[A vida como ela é] Aquela simpática senhora!



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O porquinho!

Eu completava dezoito anos verdes e estava no sítio dos meus tios Valdomiro e Ana, juntamente com minha família e meus primos, e lá aproveitávamos a beleza do lugar e fazíamos as nossas travessuras. Isso aconteceu no Estado do Paraná e quando nós passamos pela cidade de “Tamarana” eu resolvi comprar cordas para violão por que sabia que lá tinha um velho violão que podíamos tocar e divertir.

Fomos para o casamento de uma prima minha que hoje mora aqui bem próxima de mim e não com quem se casou, mas com o seu terceiro marido, haja vista que esta história se passou em mil novecentos e oitenta e um, no município de “Ortigueira” no Paraná; mais precisamente no sítio “Gleba 05” (ou será Natingui?); que os paranaenses me corrijam se conhecerem tal região, pois faz muito tempo e eu não me lembro de tudo com mínimos detalhes.

Era uma região bonita, mas me aterrorizava ver meninos ainda jovens com uma “peixeira” ou ainda um “punhal” atravessado nas algibeiras como se ali fosse um lugar de jagunços e matadores. Aquilo me deixou amedrontado e até meus primos exibiam seus “punhais” de cabo preto e branco como se ostentassem valentia. Eu lhes perguntei por que eles andavam armados e meus primos diziam que o lugar era muito perigoso e eles usavam aquilo para se defenderem e outros até portavam revólveres.

Mas vamos ao que interessa, ou seja, falemos do “porquinho” que precisava ser sacrificado com o novilho para a festa de casamento da minha prima Wilma com o Elias. Eu me esqueci de dizer que o armazém ficava uns três quilômetros da casa dos meus tios e duas vezes ao dia nós íamos lá para tomar uma cerveja quente que ficava depositada na mina d’água nos fundos do “boteco” e ainda bebíamos um pinga antes da cerveja quente e depois levávamos para casa um litro de cachaça e um garrafão de cinco litros de vinho. A compra de bebidas para o casamento já estava feita e a cerveja era somente para os padrinhos, sendo cachaça e vinho para os demais convidados.

Eis que chegou o momento de sacrificar o “porquinho” e meus primos e o meu tio confiou-me esta triste missão me dizendo que eu era um “frouxo” e que não teria coragem para matar o pobrezinho. Que eu era “da cidade” e que eu não era homem de verdade como eles. Eu fui insultado e aí então pedi um gole de cachaça e mais outro gole e mais vinho para adquirir coragem. Eles me ensinaram o local onde eu devia introduzir o punhal no peito do pobre animal; na verdade debaixo das axilas dele.

Maldita hora! Para provar que eu era “macho”, apalpei o coração do “porquinho” e cravei, sem piedade, o punhal com muito dó. O “porquinho” não veio a óbito e levantou do banco onde estava deitado e seguro pelos meus primos e saiu em disparada aos berros pelo meio do mandiocal com o punhal cravado em seu peito. Todos riram e eu fiquei apavorado. Foi preciso seguir o rastro de sangue deixado pelo animal para conseguir encontrá-lo morto em meio ao mandiocal. Que horrível; até hoje eu sonho com o pobre animal e ouço os seus berros. É mais um trauma que coleciono! E está dito!



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