Abuso sexual



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ABUSO SEXUAL


Rompendo a barreira do silêncio
Texto de Cláudia Shaun Reis e fotos de Rafael Savi
Florianópolis, 8 de março de 2002
O silêncio da noite. Lembranças, sussurros inconscientes, impotência, violência muda. Muitos silêncios povoam a vida de Anahi*, 26 anos, estudante do curso de Química da Universidade Federal de Santa Catarina. Anahi decidiu-se por romper um a um os silêncios que a acompanham. Acabar com a surdez profunda, que se manifestou desde a infância, ainda lhe parece improvável. Calar diante do abuso sexual imposto pelo pai durante quase 12 anos é algo que já não faz mais parte de seu dia-a-dia.
Duas a cada 10 mulheres e um a cada 10 homens são vítimas de violência sexual antes dos 18 anos. Os números, apurados pelo Laboratório de Estudos da Criança (LACRI), do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, demonstram que o abuso não existe necessariamente em determinada classe financeira ou social. Para Anahi, não importa em que gênero, grau, modo e número os abusos se dão. "Toda forma de ´carinho` onde a criança não se sinta à vontade é abuso sexual", afirma.
As primeiras investidas do pai começaram quando Anahi tinha por volta dos 10 anos.

Depois da separação dos pais ela e suas duas irmãs, atualmente com 27 e 22 anos, costumavam alternar noites em que eram impelidas a dormir na mesma cama com o pai. "Nessas ocasiões ele me tocava em determinadas regiões, como as coxas e as nádegas. Com o passar do tempo as ´carícias` foram evoluindo até culminar na prática de sexo oral e tentativas de estupro", conta ela. O conflito era evidente. "Devia ou não devia achar certo? Ou seria: devia ou não devia achar errado? Em ódio, os músculos tentavam resistir e não aceitavam. Em amor filial, o coração não resistia e cedia aos apelos. Não compreendia e compreendia, eis a questão", desabafa.


A maioria das relações incestuosas ocorrem através de carícias ou toques, sem a conjunção carnal (definição da relação sexual onde existe penetração), conforme Gisele Joana Gobbetti, em tese defendida para a obtenção do título de mestre em Ciências na área de Medicina Legal, intitulada Incesto e Saúde Mental uma compreensão psicanalítica sobre a dinâmica das famílias incestuosas (www.sbbioetica.org.br/bol4/incest.htm). Gisele afirma ainda que dificilmente são obtidas provas concretas da violência, pois quando essasrelações são denunciadas o exame de corpo de delito não consegue detectar o abuso.


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