A infância enquanto categoria estrutural



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A infância enquanto categoria estrutural - Qvortrup


631
Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 36, n.2, p. 631-643, maio/ago. 2010
A infância enquanto categoria estrutural*
Jens Qvortrup
Norwegian University for Science and Technology
Apresentação
Nos países do hemisfério norte, um dos símbolos da consolidação 
de uma área de conhecimento é a publicação de um handbook – 
em português, manual ou compêndio – cujos capítulos apresentam 
um breve estado da arte de seus respectivos temas. Em 2009, The 
Palgrave Handbook of Childhood Studies foi publicado, indicando 
o reconhecimento da área dos estudos da infância. Sabe-se que as 
crianças foram principalmente investigadas pela psicologia ou pela 
pedagogia e que as ciências sociais pouco produziram sobre elas, 
priorizando estudos sobre a família ou sobre a escola. Há pouco 
mais de vinte anos, entretanto, começaram a tornar-se o foco dos 
estudos sociais da infância, que a tomaram como um fenômeno 
social. Nesse sentido, foi definido um campo que investiga as 
crianças como agentes sociais, produtoras de culturas, e a infância 
como categoria na estrutura social, o que ampliou de modo sig-
nificativo a produção de conhecimento sobre as relações sociais 
estabelecidas entre as próprias crianças (seus pares) e com os 
adultos (relações intra e intergeracionais), sobre suas competências 
como protagonistas de suas vidas, como agentes sociais cuja ação 
modifica/transforma os mundos sociais nos quais estão inseridas. 
O texto do Prof. Jens Qvortrup, responsável pela constituição do 
primeiro grupo de pesquisa no campo da sociologia da infância 
(RC53) na Associação Internacional de Sociologia (ISA), e um dos 
organizadores do Handbook, trata da infância como estrutura social. 
Publicado como primeiro capítulo do The Palgrave Handbook of 
Childhood Studies, o trabalho apresenta a infância como segmento 
na estrutura social e as aplicações de uma perspectiva estrutural, ou 
seja, inserido nos fundamentos teóricos dos estudos da infância, o 
capítulo define uma abordagem que difere tanto de pesquisas sobre 
socialização quanto de estudos sobre desenvolvimento infantil, ofe-
recendo elementos para a realização de pesquisas que tenham como 
objeto a infância como categoria social, portanto diversa e comple-
mentar às outras categorias. A leitura do texto remete a outros te-
mas, tratados por diferentes autores nos demais capítulos, o que faz 
os pesquisadores brasileiros almejarem a tradução integral do livro.
Palavras-chave
Infância – Estrutura social – Sociologia da infância.
* Tradução do texto “Jens Qvortrup, 
William A. Corsaro and Michael-
Sebastian Honig ‘The Palgrave handbook 
of childhood studies’. Cap. 1, England: 
Macmillan Publischers Limited, 2009. 
p. 21-23”. Feita por Giuliana Rodrigues 
com revisão técnica de Maria Letícia B. 
P. Nascimento.


Educação e Pesquisa, São Paulo, v.36, n.2, p. 631-643, maio/ago. 2010
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