Ana maria candido de menezes raguazi



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5.2 Ações realizadas

A Equipe de Saúde da Família Urbana, com apoio do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF), realizou ações educativas sobre o uso do álcool nas escolas municipais do município de Rochedo abrangendo alunos da faixa etária de 12 a 19 anos. Tais ações foram feitas com a participação do corpo docente, diretores, secretários municipais de saúde e educação, além de orientação específica aos pais desses adolescentes.

As atividades educativas tiveram início no dia 18 de fevereiro de 2011, com os alunos do ensino médio da Escola Estadual “José Alves Ribeiro”. Nesse dia, as ações foram realizadas com os alunos do ensino médio, 1º A, 1º B, 2º e 3º anos; sendo que tais alunos que serviram de parâmetro para análise dos resultados atingidos com esse projeto de intervenção. Desse modo, esses alunos responderam a um questionário (Apêndice A), que “compõe-se de um conjunto de questões (abertas, fechadas e/ou mistas), construído a partir dos objetivos e variáveis constantes do projeto, que é preenchido pelo entrevistado” (ANDRADE, 2009, p. 95). E o objetivo desse questionário foi verificar seus conhecimentos acerca do tema e também avaliar o consumo de álcool entre esses jovens e seus familiares. No final das ações, no mês de agosto, esses alunos responderão ao mesmo questionário e assim avalia-se o aprendizado e se houve mudanças no consumo do álcool.

Optou-se em aplicar esse questionário apenas aos alunos do ensino médio devido o pouco tempo que teríamos para desenvolver o projeto de intervenção.

As equipes do NASF e ESF, do dia 21 a 24 de fevereiro realizaram atividades educativas sobre os temas: álcool e drogas ilícitas, DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis) e violência, para os adolescentes e jovens a partir de 12 anos. Essas ações englobaram os alunos de toda rede de ensino, tanto municipal como estadual. Mas tais alunos não participaram do questionário, pois pelo pouco tempo que possuíamos para desenvolver o projeto de intervenção, optou-se em avaliar apenas os alunos do ensino médio.

Além dessas atividades com os alunos, foram realizadas outras com os pais durante as reuniões do programa bolsa família, que foram feitas na semana acima citada. No dia 25 de fevereiro, sexta-feira às 18h, aconteceu o encerramento dessas atividades com um evento realizado na Escola Estadual “José Alves Ribeiro”, onde participaram tanto os alunos como os pais.

Nesse evento, ocorreram palestras de convidados: Drª Angélica de Andrade Arruda (promotora de justiça – discorreu sobre a responsabilidade dos pais e a proibição do consumo de bebidas por menores de idade); Paulo Pereira e Osvaldo Cesar Castro (integrantes dos Alcoólicos Anônimos – falaram sobre as consequências morais e familiares na vida de um dependente do álcool e que o alcoolismo é uma doença que pode ser controlada); Sargento Demavais Souza Costa e Tenente Carlos Eduardo Silva Santos (do corpo de bombeiros – alertaram para o risco do consumo de álcool e acidentes automobilísticos e também afogamento, pois a cidade de Rochedo – MS é cortada pelo rio Aquidauana); e por último o Tenente Santos Silva (da polícia militar – abordou também os riscos de acidentes de trânsito após ou uso de bebidas alcoólicas ou drogas ilícitas).

No dia 30 de agosto de 2011 foi realizada a última etapa do projeto com a apresentação de duas peças teatrais tendo como tema o uso do álcool, encenadas pelos alunos do 2º ano do ensino médio, os quais fazem parte do público alvo trabalhado. Tais peças foram apresentadas a todos os demais alunos do ensino médio e professores, sendo que o corpo docente auxiliou os alunos na montagem e ensaio das peças teatrais.

Nesse mesmo dia, após a encenação das peças, os alunos foram ouvidos em rodas de conversa nas salas de aula, cada turma foi ouvida separadamente. Os mesmos tiveram um espaço para relatar o que achou do projeto, sua viabilidade e possível continuação. Após esse tempo de reflexão, os jovens responderam novamente ao questionário inicial para posterior comparação e avaliação de eventuais mudanças.

Um ponto fundamental é a participação efetiva dos alunos com suas opiniões, falas através de rodas de conversa e explanação dialogada, pois como diz Paulo Freire no livro Pedagogia da Autonomia (1996), o educador deve procurar ser “problematizador”, trabalhando com a realidade dos educandos, e não um educador “bancário”, apenas transmitindo conhecimentos e não permitindo ao aluno participar da construção de sua educação. E como educadores em saúde devemos reforçar a capacidade crítica do educando, estimular a curiosidade crítica e assim proporcionar momentos de diálogo, que serão permeados por momentos narrativo-explicativos por parte do educador.

No Manual para Operacionalização das Ações Educativas no SUS – São Paulo (2001) fica claro a idéia que a simples transmissão de conhecimento de como ter saúde ou evitar uma doença, sem a discussão ou reflexão crítica, pouco irá contribuir para que uma população seja mais sadia.

Assim essas ações foram realizadas com o apoio de materiais didáticos como: panfleto informativo, explanação dialogada com o uso de recursos áudio visual, roda de conversa e peça teatral sobre o tema.





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