12 Meses de Empreendedorismo



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Criatividade e esforço

Em muitos aspectos, empreendedorismo é aquela parte da natureza humana que faz mover a terra à volta do seu eixo empurrando-a para uma órbita diferente e a sua interpretação pode tornar-se algo de muito pessoal: tal como sobre a beleza ou o amor, todos temos uma opinião sobre o assunto. Aparece frequentemente associado a algo de "bom" e, como é natural que os empreendedores, também entre nós, comecem a ser endeusados enquanto os novos heróis culturais, um exame crítico das suas características pode ser obscurecido por modas ou crenças colectivas, resultado de múltiplas e diversificadas interpretações.

A literatura mais popular identifica empreendedorismo com o simples estabelecimento e operação de uma empresa. Nem esta nem as outras explicações são suficientemente precisas para poderem ajudar quem deseja tornar-se empreendedor. Todos nós queremos ser mais inovadores, flexíveis e criativos, mas por cada empresa que realmente o é, existem dezenas ou centenas de outras que o não são ou que falharam tentando sê-lo. Como se conseguem operacionalizar noções de uma qualidade aveludada, luminosa, apetecível como inovação, flexibilidade ou criatividade? O que é que isso significa?

O nosso convite é o de, nesta coluna, uma vez por mês, ao longo de doze meses irmos analisando o empreendedorismo como um processo em que o esforço empreendedor se divide em etapas específicas que evoluem de uma forma lógica e, como tal, podem ser aprendidas, entendidas e rectificadas. Encarado como um processo, o empreendedorismo despe-se do seu carácter místico e ocasional, apenas ao alcance de alguns geneticamente afortunados, e torna-se num acontecimento gerível que todos podemos prosseguir. Os processos podem ser aplicados em qualquer contexto organizacional, desde empresas nascentes até organizações de há muito estabelecidas. Além disso, são sustentáveis, isto é, são contínuos e, por isso, o empreendedorismo pode tornar-se numa actividade normal da pessoa ou da organização, numa forma habitual de fazer as coisas.

Quem é o empreendedor?

Falaremos também do empreendedor, promotor do empreendedorismo e fascínio de muitos economistas desde o século XIX, a quem é reconhecido um papel determinante e único no desenvolvimento da economia, mas que é frequentemente descrito de uma forma vaga e imprecisa como se de um gambozino se tratasse, uma criatura que muitos afirmam ter visto, mas cujas características não conseguem descrever com clareza. São investigadores de outras áreas, designadamente da psicologia ou da sociologia que primeiro respondem à pergunta: quem é o empreendedor? Que atitudes e comportamentos o caracterizam? E, mais importante ainda, podem semelhantes qualidades ser aprendidas ou potencializadas? É esta a convicção subjacente a esta série de artigos: atitudes e comportamentos de tal modo que permitem identificar e capitalizar oportunidades transformando-as em maiores taxas de retorno para um dado investimento, e que podem ser aprendidos. São factores que "empurram" o empreendedor para actos de empreendedorismo, mas este é também atraído, "puxado" por uma promessa de sucesso. Que condições - políticas, legais, financeiras, logísticas, sociais, culturais, educativas... - existem na envolvente e atraem, estimulam ou, pelo contrário dissuadem, esterilizam o pensamento e a vontade do empreendedor? Qual a estrutura das compensações existentes numa dada economia e o que é que elas premeiam?

Como nós hoje o vemos, o empreendedorismo é frequentemente discutido como se tivesse sido inventado nos Estados Unidos, mas é na história da Europa que ao longo de muito mais séculos, podemos encontrar influências, numa variedade de aspectos, dos sucessos e fracassos de muitos empreendedores. Aqui e no resto da Europa a época do emprego para toda a vida, que dominou a lógica dos anos que se seguiram à Segunda Guerra Mundial e moldou o modus operandi das nossas instituições, acabou. É algo de inevitável porque tem a ver com a forma como se organiza agora a nova economia. Porque não criarmos nós o nosso próprio emprego? E, se discordamos tanto da forma como são geridas as empresas onde trabalhamos porque não aproveitarmos a oportunidade para sermos nós a estabelecer uma gestão capaz de acrescentar maior valor para a sociedade e para nós próprios? O próximo artigo introduzirá uma nota positiva: a ideia de que também Você pode criar e manter uma empresa.



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