Ana maria candido de menezes raguazi


REVISÃO DA LITERATURA 2.1 Breve histórico do álcool



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2 REVISÃO DA LITERATURA




2.1 Breve histórico do álcool

Registros arqueológicos revelam que os primeiros indícios sobre o consumo de álcool pelo ser humano datam de aproximadamente 6000 a. C., sendo, portanto, um costume extremamente antigo (CEBRID, 2003). A cerveja, proveniente da cultura do arroz na Índia ou da cevada cultivada no velho Egito, foi, provavelmente, a primeira bebida alcoólica elaborada pelo homem em grande escala (FORTES, 1991).

A noção de álcool como uma substância divina, por exemplo, pode ser encontrada em inúmeros exemplos na mitologia, sendo talvez um dos fatores responsáveis pela manutenção do hábito de beber, ao longo do tempo (CEBRID, 2003). Também na Bíblia há várias citações à cultura da uva e ao vinho, ilustrando o seu consumo entre os povos da época (FORTES, 1991).

Os índios da América Central e da América do Sul já conheciam bebidas alcoólicas, obtidas da fermentação de diversos sucos de frutas ou de raízes como a mandioca, quando chegaram os primeiros espanhóis e portugueses. Os peles-vermelhas da América do Norte, em sua maioria, não conheciam os alcoólicos e com a chegada dos primeiros colonizadores europeus, os índios, despreparados, passaram a ingerir bebidas mais fortes, destiladas, com graves consequências (FORTES, 1991).

No Brasil, os índios preparavam o cauim, do tupi ka’wi, bebida fermentada feita pelos índios a partir da mandioca cozida ou de sucos de frutos, como o caju ou o milho, mastigados e depois misturados e postos a ferver em vasilhame especial de cerâmica que, posteriormente, enterravam no chão por alguns dias (FORTES, 1991).

A instalação dos primeiros engenhos no Brasil, logo no começo da colonização, para produção de açúcar de cana e aguardente, no Nordeste, Rio de Janeiro e São Paulo, ofereceu oportunidade para a população mais simples, principalmente índios e negros escravos, de se embriagar com destilados nacionais. E este contribuiu bastante, pela popularidade alcançada em todo o país e pelo preço muito acessível, para o agravamento da alcoolização da população brasileira (FORTES, 1991).

O consumo do álcool aumentou com a produção de bebidas alcoólicas em escala industrial e, principalmente, após sua inserção na sociedade de consumo como mais uma mercadoria a ser vendida à população. Hoje as pessoas são expostas a propagandas muito bem elaboradas, e os jovens e a sociedade de uma forma geral, não associam o uso do álcool como uma droga e assim há um grande consumo em toda sociedade mundial (LEPRE; MARTINS, 2009).



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