AraúJO, Carolina de Melo Bomfim



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Encontro23.08.2018
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RESUMOS

ARAÚJO, Carolina de Melo Bomfim. Excelência, poder e princípio: algumas dificuldades da definição de justiça.

Professor Adjunto I no Departamento de Filosofia da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
A tão buscada definição de justiça surge no livro IV da República, a seguir às definições de coragem, temperança e sabedoria, como a forma segundo a qual a cidade participa da excelência (432b). Indica-se, com esse encaminhamento, uma diferença de níveis no interior de um grupo em geral tratado como “as excelências”. A justiça confere poder e salvaguarda aos outros integrantes deste grupo, como apontado em 433b, ou ainda, como aparece em 443b, ela é um poder que causa todos esses outros elementos. Essa prerrogativa da justiça, no entanto, relaciona-se ao fato de que o que agora é apresentado como a sua definição – fazer o próprio – é indissociável do momento de fundação da cidade (433a, 443c). Em jogo está, portanto, o sentido de arkhé, como princípio e governo, e o argumento, talvez estranho, de que só é possível ser justo desde o princípio. Esta exposição dedica-se a tentar esclarecer essa estranheza.

BOERI, Marcelo Diego. ¿Por qué el qumo/j es un “aliado de la razón” en la batalla contra los apetitos irracionales? La explicación de Platón para acercar la cólera a lo racional y no a lo apetitivo.

Professor de Filosofía Antigua en el Instituto de Filosofía de la Universidad de los Andes, Chile.
Hay muchas razones por las cuales se podría argumentar que República IV es un texto importante en la producción filosófica de Platón, pero tal vez una razón decisiva es que constituye el pasaje en el cual aparece del modo más detallado y quizá por primera vez una psicología de partes en conflicto. En esta presentación me propongo examinar las explicaciones (explícitas e implícitas) que ofrece Platón para probar que lo qumoeide/j debe entenderse como una tercera parte del alma diferente de la racional y la apetitiva, aunque “aliada” a la racional. Me centraré en los pasajes en los que Platón investiga por qué lo qumoeide/j no puede ser semejante en naturaleza (o(mofue/j; 439e4-5) a lo apetitivo (como se asume al comienzo de la sección en que se está intentando descifrar en qué consiste esta tercera parte diferente de la racional y la apetitiva). Discutiré especialmente (i) la sugerencia explícita de Platón, según la cual el qumo/j puede tener algún tipo de “creencia o parecer” respecto de una noción evaluativa como “justo” (summacei= tw=| dokou=nti dikai/w|; 440c8); (ii) la duda que experimenta Sócrates cuando sugiere que, si lo qumoeide/j es una forma de lo racional, no habrá tres, sino dos partes del alma (la racional y la apetitiva; 440e8-10) y (iii) la, en cierto modo, sorprendente afirmación de que una persona pueda ser llamada moderada cuando lo que gobierna y los gobernados (i.e. lo colérico y lo apetitivo) tienen una creencia semejante respecto de que lo racional debe gobernar (442c11-12: to\ te a)/rcon kai\ tw\ a)rcome/nw to\ logistiko\n o(modoxw=si).


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