[A vida como ela é] Aquela simpática senhora!



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O meu último dia!

Eu não quero que seja amanhã (31/12/2013), pois ainda quero viver mais uns “trocentos” anos! Nem tanto assim, mas quero ver o florir de novas primaveras e poder me deliciar com o perfume das flores que plantei no meu jardim. E quando chegar o meu último dia eu quero que seja primavera, pois se nasci em setembro nada mais justo que o JUSTO me dê de presente a graça de partir no mês primaveril.

Ainda não aprendi dizer adeus, mas sinto que o ano vindouro será mais intenso para mim, pois quero viajar muito e ficar menos tempo aqui. Se bem que as minhas “viagens” mais prazerosas são aqui; aqui eu me liberto de muitas neuroses que outras viagens não seriam capazes de me fazer libertar. Aqui eu tenho a companhia amiga da Maria, a minha terapeuta que não me cobra nada por conselhos difíceis de serem aceitos, mas verdadeiros e reais. Eu estava precisando deste choque com a realidade.

Que o meu último dia aqui seja um convite para a reflexão de todos os meus leitores para que eles não sejam tão “imaturos” quanto eu fui ao imaginar que as pessoas fossem boas. Como já afirmou Rousseau, “o homem é bom, mas a sociedade o corrompe e o deprava”, e depois de inseridos no meio social pouca coisa de bom resta ao ser humano tão dessemelhante entre si. Não podemos esperar do “outro” algo que nos crie expectativa positiva, pois o “outro” um dia vai nos decepcionar como a maioria dos meus colegas de infância.

O Mestre Jordão, que já virou “estrela”, sempre me dizia que eu devia esperar do “outro” sempre o pior para que a minha decepção não fosse maior ainda e me causasse traumas irreversíveis. Eu achava isso de muito mau gosto e pessimismo da parte dele, mas agora com o passar de meio século de existência eu reconheço que ele sempre tivera razão.

A propósito, eu tenho uma irmã que mora em “Sampa” que sempre se refere aos seus colegas como “verdadeiros amigos” e eu estou sempre a alertá-la de que eles não são seus “amigos” e sim colaboradores ou colegas. Ninguém a ama como ela imagina ser amada, exceto o DEUS que a criou semelhante a ELE. Ela insiste em me dizer que eu sou pessimista diante das relações humanas, mas o tempo tem me mostrado que não estão erradas as pessoas que me fizeram pensar assim.

Enfim, eu quero que o meu último dia seja repleto de alegria verdadeira, sincera, sem fantasia, mas com encanto e magia. Eu quero o meu último dia ao lado da Maria e com ela poder gritar aos quatro cantos que a vida é pura utopia. Ah! Quantas “Marias” em minha vida; minha falecida mãe, minha esposa, minha “terapeuta virtual” que me sustentaram nos momentos de fragilidade ontem, hoje e doravante. O meu último dia não será de agonia! Feliz 2014, meus caros leitores. E está dito!



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