obras cristãs... Ação surpreendente do Espírito Santo sobre certos membros do Corpo Místico, pondo a duras provas o raquitismo da sabedoria humana! As grandes renovações da Igreja, de Francisco de Assis a João XXIII, são abalos que suscitam nas almas sinceras uma floração de bem e de santidade, mas que escandalizam os prudentes deste mundo...”.77

Outro domínio que Basílio explora muito é o do profetismo, no mundo de ontem e em nosso mundo de hoje. Não sente nenhuma dificuldade em afirmar que o verdadeiro profeta é filho do Espírito: “Sei que todo dom perfeito vem do Alto, do Pai das Luzes, e que a prudência cresce ao mesmo tempo que se desenvolve nossa vida no Cristo e que nosso coração se abre à ação do Espírito. É por isso que eu espero que vossa oração me obterá ao menos a terceira prudência (a do Espírito), e que o Espírito suscitará, no Conselho Geral e no Capítulo, homens cheios do dom de Conselho, capazes de realizar entre nós verdadeira ação profética, nesta época de atualização”.78

O Espírito Santo, em Basílio, é sobretudo o responsável pela santificação, para que Cristo transpareça em nossas vidas. “Para um duplo fim nos é dado o Espírito: em primeiro lugar, para nos tornar conformes à imagem do Filho, a fim de que este seja o ‘primogênito entre uma multidão de irmãos’ (Rm 8, 29); em segundo lugar, para tornar-se a nova lei (Gl 5, 18). Esse Espírito, vivendo em nós e para nós, fazendo as vezes da Nova Lei, é mesmo a fonte de nossa liberdade (2Cor 3, 17). E foi para tal liberdade que fomos chamados (Gl 5, 1). Compreendamos bem de que liberdade se fala aqui.. O Espírito Santo é princípio de ação, mas não orienta para uma ação qualquer. Essencialmente ele arranca-nos ao egoísmo; sua novidade consiste, pois, numa disponibilidade para servir: verdadeiro segredo da liberdade cristã”.79 Depois, considerando o caso de Maria, Basílio conclui: “Nesse mistério de santificação, obra do Espírito, é que devemos inserir a Virgem Maria, ‘santuário do Espírito’ (LG 53). Todo cristão deve ser santuário do Espírito; Maria, porém, testemunha constantemente a Sua presença em sua vida e nos revela o que pode fazer esse Espírito num coração plenamente dócil”.80

Os frutos do Espírito não são apenas virtudes no coração do cristão, mas também as grandes obras que daí decorrem. Quando Basílio considera os documentos do Concílio, os resultados colhidos por nosso Capítulo Geral de 1967-1968, as novas Constituições, ele reconhece que é sempre obra do Espírito, que por nós mesmos não teríamos podido jamais produzir textos tão sábios e tão santos. A propósito do Concílio, escreve:81 “O Concílio Vaticano II não é senão um eco do Espírito de Jesus Cristo em nosso tempo... É preciso reconhecer que o Vaticano II foi uma manifestação pentecostal do querer de Deus no hoje de Deus... A infidelidade ao Concílio equivale à infidelidade ao Senhor e a seu Espírito”.82 Ele volta sobre essa convicção algumas páginas adiante: “Vaticano II foi o vendaval do Pentecostes do século XX, vendaval tão extraordinário que ainda não chegamos a digeri-lo – temos uma indigestão do Concílio. É um pouco por isso que acontece um certo desnorteamento. Mas, uma vez feita a assimilação, virá a nova primavera...”.83 Foi assim com nosso Fundador: “O espírito do Fundador que está na origem dessas atitudes é o Espírito Santo... O Fundador recebeu um ‘carisma de fundação’... Mas quem distribui os carismas para as funções? O Espírito Santo, o Espírito de Jesus... Todo fruto autêntico produzido num membro ou num órgão – instituição, corporação, etc. – e que traz os sinais do Espírito, não se deve, em última instância, à fecundidade desse membro ou desse órgão, mas ao mesmo Espírito: deste vem toda sua riqueza e sua qualidade; daqueles vem a transparência e a fidelidade... As atitudes do Fundador, pode-se afirmar que são a resultante da impulsão do Espírito e da fidelidade a esse Espírito”.84 A Circular sobre A Fidelidade revela o trabalho imenso do Espírito numa multidão de Irmãos, nas circunstâncias mais diversas de graça, de pecado, de dramas e de vitórias, de crise, de quedas, de reerguimentos, de feridas e beijos da graça. Basílio vê tudo como um presente do Espírito Santo: “Há uns sete anos que, pela primeira vez, me veio – como um raio de luz – a intuição deste livro. Ao redor dessa intuição aglutinou-se uma montanha de confidências emocionantes que eu tinha recebido e recebia. E meu coração se maravilhava diante de todas essas formas de fidelidade e perseverança em nossa Congregação”.85 É bem assim que o Espírito trabalha. Basílio, ele mesmo atento aos impulsos do Espírito, quer orientar mais a Congregação para os pobres e para as missões. Esses serão dois pontos importantes no seu governo. Aos que ficam insensíveis a essas duas urgências, ele diz: “Se não se sente isso e se não se queima de uma chama interior, todos os conselhos e apelos cairão no vazio... nada se realiza se o Espírito não queima no interior”.86

Muito ainda poderia ser dito sobre o Espírito Santo, porque na vida, na fé e nos escritos de Basílio, ele é uma presença constante. O risco é pecar por abundância. Ele não tem nenhuma reflexão específica sobre o Espírito Santo,87 mas encontramos uma emergência freqüente como a manifestação da alma que faz viver. Ele é o Paráclito que o conduz e que ele invoca. Ele está sempre presente quando Jesus está presente, a ponto de se poder atribuir aos dois características e atividades semelhantes. Poderíamos dizer que Jesus é o ser amado, ao passo que o Espírito é o fogo desse amor no coração de Basílio.





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