A psicologia da forma


Na visão dos gestaltistas, o comportamento deveria ser



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Na visão dos gestaltistas, o comportamento deveria ser

estudado nos seus aspectos mais globais, levando em

consideração as condições que alteram a percepção do estímulo.

Para justificar essa postura, eles se baseavam na teoria do isomorfismo,

que supunha uma unidade no universo, onde a parte está sempre

relacionada ao todo.


Quando eu vejo uma parte de um objeto, ocorre uma tendência à

restauração do equilíbrio da forma, garantindo o entendimento do que

estou percebendo.

Esse fenômeno da percepção é norteado pela busca de



fechamento, simetria e regularidade dos pontos que compõem uma

figura (objeto).

Rudolf Arnheim dá um bom exemplo da tendência à restauração

do equilíbrio na relação parte-todo: “De que modo o sentido [pg. 60] da

visão se apodera da forma? Nenhuma pessoa dotada de um sistema

nervoso perfeito apreende a forma alinhavando os retalhos da cópia de

suas partes (...) o sentido normal da visão (...) apreende um padrão

global”4.

4 R Arnheim Arte e percepção visual: uma psicologia da visão criadora. p.44-7.

Nós percebemos a figura 1 como um quadrado, e não como uma

figura inclinada ou um perfil (figura 2), apesar de essas últimas também

conterem os quatro pontos. Se forem acrescentados mais quatro pontos

à figura 1, o padrão mudará, e perceberemos um círculo (figura 3). Na

figura 4 é possível ver círculos brancos ou quadrados no centro das

cruzes, mesmo não havendo vestígio dos seus contornos.

A BOA-FORMA

A Gestalt encontra nesses fenômenos da percepção as condições

para aOs fenômenos deste tipo

encontram sua explicação naquilo

que os psicólogos da Gestalt

descrevei como a lei básica da

percepção visual: “qualquer

padrão de estímulo tende a ser

visto de tal modo que a estrutura

resultante é tão simples quanto as



condições dadas permitem”.

Nós percebemos a figura 1 como um quadrado, e não como uma

figura inclinada ou um perfil (figura 2), apesar de essas últimas também

conterem os quatro pontos. Se forem acrescentados mais quatro pontos

à figura 1, o padrão mudará, e perceberemos um círculo (figura 3). Na

figura 4 é possível ver círculos brancos ou quadrados no centro das

cruzes, mesmo não havendo vestígio dos seus contornos.

A BOA-FORMA

A Gestalt encontra nesses fenômenos da percepção as condições

para a compreensão do comportamento humano. A maneira como

Os fenômenos deste tipo

encontram sua explicação naquilo

que os psicólogos da Gestalt

descrevei como a lei básica da

percepção visual: “qualquer

padrão de estímulo tende a ser

visto de tal modo que a estrutura

resultante é tão simples quanto as

condições dadas permitem”.


percebemos um determinado estímulo irá desencadear nosso

comportamento. [pg. 61]


Muitas vezes, os nossos comportamentos guardam relação estreita

com os estímulos físicos, e outras, eles são completamente diferentes do

esperado porque “entendemos” o ambiente de uma maneira diferente da

sua realidade. Quantas vezes já nos aconteceu de cumprimentarmos a

distância uma pessoa conhecida e, ao chegarmos mais perto,

depararmos com um atônito desconhecido. Um “erro” de percepção nos

levou ao comportamento de cumprimentar o desconhecido. Ora, ocorre

que, no momento em que confundimos a pessoa, estávamos “de fato”

cumprimentando nosso amigo. Esta pequena confusão demonstra que a

nossa percepção do estímulo (a pessoa desconhecida) naquelas



condições ambientais dadas é mediatizada pela forma comointerpretamos o conteúdo percebido.


Se nos elementos percebidos não há equilíbrio, simetria, estabilidade e simplicidade, não alcançaremos a boa-forma. O elemento que objetivamos compreender deve ser apresentado em aspectos básicos, que permitam a sua decodificação, ou seja, a percepção da boa-forma.

O exemplo da figura 5 ilustra a noção de boa-forma. Geralmente

percebemos o segmento de reta a maior que o segmento de reta b, mas,

na realidade, isso é uma ilusão de ótica, já que ambos são idênticos.

A maneira como se distribuem os elementos que compõem as

duas figuras não apresenta equilíbrio, simetria, estabilidade e

simplicidade suficientes para garantir a boa-forma, isto é, para

superar a ilusão de ótica. A tendência da nossa percepção em buscar a boa-forma permitirá a relação figura-fundo.

Quanto mais clara estiver a forma (boa-forma), mais clara será a

separação entre a figura e o fundo. Quando isso não ocorre, torna-se

difícil distinguir o que é figura e o que é fundo, como é o caso da figura 6.

Nessa figura ambígua, fundo e figura substituem-se, dependendo da

percepção de quem os olha. Faça o teste: é possível ver a taça e os

perfis ao mesmo tempo? [pg. 62]


O elemento que objetivamos compreender deve ser apresentado em aspectos básicos, que permitam a sua decodificação, ou seja, a percepção da boa-forma.


O que temos aqui? Uma taça ou dois perfis? A figura

ambígua não oferece uma clara distinção figura-fundo.




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