AtualizaçÃo do livro dos faleiros por base o livro dos



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[============================ ATUALIZAÇÃO TOMANDO COMO . . BASE O LIVRO DOS

FALEIROS EDITADO EM 1968, POR OSÓRIO FALEIROS ROCHA.

X............X............X............X............X..........X............ X............X............X............X...........X........


No famoso livro dos Faleiros logo de início o autor deixa a seguinte observação:

NOTA DO AUTOR: Pede-se aos leitores que encontrem falhas ou enganos nos informes constantes deste livro, o obséquio de encaminhar correções e complementos ao autor, Caixa Postal 297 – Barretos – Estado de São Paulo.

Nós os Faleiros ou Falleiros, dessa região de Franca, Capetinga, Patrocínio Paulista, Passos, Cássia, Uberaba, Barretos e adjacências, devemos uma enorme gratidão a OSÓRIO FALEIROS ROCHA, que iniciou os apontamentos da nossa árvore genealógica, a partir de JOSÉ JUSTINO FALEIROS e JOANA GOMES MOREIRA ou D`ASSUMPÇÃO (meus bisavós), que casaram em 10/02/1817 na freguesia de Franca. Muitos Faleiros ajudaram Osório nesse seu trabalho. Eles elegeram José Justino Faleiros como nosso Patriarca e foram catalogados mais de 3600 Faleiros, que deles descendem, em seu livro que editou em 1968. Decorridos quarenta e cinco anos, eu Lúcio de Oliveira Faleiros decidi atualizar, na medida do possível, os dados desse precioso livro.

Nesses sete anos de pesquisa consegui aumentar os dados do Osório em 100%. Há por tanto, mais de 7200 Faleiros cadastrados. Estimo que os descendentes de José Justino Faleiros e Joana Gomes Moreira nesse ano de 2015 alcancem uma cifra entre 30 mil a 40 mil elementos. Dos descendentes de meu avô JOÃO CÂNDIDO FALLEIROS, filho caçula do Patriarca, o nono filho, que casou com a batataense ANA ALVES FERREIRA e em segundas núpcias com minha avó INOCÊNCIA GARCIA FALLEIROS, creio ter conseguido sua descendência quase completa.

Gostaria que encaminhassem correções e complementações para São Joaquim da Barra, CEP-14 600 000- Rua Goiás, 911 ou pelo e-mail isalu@netsite.com.br - Telefone: 0XX (16) 3818 2335, ou melhor ainda, pelo meu “face”.

No livro do nosso parente Osório, ele usou uma nomenclatura tomando por base JOSÉ JUSTINO FALEIROS, que ele elegeu como o nosso Patriarca, da região acima citada. Eis as nomenclaturas :

F(filhos que eram em número de 9); N(netos que eram em número de 55); BN(bisnetos em número de 302); TN (trinetos em número de 1045); 4N(tetranetos); 5N (pentanetos), etc... Eu sou um dos três últimos bisnetos vivos, de José Justino Faleiros, nesse ano de 2016, eu nasci em 05/10/1924 em S.Joaquim da Barra. Onde resido..

Uma turma entusiasta de Falleiros, descendentes de JOSÉ AUGUSTO FALLEIROS e MARIA DE PÁDUA FALLEIROS, que se reúne anualmente em sua FESTFALL, em Franca, que não apareciam no livro, consegui encontrar seus ascendentes e os registrei nessa minha atualização. Além disso, em meu “face” coloquei sete álbuns, com mais de 2000 fotos de Faleiros, tudo em ordem cronológica tomando como ponto de referência os 55 netos do Patriarca. Somente no último álbum, “Álbum sem título¨, coloquei novas fotos, não obedecendo a ordem cronológica inicial. Mesmo assim nesse último álbum conservei uma certa sequência obedecendo a ordem existente no livro do nosso parente Osório.em Quem tiver o precioso livro dos Faleiros pode seguir as minhas atualizações tomando por base os N, BN e TN desse livro, que conservei quase as mesmas numerações. No seu livro o doutor Osório se classifica como o bisneto número 124 (BN124), do nosso Patriarca José Justino Faleiros, este nasceu em 1793, em Oliveira (MG), com os dizeres:

BN124- OSÓRIO FALEIROS DA ROCHA (Dr.) advogado nascido a 12 de março de 1885, na Fazenda Paraíso, no município e depois comarca de Patrocínio Paulista, antes Patrocínio do Sapucahy, Estado de São Paulo. Estudos preliminares nas escolas dos Irmãos Matos, ou seja, o Colégio Nossa Senhora da Purificação, dos professores portugueses Antônio Corrêa de Matos e Francisco Corrêa Soares; depois aluno da escola rural da Fazenda Taquaral, regida por Virgílio de Oliveira Lima. Em 1899 freqüentou, em Franca o Colégio Varela e, como este se fechou logo depois, passou para o Colégio São Vicente de Paulo, do Dr. Tristão Júnior e Alberto de Azevedo. Em 1904 voltou a Franca deixando a Fazenda Estiva de seus pais e trabalhou na Farmácia e Drogaria Francana de Gustavo Martins de Cerqueira, baiano. Dela passou para a Farmácia Santo Antônio do sergipano Sr. José Vieira de Figueiredo. Abriu uma selaria que durou alguns meses, voltou para a Farmácia e Drogaria Francana, e afinal entrou para o gabinete dentário do Sr. João Rodrigues a fim de aprender com ele a profissão. Como dentista prático trabalhou em Patrocínio, Franca e algumas fazendas e seguiu para Barretos com José Garcia de Vassimon, no dia 3 de dezembro de 1907. Em Barretos deixou a profissão de dentista e entrou para o cartório de Registro Geral de Hipotecas e Anexos, sendo, meses depois, nomeado suboficial. Em 1914 tirou provisão de advogado e exerceu essa profissão até 1918, foi escrivão da Coletoria Estadual e ao mesmo tempo se preparava para entrar na Faculdade de Direito, o que conseguiu em 1923. Diplomando-se em 1928.

A 19 de outubro de 1912 contraiu matrimônio com dona GENOVEVA FRANCO ROCHA, filha de Joaquim Alves Franco e de dona Maria Osória de Carvalho Franco esta, filha de Gabriel Diniz de Carvalho Franco e dona Maria Osória Corina Franco e aquele, filho de Antônio Bernardino Franco e dona Maria Carolina Alves Franco. Colaborou na Imprensa local. Foi redator do “Correio de Barretos” e do primeiro Diário de Barretos, da “Cidade de Barretos, etc”... Esteve advogando em Araçatuba 1925/26. Morou em Ribeirão Preto em 1924 e em São Paulo nos anos de 1924 e 1953 e 1956.
Observação: Os nomes precedidos de quatro asteriscos (****), indicam Faleiros cujas fotografias aparecem nos álbuns por mim postados no meuface e na internet.
P R E Ã M B U L O ( do famoso livro dos Faleiros,1968)
Há vários anos reunimos os vários informes a custo conseguidos, relativamente à nossa família, e demos a JOSÉ JUSTINO FALEIROS o papel de Patriarca, do tronco dos Faleiros, na parte radicada e a desenvolver-se no Estado de São Paulo, Triângulo Mineiro e em todo o sul de Minas Gerais.

Ficou então lançada a versão corrente entre as pessoas consultadas:

JOSÉ JUSTINO FALEIROS viera de Oliveira ou de Tamanduá, MG, atravessara o Rio Grande e se fixara numa fazenda próxima do “Arrayal Bonito do Sertão do Capim Mimoso”, que, elevado a Freguesia, veio a receber o nome de Vila Franca do Imperador, instalada em 1824.

Mais tarde, José Alves de Souza Faleiros Júnior (TN819-Juquinha), farmacêutico, residente em Patrocínio Paulista, vindo a ter conhecimento de um dos três exemplares datilografados, do nosso aludido trabalho, por ele se interessou e desde então nos vem estimulando a prosseguir na tarefa, a completar e corrigir os dados, e prestando a sua valiosa contribuição para o aperfeiçoamento e ampliação dos nossos apontamentos, arrancou-os assim do esquecimento e enriquecendo-o com múltiplas notas a mais por ele colhidas na sua zona, na Capital, e em longínquos núcleos da Alterosa.

À luz desses preciosos elementos vamos mais uma vez passar a limpo o já longo esboço, para que de todo não se perca.

A José Alves de Souza Faleiros Júnior , devemos muito pelo grande número de informes preciosos, que teve o cuidado de rebuscar, pesquisar, em Patrocínio, Franca, Ribeirão Preto, São Paulo, em várias cidades de Minas Gerais e onde quer que vislumbrasse a possibilidade de encontrar dados interessantes.

A sua preciosa colaboração duplicou, triplicou o valor deste ensaio, em virtude de muitas cópias que dele foram feitas, graças à boa vontade do Juquinha, a quem por isso, aqui deixamos desde logo consignadas estas palavras do mais sincero reconhecimento extensíveis ao Dr. Mario Faleiros (TN450), Stela e Mercedes (TN448 e TN449), Teodomiro Faleiros (BN166) e os demais que prestaram a sua colaboração e a ajuda financeira que possibilitou a (embora limitadíssima) primeira edição do nosso livro.

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J O S É J U S T I N O F A L E I R O S, nasceu pelo fim de novembro de 1793, em Oliveira, ali foi batizado a primeiro de dezembro do mesmo ano, recebendo na pia batismal o nome de JOSEPH FALEIROS DE AGUIAR, como veio a assinar ou JOSÉ FALEIROS DE SANTANA, e finalmente JOSÉ JUSTINO FALEIROS, ora com um só l, ora com dois ll, como se evidencia de vários documentos.

Era filho do alferes JOSEPH FALEIROS DE AGUIAR e sua mulher dona ANA JOAQUINA DO SACRAMENTO. Por parte paterna era neto de MANOEL FALEIROS DE AGUIAR e FRANCISCA DA CONCEIÇÃO, e pela materna, de ANTÔNIO VIEIRA VELHO e MARIA DO SACRAMENTO.

Empregou-se na Fazenda Sobradinho, em torno e 1813, pequena parte de um verdadeiro latifúndio pertencente a ANTÔNIO ALVES GUIMARÃES, esse moço de menos de trinta anos de idade gozava de geral conceito nesse recanto da Província, nas divisas com as do seu nascimento. A 10 de fevereiro de 1817 (com 22 anos) veio a se casar com JOANA GOMES MOREIRA. Ela era filha do patrão Guimarães e de sua mulher dona Josefa Gomes Moreira, .

Do livro da paróquia de Franca arquivado na Cúria Metropolitana de Ribeirão Preto (anos de 1806 a 1818) consta a fls. 6v. o assentamento do casamento de José Justino Faleiros.

“Aos dez de fevereiro de mil oitocentos e dezessete anos, nesta Freguesia de Franca a uma hora da tarde feitas as Admoestações Cannonicas e sem resultar impedimento algum com Provisão do Reverendo Vigário da vara Joaquim Martins Rodrigues em minha presença receberão em matrimônio por palavras do presente José Falleiros de Aguiar digo Santana, natural da Villa de São José, Bispado de Mariana, filho legítimo do Alferes José Falleiros de Aguiar e de Ana Joaquina do Sacramento, Joana Gomes Moreira, natural da Freguesia de Piumhy, do mesmo Bispado , filha legítima de Antônio Alves Guimarães, logo lhes conferi as bençans nupciais na forma do Ritual Romano. Foram testemunhas Antônio Vieira Velho e o Alferes Joaquim Pereira Coitinho, casados, todos desta Parochia. O Vigário (a) Joaquim Ms Roiz, Antonio Vo , Alf. Manoel Jm. Pra Coitinho”

A noiva era irmã de Antônio Alves Ferreira que casara com dona Joaquina, a famosa “Velha da Serra”, ou Madrinha da Serra de quem trataremos oportunamente. Desse casal eram descendentes também Francisco e José Alves Ferreira e Lauriana esposa do tenente Albino Nunes, pai de Helena e Vicente Nunes Ferreira.

Antônio Alves Guimarães (pai da noiva), natural da Freguesia de Martinho do Cardoso, Termo dos Guimarães, do Arcebispado de Braga, Portugal, e filho de Manoel Alves de Faria e D, Ana de Abreu, em data de 23 de julho de 1804 obtivera Carta de Sesmaria assinada pelo então Governador Antonio José da Franca e Horta, compreendendo três léguas de testada e uma de fundo na paragem constante de seu pedido a saber, - Macahubas – onde, vinha ele cultivando de longa data, terra, com escravatura e abundante criação de gado vacum.

Na fazenda de “Macahubas”, ou “ Jardim das Macahubas”, Guimarães fixou, pois, a sua residência, depois de morar em vários pontos da vizinha Província de Minas.

Sua esposa D. Josefa, era filha de Manoel Gomes Ferreira e D. Violante Moreira de Assumpção, natural de Ituviava, ou Itubiava ( como é também escrito), na Comarca de Rio das Mortes. Aí em Ituviava nasceu o primogênito do casal ( Antônio ) e a última (a caçula ) em Piuí ( Piumhy ) . “ Não me foi possível encontrar essas denominações de Ituviava, nas Geografias atuais”- José Alves de Souza Faleiros Junior.

Aos filhos varões, Antônio Alves Guimarães dava os apelidos “Alves Ferreira”, certamente em virtude do seu casamento com a filha de um Ferreira ( o Manoel Gomes ) e às filhas o apelido de “Assunção” ou “ Moreira” – de sua sogra. A sua descendência era de dez filhos assim enumerados e nomeados em seu testamento lavrado no sítio do “Jardim das Macahubas”, aos 28 de novembro de 1825 : Antônio, casado e falecido; Manoel e Domingos, casados; Joaquim, solteiro; Ana, Maria, Josefa, Antônia, Francisca e Joana, todas casadas. O testador era viúvo desde 21 de julho desse ano, e dona Josefa também havia feito testamento em data de 3 de novembro de 1820. Nascera ela em 1758, morrera pois com 67 anos.

José Justino Faleiros tinha um certo preparo intelectual, meteu-se na política e foi eleito vereador à Primeira Câmara Francana, tendo ali, assistido , no dia 28 de novembro de 1824, a cerimônia da instituição da Vila, e a 9 de novembro à demarcação do Rocio. Eis como o Dr. Afonso José de Carvalho ( M. Juiz de Direito da Comarca de Franca, em certa época deste século) descreve, no Almanaque de Franca” de 1912, esse importante acontecimento “... e desta sorte , foi somente no auspicioso ano de 1824 que o presidente da Província , o ilustre Lucas Moreira (?) de Barros, lavrou a portaria de 14 de outubro, ordenando o Ouvidor Geral da Comarca de Itu se desempenhasse , com a maior brevidade possível, da incumbência de erigir em Villa, a Freguesia , sendo, porém advertido que a nova Villa se denominaria Villa Franca do Imperador. E foi então que o nobre Ministro, Sr. Dr. Antônio de Almeida e Silva Freire da Fonseca, do Desembargo de Sua Magestade Imperial, Ouvidor Geral da Fidelíssima Comarca de Itu, com Alçada na Cível e Crime, Provedor dos bens da Fazenda dos Defuntos e Ausentes, Capela, Resíduos, Órfãos e Cativos, Comissário Intendente da Polícia Superintendente das Terras e Águas Minerais e suas repartições, Juiz das justificações da Índia e Minas, e mais incumbências anexas depois de lavrar o competente edital de 21 de novembro , passou-se para a Freguesia de Franca , onde , no dia 28 do mesmo mês, e da era cristã do ano de 1824, com grande solenidade , à vista das pessoas mais qualificadas da mesma Freguesia “e cidades della”, bem como da Freguesia de Batatais , proclamou aos povos a suspirada ereção; ouvido o que pelas pessoas presentes, “mostrara a maior alegria”, conforme se lê no auto lavrado pelo Escrivão da Ouvidoria, José Manoel Lobo. . Confirmada a criação do primeiro Ofício, dada posse solene à nova Câmara, demarcou-se com entusiasmo, a 9 de novembro, o Rocio da Villa no rumo do Norte e do Sul, fincando-se paus como testemunhas, ficando muito bem consignado no auto, que as testemunhas de pau aroeira, uma olhava para o Note e a outra para o Sul. E que as testemunhas de pau de angico uma olhava para Leste e a Outra para Oeste . E assim se fizeram outros prestantes sinais, com assistência austera do nobre Ministro. E em todos os marcos afincados para demarcação do Pelourinho, foi pelo próprio porteiro José Joaquim Gomides, publicado em altas vozes, por três vezes :- “Marco do Rocio da Villa Franca do Imperador” .

E diz o escrivão José Manoel Lobo, no seu auto, que durante estas publicações clamantes “ não houve pessoa alguma que se opuzesse’ . Pudera! Regozijados, sim. estavam todos pela realização do seu formoso sonho. E foi por certo com os olhos rasos de água, que, depois da rubrica do nobre Ministro , lançaram sobre o papel os seus respectivos nomes, os “ Principais da terra, velhos sustentáculos da pretensão indígena – o velho Capitão Hipólito, os ilustres camaristas, Padre Antônio Martins Rodrigues, José Justino Faleiros, Francisco Rocha Nunes, José Simão de Almeida, e José Rodrigues de Barros” ( Vide Dr. Afonso José de Carvalho, “ A Franca, Esboço Histórico” Almanach de Franca de 1912, organizado por Vital Palma, página 46/47 e também de 1915 , nas páginas 124 e 125 e ainda o Almanaque Histórico da Franca de Higino Andrade do Nascimento e Eufrazino Moreira, pág. 13 e 14 ).

No assento do seu batismo José Justino Faleiros figura com o simples nome JOSEPH, no do seu casamento é JOSÉ FALEIROS DE SANTANA e assim também no testamento de D. Josefa Gomes Moreira, sua sogra, em 3 de novembro de 1820: no auto acima mencionado e no testamento de Guimarães , em 1825, JOSÉ JUSTINO FALEIROS. Nas atas da Municipalidade, assinava ora Faleiros com um só l, ora Falleiros com dois ll. Uma de suas cartas, datada de 19 de abril de 1856, um só l . Eis a carta:

“Illmo Senr. Antonio Justino Faleiros,

Morro Redondo 19 de Abril de 1856,

Meu estimadíssimo filho, o remédio que fui arranjar no Ten.Cel. Ferreira .Pinto, pa. Sua mãy, arranjei e trago.. Vem também a receita pa. a Maria Liciana, fui

passar por São Sebastião pra Visitar o meu Amigo Senr. Ten José Joaquim , graças a Ds, fiz uma viagem. feliz. Remeto o seu cavallo. Ds. lhe saúde de me ter servido com Hele, me mande o cavallo do Joaqm, pelo próprio. Mt. Me recomendo minha filha Senra. Maria Barbara e a Come. Lucinda e a todos em geral, pois sou seu com mta estima voço Pay que muito lhe estima . a) José Justino Faleiros.

No sobrescrito:

“Illmo, Senr. Antonio Justino Faleiros G. Ds. Na sua Fazenda Sapé.

Por próprio.”

Nessa carta, mais de uma vez escreveu com um só l o apelido “Faleiros”. Note-se que também se escrevia com um só I esse sobrenome quando completava o qualificativo de Ruy Faleiro, de Portugal, o sábio cosmógrafo que Fernão de Magalhães escolhera para o acompanhar aos paços dos reis católicos da Espanha, mas que não pudera entrar na comitiva do famoso navegador, em virtude de haver enlouquecido nas vésperas da viagem.

JOSÉ JUSTINO FALEIROS estava como presidente da primeira Câmara da Villa Franca do Imperador em 1824 e em várias outras legislaturas, nos anos de 1830. de 1832, de 1840, etc...

Ocorre que em 1833 havia sido criado o Distrito de Macahubas, na zona denominada “Barro Preto”, margem esquerda do rio Sapucahyzinho , alguns quilômetros distante da atual cidade de Patrocínio Paulista, outrora Patrocínio do Sapucahy .

José Justino Faleiros teve de deixar por algum tempo a vereança, em virtude de ter sido nomeado Juiz de Paz desse distrito, que aliás teve pouca duração.

As freqüentes discórdias entre os mineradores instalados na região, deram razão a reclamações e providências dos fazendeiros e outras classes. O governo suprimiu o Distrito de Macahubas e desapareceu o povoado que dera motivo à sua criação. Ao mesmo tempo um novo núcleo ia se reunindo na região, o povoado de Patrocínio. Suprimido em 1852 o Distrito de Macahubas ( ou de Santa Bárbara como também era chamado), em 1861 novamente José Justino Faleiros se elegeu vereador.

Aos 21 de janeiro de 1863, faleceu em Franca, na sua casa à Rua do Comércio, com 70 anos, pois nascera em 1793.

Evidentemente esse homem que escolhemos para ser o Patriarca dos Faleiros do Brasil, foi pessoa de notável projeção social e uma folha de serviços prestados à coletividade, pouco comum. Camarista durante quase 40 anos, Juiz de Paz, ocupou os postos de Alferes, Sargento Mor, Major e a 28 de fevereiro de 1855, o Imperador lhe outorgou o posto de Tenente - Coronel e comandante do Batalhão número 31 da Guarda Nacional da cidade de Franca.

A família Faleiros dessa nossa região de Franca teve sua origem na Vila da Praia da Ilha Terceira, bispado de Angra, no Arquipélago dos Açores, segundo o testamento de MANOEL FALEIRO ou FALEIROS DE AGUIAR , avô do nosso Patriarca JOSÉ JUSTINO FALEIROS. Este nosso patriarca se notabilizou como político nos primórdios da Vila Franca do Imperador.

“Eu MANOEL FALEIROS DE AGUIAR, morador na minha fazenda Bom Retiro da aplicação da Capela de Oliveira da Freguesia da Vila São José em Minas Gerais, da comarca do Rio das Mortes, achando-me bastante enfermo, mas em perfeito juízo e entendimneto e não sabendo quando Deus ( ... ). Ordeno este testamento e última vontade na forma seguinte: sou católico ( ... ) natural e batizado na Vila da Praia da Ilha Tereira, bispado de Angra, filho legítimo de JOSÉ FALEIROS DE AGUIAR e ESPERANÇA DE Jesus, casado com FRANCISCA DA CONCEIÇÃO, de cujo casamento tivemos cinco filhos : JOSEFA, GENOVEVA, ESPERANÇA, MARIA e JOSÉ” ( Testamento de 1786 ) . . Este seu filho José que tinha o seu nome e sobrenome igual ao do avô ( José Faleiros de Aguiar) , é o pai de nosso Patriara José Justino Faleiros.

O PATRIARCA JOSÉ JUSTINO FALEIROS E JOANA TIVERAM 9 FILHOS:

F1- FRANCISCO JUSTINO FALEIROS (Chico Faleiros) – *18/04/1832. Pág.8

F2- JOSÉ ALVES FALEIROS – *16/02/1820. Pág.58

F3 – ANTÔNIO JUSTINO FALEIROS – *03/02/1822. Pág.220

F4 – D. MARIA JUSTINA DE JESUS – *30/08/1925. Pág.221

F5 – D. MARIA CÂNDIDA DE JESUS –.*16/05/1936. Pág.284. . . F6 – D. MARIA DO CARMO FALEIROS – *05/08/1927. Pág.284

F7 – JOAQUIM ALVES FALEIROS – *novembro de 1823. Pág.291

F8 – FORTUNATO JUSTINO FALEIROS – .*31/10/1833. Pág.308

F9 – JOÃO CÂNDIDO FALLEIROS –*05/12/1837. (Meu avô) Pág.309

Se o livro dos Faleiros fosse obedecer corretamnte a data de nascimento de seus filhos, a ordem seria a seguinte: F2 – F3 – F7 – F4 – F6 – F1 – F8 – F5 – F9( meu avô).


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