AlfabetizaçÃo emocional



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14 palestra alfabetizacaoemocional


ALFABETIZAÇÃO EMOCIONAL 
PROF. DRA. DÂMARIS SIMON CAMELO BORGES 
PREFEITURA MUNICIPAL DE RIBEIRÃO PRETO 
Até pouco tempo atrás, o sucesso de uma pessoa era avaliado pelo 
raciocínio lógico e habilidades matemáticas e espaciais (QI). Mas o psicólogo 
Daniel Goleman, PhD, com seu livro "Inteligência Emocional", retoma uma 
nova discussão sobre o assunto. Ele traz o conceito da inteligência emocional 
como maior responsável pelo sucesso ou insucesso das pessoas. A maioria da 
situações de trabalho é envolvida por relacionamentos entre as pessoas. 
Dessa forma, pessoas com qualidades de relacionamento humano, como 
afabilidade, compreensão e gentileza têm mais chances de obter o sucesso.
Quando investigam por que a evolução da espécie humana deu à 
emoção um papel tão essencial em nosso psiquismo, os sociobiólogos 
verificam que, em momentos decisivos, ocorreu uma ascendência do coração 
sobre a razão. São as nossas emoções que nos orientam quando diante de um 
impasse e quando temos de tomar providências importantes demais para que 
sejam deixadas a cargo unicamente do intelecto - em situações extremas ou 
delicadas. 
A alfabetização emocional, então, torna-se pré-requisito para a formação 
de um sujeito moral. Nós podemos entender moral como um sistemas de 
regras e princípios que direcionam o comportamento das pessoas em 
sociedade, assim, considerar uma pessoa moral pressupõe, por parte do 
indivíduo, a legitimação do sentimento de obrigatoriedade, no cumprimento de 
regras que se relacionam ao bem-estar, aos direitos e ao tratamento justo das 
pessoas, ou seja, uma pessoa só é considerada moral, quando ela assume as 
regras, ou seja, é direcionada por um controle interno e não por fiscalizações 
externas. 
A diferença entre a uma pessoa que tem inteligência emocional e uma 
pessoa moral é que a inteligência emocional está mais relacionada à 
competência social, a pessoa sabe o que fazer para obter sucesso socialmente 
e a pessoa considerada moral assume as regras sociais como sendo suas, 
desde que elas sejam referentes ao bem-estar e ao tratamento justo de todas 
as pessoas. 
A chamada alfabetização emocional é a capacidade de entender o que 
está acontecendo conosco no nível emocional, no conceito da psicóloga Susie 
Orbach. Muita gente não percebe suas próprias emoções, sentimentos, 
reações, comportamentos - são os analfabetos emocionais. Quando tais 
emoções e resultantes comportamentos são negativos e a pessoa acha-se com 
o poder na mão, torna-se desastroso para quem tem que se submeter! É 


horrível ser liderado por um analfabeto emocional grosseiro, é horrível ser filho 
de alguém assim, aluno, cliente, fornecedor etc.
Mas o que é que isso tudo tem a ver com a sala de aula? 
Vamos imaginar o início do ano letivo em uma classe de 1º. Ano ou pré-
escola. As crianças agitadas, ansiosas, mas, tudo sob controle. Após uma 
semana a situação não muda muito. Após duas semanas o panorama geral 
começa a se alterar. Após duas semanas, como diz um conhecido meu, o 
pessoal começa a pegar intimidade e aí já viu, começam a ficar à vontade. A 
ansiedade diminui nos alunos e aumenta no professor. Já se sabe quem é o 
“pestinha” da sala, aquele que vai acabar de branquear os cabelos do 
professor, sabemos quem é a “vítima” aquele que apanha e é xingado por todo 
mundo, o “fiscal” que traz notícias de todas as confusões da sala. No fim do 1º 
mês, a situação já é traumática, passa-se mais tempo chamando a atenção dos 
alunos, do que dando aula.
Aí surge a questão: “o que eu vou fazer para esses alunos 
sossegarem?”. “Eu não sei se eles não me ouvem, não entendem ou não 
querem obedecer. Definitivamente não consigo dar aula.” A maioria dos alunos 
não é exatamente umas “pestes”, mas, são disruptivos, em outras palavras, 
agitam: pegam o material do colega sem ordem, provocam, fazem brincadeiras 
de mau gosto, cutucam durante as explicações, conversam e andam fora de 
hora. 
Esse ambiente em uma classe de alfabetização é capaz de trazer 
consequências indesejáveis não só para o professor, mas, principalmente para 
os alunos. Mas será que existem vínculos entre o comportamento dos alunos 
em sala de aula e a capacidade de aprendizagem? 
À primeira vista, sem que seja necessária muita análise, percebe-se que, 
se uma criança não tiver a capacidade de prestar atenção e seguir ordens 
quando está sendo instruída, ela, com certeza, vai ter dificuldades, no mínimo, 
em entender o que é para ser feito. Multiplicando-se essa dificuldade pelo 
número de alunos que há em média em uma sala de aula, conclui-se que
prestar atenção e seguir ordens são habilidades fundamentais para o sucesso 
acadêmico de um aluno. Em pesquisas efetuadas com professores de pré-
escola (Lewet & Baker, 1995) verificou-se que: 
- 84% consideram que é fundamental para o ajustamento da criança em 
sala de aula que ela seja capaz de se comunicar, verbalizando de maneira 
adequada o que ela está pensando, suas necessidades e desejos; 
- 60% acreditam que a criança precisa ser capaz de seguir ordensnão 

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