[A vida como ela é] Aquela simpática senhora!


Amor e ódio caminham de mãos dadas!



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Amor e ódio caminham de mãos dadas!

Como podem estar intimamente ligados tais sentimentos tão contraditórios? Quem ontem amava tanto, hoje odeia na mesma proporção aquele ou aquela que invadiu e fez morada no seu coração por longos anos. São inacreditáveis estas nuances destes sentimentos tão inexplicáveis e complexos. O amor e o ódio passeando de mãos dadas e lado a lado pelas ruas, até que um deles se revolta contra o outro e surgem tragédias inomináveis em nome do amor ou mesmo em razão do ódio que as pessoas nutrem umas pelas outras. Isso é inconcebível!

Já ouvi depoimentos bizarros de assassinos cruéis e impiedosos dizendo que mataram em nome do amor e por amor. Quem ama não mata! “Lavei minha honra com sangue”, disse-me um bandido militar no cárcere da capital paulista, o PMRG (Presídio Militar Romão Gomes / São Paulo), e isso me revolta até hoje só de pensar na monstruosidade cometida por ele. O dito cujo era um senhor de quase sessenta anos e se gabava de ter como consorte uma mulher com a metade da sua idade que foi “assediada” por um malandro do qual ele disse não ter tido piedade; foi um tiro certeiro na cabeça do infeliz.

Eu ouvi histórias horríveis no cárcere militarizado e algumas estão narradas no meu e-livro “A Prisão é um Câncer na Alma”. Inimaginável que o amor possa causar sentimentos de posse da parte de alguém a ponto de matar em nome do amor. Isso nem me passa pela cabeça; eu quero é viver de amor.

Paro por instantes e começo a pensar nos meus sentimentos puros e verdadeiros em relação à minha encantadora “Margot” e me entristeço por não mais receber uma só notícia dela. Há tempos que ela não me responde um e-mail e eu temo em enviar e-mails a ela porque tenho receio até mesmo de um processo por “assédio virtual”; sabe lá o que se passa na cabeça de uma mulher! Um colega meu está sendo processado por uma “ex-colega” de trabalho somente porque ele insistia em dizer que a amava e lhe enviava e-mails com frequência. De repente ele desistiu de “malhar em ferro frio” quando surgiu no mesmo escritório uma nova funcionária que lhe retribuiu a simpatia. Ambos começaram a namorar e a antiga “amada”, sentindo-se rejeitada resolveu processá-lo por assédio. Reuniu todas as “cartas” do infeliz e anexou ao processo! Mon Dieu!

É preciso ter muito cuidado quando a gente se deixa envolver com pessoas de mente doentia como esta ex-namorada deste colega meu. Ele acredita que não vai dar em nada, pois as cartas enviadas a ela sempre foram gentis e carinhosas e jamais ofensivas ou convidativas à prática de quaisquer ilicitudes. Ele era um romântico do tipo “que ainda manda flores”. Acredito que o Juiz ao analisar tal processo poderá até reverter a situação contra a dita cuja, haja vista a maneira linda, romântica e intelectualizada da qual ele se utilizava para tentar conquistá-la. Ele é um “gentleman”, um “gentilhomme”, um “cavalheiro” e muito respeitador. E que se diga, não o sou! E está dito!



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