[A vida como ela é] Aquela simpática senhora!


Os animais têm se mostrado muito mais leais a nós do que as pessoas e por isso aprendi a amar os gatinhos



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Os animais têm se mostrado muito mais leais a nós do que as pessoas e por isso aprendi a amar os gatinhos.

*Eu sou um “gato” que ama gatos!*

O que você quer de mim?

Lembro-me de que ela (este meu novo amor) me perguntou desta maneira quando eu disse que a amava! E qual não foi minha surpresa ao me relembrar que também fiz esta pergunta, tão comum entre namorados no início de um relacionamento, pra minha inesquecível e amada Marli. Daí, eu ter pensado exatamente como ela e respondido da mesma maneira instintivamente.

Explico-me. Marli era uma mulher muito rica, bonita, inteligente, carinhosa, olhos verdes, exímia dançarina, pequena, meiga, vaidosa, charmosa, cheirosa, gostosa, etc. Tinha virtudes mil e milhões de encantos no auge dos seus 49 anos em 2004 e eu tinha quase 42 quando nos conhecemos num baile lá em Assis! Após flertá-la por alguns meses, eu criei coragem e fui convidá-la pra dançar, já imaginando que aquela bela mulher poderia me dizer um não. Não foi exatamente como pensei!

Durante a dança eu perguntei a ela: “- Posso saber seu nome?”. E ela me respondeu num leve sotaque italiano e secamente: “- Maria.” Eu disse a ela que me chamava José. Ela então me olhou e continuou: ”- Esses homens são todos iguais.” E eu disse a ela que se alguém mentia, não era eu, pois meu nome era (e ainda é) de fato José Davi! Então ela se desculpou e me disse se chamar Marli.

Perguntei a razão do sotaque e ela me disse ter sido casada com um italiano e a convivência fez com que ela fosse obrigada a falar o italiano; ela era viúva. Então começamos a “parlare” e ela ficou encantada! Não imaginava que eu soubesse italiano, mas logo acrescentei que eu preferia o francês.

Voltamos a dançar e eu então disse a ela: ”- Eu quero você.” E ela riu parecendo não acreditar e não me deu resposta. No domingo seguinte eu fui ao baile e me sentei distante dela, pois eu estava envergonhado. Dancei com outras mulheres quase a metade do baile quando de repente, não mais que de repente, ela me puxou pelo braço e me disse: “- Eu quero você.” E a partir daquele momento me “proibiu” de dançar com as outras e eu prontamente obedeci. E foi aí então que eu perguntei a ela: “- O que você quer de mim?”. Ela me disse: “- Você.” Depois me explicou que seu marido lhe dissera as mesmas palavras que eu lhe disse quando a pediu em namoro. E que ela achou tudo aquilo muito "sinistro", mas que gostava de homens de atitude! Eu fui muito feliz ao lado dela!

E namoramos desde o dia 11 de Agosto de 2004 até 03 de Dezembro de 2005. Depois ela adoeceu e me pediu que não a procurasse mais; atendi o seu pedido a contragosto. Eu a amei muito tanto quanto amo meu novo amor. Ela faleceu no dia 24 de Setembro de 2007 acometida por um câncer de pulmão. Não pude sepultá-la, mas sempre vou ao cemitério de Pedrinhas Paulista pra ficar perto “dela”!



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