[A vida como ela é] Aquela simpática senhora!



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ELE fez, por mim, justiça de uma maneira tão perfeita que os meus “inimigos” pagaram um alto preço pelo que me fizeram. A maioria desses “espertalhões” é digna de dó, pena.

Eles não cresceram em nada. São seres “miúdos” em tudo. Pior ainda, estando vivendo numa miséria material (e espiritual) enormes. Muitos deles são alcoólatras crônicos, outros vagabundeiam pela cidade aplicando os velhos golpes de sempre, mas nunca é o suficiente para viverem numa boa. São trapaceiros tão abjetos e repulsivos que convivem diuturnamente com a miséria.

E falando dos “ilustres” trapaceiros, daqueles que se enriqueceram explorando outros infelizes, algumas tragédias e doenças incuráveis têm lhes ocorrido. De modo que não foi preciso que eu me vingasse dos males que eles me fizeram.

Somente para ilustrar um caso desses, quando eu era menino de mais ou menos uns 10 anos, um senhor rico e bem sucedido na cidade (conhecido por todos) me presenteou, às vésperas do Natal, com uma bacia cheia de carne de porco que eu sofri para levar até minha casa naqueles longos dois quarteirões. A alegria foi imensa até o momento de preparar a carne; era esmola demais, pois a carne estava imprópria para o consumo. Era carne de “cachaço” (porco velho e reprodutor) e cheirava à urina.

A minha irmã mais velha (hoje falecida) quis jogar na área da casa do “ilustre senhor”, mas minha mãe (também falecida) não permitiu. E até parece mentira, pois eu havia apostado numa rifa de um bar naqueles mesmos dias e fiquei muito feliz ao saber que eu ganhara um suculento pernil para o meu Natal. E pasmem, o dono do bar me “ordenou” a marcar um novo número para o Ano Novo, já que eu era o feliz ganhador do pernil de Natal; acreditem se quiserem, ganhei de novo. E comi pernil no Ano Novo de novo. Depois disso, faz um tempão que não ganho mais nada em jogos ou rifas.

Pobre e “ilustre senhor”, como ele sofreu com o câncer de intestino que o levou à morte. Tive pena dele. Mas vingar, nem pensar. Deus é muito JUSTO! JUSTÍSSIMO! E é bem verdade que colhemos o que plantamos!



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