As Cinco Linguagens do Amor


A Quinta Linguagem do Amor: Toque Físico



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8. A Quinta Linguagem do Amor: Toque Físico


Há muito se sabe que o toque físico é uma forma de se comunicar o amor emocional. Inúmeras pesquisas na área do desenvolvimento infantil chegaram às seguintes conclu­sões: Os bebês que são tomados nos braços, beijados e abra­çados desenvolvem uma vida emocional mais saudável do que os que são deixados durante um longo período de tem­po sem contato físico. A importância do toque no que se re­fere às crianças não é uma idéia moderna. Durante o minis­tério terreno de Cristo, os hebreus que moravam na Palesti­na reconheciam que Jesus era um grande mestre e levavam seus filhos até ele para que tocasse neles.1 Como podemos nos lembrar, seus discípulos repreenderam aos pais daque­las crianças, pois acharam que o Filho de Deus estava ocu­pado demais para aquela atividade tão “frívola”. Porém, as Escrituras afirmam-nos que Jesus se indignou com os seus seguidores e disse: “Deixai vir a mim os pequeninos, não os embaraceis, porque dos tais é o Reino dos Céus. Em verdade vos digo: Quem não receber o reino de Deus como uma criança, de maneira nenhuma entrará nele. Então, tomando-as nos braços e impondo-lhes as mãos, as abençoava.”2

Pais sábios, em qualquer cultura, também tocam seus filhos de forma amorosa.

O toque físico é também um poderoso veículo de co­municação para transmitir o amor conjugai. Andar de mãos dadas, beijar, abraçar e manter relações sexuais são formas de se comunicar o amor emocional para o cônjuge.

Os antigos costumavam dizer: “O caminho para se con­quistar o coração de um homem é através de seu estômago”. Muitos deles engordaram tanto a ponto de correrem risco de vida, devido às esposas serem adeptas desta filosofia. Natu­ralmente, os antigos não se referiam ao coração físico, mas ao centro do romantismo. Seria mais adequado dizer: “A forma de alcançar o coração de alguns homens é através de seus es­tômagos”. Lembro-me bem das palavras de um certo marido:

“Dr. Chapman, minha esposa é uma cozinheira de for­no e fogão. Ela gasta horas cozinhando. Faz os pratos mais elaborados que existem. E quanto a mim? Sou um daqueles homens que apreciam purê e carne moída. Vivo dizendo que ela está gastando muito tempo na cozinha. Eu adoro comida simples. Ela fica aborrecida e diz que não gosto dela. Mas eu a amo! Só desejaria que ela facilitasse as coisas para si mes­ma e não gastasse muito tempo com pratos tão trabalhosos. Dessa forma, passaríamos mais tempo juntos e ela teria mais energia para fazer outras coisas”.

Obviamente, essas “outras coisas” chegavam mais perto de seu coração do que refeições sofisticadas.

A esposa daquele homem era emocionalmente frustra­da. Ela crescera em uma família onde a mãe era uma exce­lente cozinheira e o pai sabia apreciar seus esforços. Ela se lembrava de seu pai ter dito à sua mãe: “Quando me sento à mesa com uma refeição como esta diante de mim, torna-se fácil amá-la”. Seu pai diariamente elogiava os quitutes feitos por sua mãe. Em particular e em público ele elogiava os do­tes culinários da esposa. Aquela filha aprendera direitinho o modelo deixado por sua mãe. O problema é que ela não estava casada com o seu próprio pai. Seu esposo possuía uma linguagem do amor muito diferente.

Em minha conversa com aquele esposo, não levou muito tempo até eu descobrir que as “outras coisas” às quais ele se referia era sexo. Quando a esposa respondia positiva­mente no tocante a relação sexual, ele sentia segurança em seu amor. No entanto, quando por qualquer motivo ela se esquivava sexualmente do marido, nem toda sua habilidade culinária era suficiente para convencê-lo de que ela o ama­va. Ele não era contra os pratos elaborados, mas em seu co­ração eles não poderiam, de forma alguma, substituir aquilo que ele considerava “amor”.

A relação sexual, porém, é somente um dialeto na lingua­gem do toque físico. Dos cinco sentidos, o do toque diferencia-se dos outros quatro, pois não se limita a uma localização espe­cífica no nosso organismo. Pequenos receptores táteis acham-se espalhados ao longo de todo o corpo. Quando esses receptáculos são tocados ou apertados, os nervos carregam esses im­pulsos para o cérebro. Este os interpreta e percebemos o objeto do toque como quente ou frio, áspero ou macio. Causam dor ou prazer. Também os interpretamos como amorosos ou hostis.

O toque físico pode iniciar

ou terminar um relacionamento.

Pode comunicar ódio ou amor.

Algumas partes do corpo são mais sensíveis do que ou­tras. A diferença deve-se ao fato dos pequenos receptores táteis não estarem espalhados aleatoriamente pelo nosso organismo, mas sim distribuídos em grupos. Portanto, a ponta da língua é altamente sensível ao toque, ao passo que atrás dos ombros é uma das partes mais insensíveis. As pontas dos dedos e a ponta do nariz também são áreas extremamente sensíveis. Nosso ob­jetivo, no entanto, não é entender as bases neurológicas das sen­sações do toque, mas sim sua importância psicológica.

O toque físico pode iniciar ou terminar um relaciona­mento. Pode comunicar ódio ou amor. A pessoa cuja primeira linguagem do amor é “Toque Físico” receberá uma men­sagem que irá muito além das palavras “Eu odeio você” ou “Eu amo você”. Um tapa no rosto é algo difícil para qual­quer criança enfrentar, mas para aquela que possuir o “To­que Físico” como primeira linguagem do amor, será devas­tador. Um abraço afetivo comunica amor a qualquer criança, mas aquela que possuir o “Toque Físico” como primeira lin­guagem do amor, desfrutará de forma mais intensa aquele gesto, sentindo-se amada e segura. A mesma atitude é váli­da para os adultos.

No casamento, o toque de amor existe em várias for­mas. Levando-se em conta que os receptores ao toque locali­zam-se por todo o corpo, um afago amoroso em qualquer parte pode comunicar amor a seu cônjuge. Isso não significa que todos os toques sejam iguais. Seu cônjuge apreciará a alguns mais do que a outros. Seu melhor professor, sem dú­vida alguma, será seu (sua) próprio (a) esposo (a). Afinal de contas, ele (ela) é a quem você demonstrará amor. Ele (ela) sabe exatamente o tipo de toque que mais lhe agrada. Não insista em tocá-la (o) de seu jeito e em seu tempo. Aprenda a falar o dialeto dele (dela), pois alguns toques podem ser con­siderados desconfortáveis ou irritantes. A insistência em pra­ticar tais atos pode comunicar o oposto ao amor. Talvez afir­me que você não é sensível às necessidades dele (dela) e não se importa com a sua percepção de prazer. Não caia no erro de achar que o que lhe traz prazer também trará a seu cônju­ge.

Toques amorosos podem ser explícitos e exigir sua com­pleta atenção, como afago nas costas e jogos sexuais que ter­minem em uma relação. Por outro lado, também podem ser implícitos e breves, como um toque nos ombros ao encher uma xícara de café, ou um rápido roçar no corpo ao passar pela cozinha. Toques explícitos, naturalmente, levam mais tempo, não somente a prática deles em si, como também a percepção de como progredir quando se visa comunicar amor dessa forma ao cônjuge. Se uma massagem nas costas comu­nica eficazmente seu amor a seu (sua) esposo (a), então, todo tempo, dinheiro e energia que você gastar para aprender a ser um (a) bom (boa) massagista será, sem dúvida, um bom investimento. Se a relação sexual for o primeiro dialeto de seu parceiro, leia e converse sobre a arte do amor sexual de forma a aprimorar sua expressão de amar.

Toques implícitos de amor levam menos tempo; porém desenvolvem o treinamento, especialmente se o ‘Toque Físi­co “ não for sua primeira linguagem do amor, e se você cres­ceu em uma família onde as pessoas não se expressavam dessa forma. Sentar-se pertinho um do outro no sofá para assistirem televisão, não exigirá tempo extra e poderá comu­nicar amor de forma abundante.

Pequenos toques ao passar por seu cônjuge implicam frações de segundos. Afagos ao sair e ao chegar em casa po­dem envolver beijos e abraços ligeiros mas falarão muito alto para seu (sua) esposo (a).

Uma vez que você descubra que o ‘Toque Físico” é a primeira linguagem do amor de seu cônjuge, sua única limi­tação é sua própria imaginação, quanto às formas de expres­sar amor. Descobrir novas formas e lugares de toque pode ser um excitante desafio. Se você não for alguém que tem o hábi­to de “tocar sob a mesa”, descobrirá que essa prática poderá acender fagulhas quando jantarem fora. Você poderá encher o “tanque do amor” de seu cônjuge, se caminharem de mãos dadas até chegarem ao carro, mesmo que você não tenha o hábito de fazer isso em público. Se você, normalmente, não beija seu cônjuge ao entrar no carro, poderá descobrir que esse gesto tornará sua viagem mais atraente. Abraçar sua esposa antes dela sair para as compras poderá, além de expressar amor, trazê-la mais rápido para casa. Tente novos toques em novos lugares e pergunte a seu cônjuge o que sentiu: se os achou prazerosos ou não. Lembre-se: a última palavra é dele (dela). Você está aprendendo a falar a língua dele (dela).




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