[A vida como ela é] Aquela simpática senhora!



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Caí por sete vezes!

Eu ainda era muito jovem e por isso não tinha o discernimento de hoje e fui presa fácil de um mau caráter de um tio de um primo meu que me “roubou”, “furtou”, “enganou-me”, sei lá como dizer, quando naquela fatídica tarde de sábado me pediu cinquenta cruzeiros emprestado dizendo que me pagaria horas depois. Eu acabava de sair da casa do meu patrão, pedreiro, com quem trabalhava de servente de pedreiro com a quantia de noventa cruzeiros e estava a poucos metros do armazém onde eu devia pagar cerca de sessenta cruzeiros da compra da semana. Confiei nas palavras do astuto tio do meu primo e lhe confiei a quantia solicitada até dali há pouco. Até hoje este filho de uma égua não me pagou; são mais de trina e dois anos.

O segundo vigarista era um colega de copo de bar que me pediu quase meses depois a quantia de cinco cruzeiros (o equivalente, na época uma meia dúzia de cervejas). Disse-me ele que precisava pôr gasolina na perua Kombi para ir buscar o pagamento dos colhedores de algodão e que naquela mesma tarde me devolveria o dinheiro. Até hoje não devolveu.

O terceiro foi um pedreiro com o qual trabalhei e que não me pagou por um mês de serviço prestado a ele como servente de pedreiro; em torno de quinhentos e quarenta cruzeiros. O filho de uma boa mãe morreu de tanto beber e ainda não ressuscitou para me pagar.

O quarto mau caráter, já me fez um pouco mais esperto, era meu primo que morou conosco e que se casou às pressas e quando nasceu a sua filha ele estava numa pior e me pediu dinheiro para o enxoval da menina; dei a ele duzentos e setenta cruzados e disse a ele, naquela tarde de janeiro, que ele poderia me pagar em dezembro com o seu acerto de fim de ano sem juros algum. Passaram três meses após o combinado e nada. Quando fui cobrá-lo ele me perguntou se eu tinha algum documento assinado por ele que provasse que ele me devia; não tinha e, portanto, ele nada me devia segundo a argumentação dele. Fiquei furioso e na segunda-feira fui ao local de serviço dele e falei na presença dos seus colegas e chefe, da dívida, em tom raivoso. O chefe de escritório me chamou e disse que ele me pagaria ainda naquele dia, pois o mesmo devia pra a maioria dos seus colegas de escritório. Ele não teria outra saída, ou me pagava ou seria demitido. À noite o seu chefe levou a quantia em minha casa e disse que ele concordou em parcelar a dívida e descontar em seu pagamento. Deste eu recebi!

O quinto trabalhou para mim na construção de minha casa e eu o paguei em dia; mas como era um bêbado e gastador compulsivo, no dia seguinte veio me pedir cem reais emprestado e até hoje não me pagou.

O sexto foi meu cunhado que veio choramingando até minha casa e me pediu trezentos reais; pagou duzentos e nunca mais se lembrou do restante e isso já passam de uns três anos. E finalmente uma ex-namorada do meu filho, em prantos, me telefonou pedindo-me cento e cinquenta reais. Não suporto ver mulher chorando e então caí pela sétima vez nesta “via dolorosa”. Ela pagou cem reais e há dois meses nem se manifestou quanto ao restante e pior ainda é que quando me vê na rua, disfarça no celular e até muda de calçada. Não falarei dos quase quatro mil reais que o meu amado filho me deve; excetuando antigos três, quatro e sete mil reais recentes.

Que Nossa Senhora Aparecida abençoe todos eles neste doze de outubro; Isael, Daniel, “Falecido Zé Prego”, meu primo, “Zé Roberto”, meu Cunhado, a bela Cris e o meu filho! Dinheiro emprestado, nunca mais! E está dito!



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