[A vida como ela é] Aquela simpática senhora!


E as pobres crianças órfãs de mãe



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E as pobres crianças órfãs de mãe.

Ela se mostrou muito dócil e amorosa

E falava a elas com carinho e amor maternal.

Perguntei à minha esposa se ela era parenta

Ao que me foi informado não ser; que não a conhecia.

Era simplesmente conhecida de muito tempo.

Fiquei admirado com a atitude dela!

Aquela “prostituta” lembrou-me Maria Madalena

E me fez amar ainda mais

Essas “infelizes” profissionais do sexo

Que deveriam ser chamadas de Profissionais do Amor!

Viver de amor...

Prometeu morar com ele

Mesmo debaixo da ponte,

Pois amor como o deles não havia!

Ela se dizia feliz ao lado dele.

Namoraram, noivaram,

Mas não se casaram; foram morar juntos.

Não é que não acreditavam no matrimônio,

Naquele das belas palavras do Padre,

Mas optaram por não oficializar a união.

E viveram por muitos anos - mais de 40 –

Na tristeza e na tristeza,

Pois aquela felicidade se esvaía

Com o decorrer do dia-a-dia.

E nem dava pra ser feliz de barriga vazia

E vendo os filhos na mais pura agonia.

Viveram na pobreza e na pobreza;

E em casa que falta pão,

Todo mundo briga e ninguém tem razão.

Não tinham perspectivas de riqueza.

Viveram na doença e na doença

Porque saúde lhes faltava; era de dar dó.

Até que um dia, de repente

E pra surpresa geral, desfez-se o casal.

Resolveram se separar;

Cada um pro seu lado!

Felisberto entristeceu-se e não viveu muito tempo;

Feliciana viveu um pouco mais sua miséria humana

Na companhia do filho mais velho, Felício.

Hoje é ele quem faz juras de amor à Felicidade,

Tal qual fizeram seus pais quando jovens!

E já comentam que amor como o deles não há;

Felicidade não vê a hora de se casar

E Felício ainda não tem onde morar.

Se se vive de amor,

O que menos importa é o lugar

Assim deve o pobre Felício pensar!

E a vida continua...

Infeliz no amor

Ele só desejou ser amado

E de tudo fez pra encontrar sua cara metade,

Mas nada dava certo; nem por caridade.

Parecia ser praga de mãe, de “puta” ou de Padre.

Não era um mau caráter

Nem tão feio ou repulsivo,

Era sim, desses amantes obsessivos

E vivia intensamente seus amores platônicos

Que lhe tornavam cada vez mais depressivo.

Vivia cansado de dissabores,

Dos desprezos de “seus amores”

E por vezes dizia que iria suicidar-se.

É claro que não faria isso;

Mas certo dia bebeu tanto

Que desandou a culpar Deus

Pela sua infelicidade no amor.

Não queria mais trabalhar, nem rezar,

Nem sorrir, nem dançar, nem pescar,

Nem versejar - era poeta menor -

Nem amar, nem comer; só beber!

Em pouco tempo,

Aquele “Marujo de Copo de Bar”



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