Ata da ducentésima sétima reunião ordinária


Tadeu Thomé - Coordenador do Departamento de Coordenação e Transplantes da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos – ABTO



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Tadeu Thomé - Coordenador do Departamento de Coordenação e Transplantes da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos – ABTO: Achei muito pertinentes as colocações, e a gente sempre vê num público assim que toda vez que você toca no assunto de transplantes, várias pessoas participantes se aproximaram do processo como paciente, como vítima às vezes de uma estrutura inadequada e foram prejudicadas. A doutora Rosana já preencheu vários check list meus aqui, mas uma coisa importante que o Volmir levantou e a Maria Laura também, com relação ao foco na família. Nos cursos de capacitação que a gente tem para coordenação de transplante, estamos sempre incentivando que o acolhimento familiar, este é o termo, seja um foco principal para esses pacientes e para esse processo de ação transplante. Como a Maria Laura colocou bem, não só para doação de órgãos, mas quando entra no hospital merece todo acolhimento como qualquer outro paciente, mas muitas vezes a família é entrevistada, alguém senta para conversar com a família só no momento para falar do diagnóstico da morte encefálica, e para falar sobre a doação de órgãos. Trocou plantonista e trocou médico e ninguém deu nenhuma informação e o único momento que senta para conversar é para falar sobre doação de órgãos. Então é óbvio que isso tem impacto grande na recusa familiar. Então existe um trabalho que feito pela doutora Bartira, que entrevistou várias famílias que passaram pelo processo da doação e perguntaram. Vocês doariam novamente? E o resultado foi interessante que 70% dessas famílias que doaram os órgãos numa determinada região de São Paulo, doariam novamente e 30% não. E dentro dessas 30%, a grande causa foi a demora na liberação do corpo. Não só na liberação do corpo, porque o processo começa quando o indivíduo está interrogado se está em morte encefálica ou não, e depois disso passa por várias etapas, e entrevista familiar é uma delas. E depois que termina a cirurgia, o hospital pensa que acabou o papel deles, só que o corpo ainda vai para o IML, porque a causa de forte encefálica, por exemplo, foi um trauma. Então, tem mais o tempo do IML, e então a gente incentiva os coordenadores de transplante a ajudar até numa logística para agilização do IML. O IML poderia ir até o hospital através do médico-legista para fazer o laudo atestado, ou de repente num determinado local passar o doador de órgãos na frente dos outros. Não sei, é uma pergunta, não estou dizendo que essa é a melhor saída, mas é uma discussão a respeito disso. Foco familiar, acolhimento familiar, a gente acha que isso é o grande segredo. Outro detalhe importante que a Cleuza perguntou. O órgão transplantado, se esse transplantado tiver morte encefálica, esse órgão que foi implantado nela pode sim ser doado para outras pessoas. Quantas vezes esse órgão permitir, de acordo com suas funções através de análises clínicas e laboratoriais. Perguntaram sobre porque não aumenta a captação de órgãos? Esse, eu acho que é o mais relevante, porque quando a gente fala de critérios expandidos é a maior alternativa visto que a doação é baixa, e tem uma demanda alta na fila. Então existe um trabalho assim do Ministério da Saúde através da doutora Rosana e de outras iniciativas para aumentar essa captação de órgãos, esse é o foco. E uma das medidas que nós enxergamos que é a melhor é a capacitação e treinamento de profissionais na Saúde. Campanhas são ótimas, muito bem vindas, trazem muitas vezes resultados indiretos, mas o melhor é você treinar e capacitar o médico que está na UTI, o enfermeiro que está na UTI, o Assistente Social, o Psicólogo que estão fazendo parte dessa equipe inter hospitalar, para que eles sim aumentem a identificação desses indivíduos que podem virar doadores, otimizem a manutenção hemodinâmica, façam uma entrevista familiar adequada para que mais órgãos sejam disponibilizados para o sistema. Então, a gente entende que a capacitação de recursos humanos é o grande investimento para a captação de órgãos.

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