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Proposição 1: A questão do tempo



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Proposição 1: A questão do tempo


Um tema que foi recorrente na pesquisa, especialmente para o Grupo B, que participou de mais de 50% das atividades do PFC mas não o cumpriu integralmente, foi “falta de tempo”. Entretanto, é válido apontar que a questão da falta de tempo não coincide com o prazo dado para a realização das atividades. Deste modo, presume-se, numa visão restrita, como um problema para o cursista a organização de seu tempo. Do ponto de vista do tempo cronológico, conforme apontado acima, para avançar nas reflexões e fugir desta visão simplificada, o primeiro passo é inserir no PFC que trata da Gestão do Tempo, a discussão do homem contemporâneo e sua visão sobre tempo. Após, considerando que tal tema é tratado na segunda unidade e que as unidades apesar de terem ligação pedagógica são independentes, a segunda providência que se recomenda é inversão da primeira atividade da unidade 1 com a da unidade 2, conforme fig.10.

Figura 10 – Proposta para nova Organização das Unidades (2014)

Fonte: Elaborado pelo autor (2014).

Por outro lado, ao considerar que dos 147 docentes inscritos, os PFC foram concluídos, 100%, por 6 cursistas e que apenas 46 participaram de mais de 50% de suas atividades, totalizando pouco mais de 1/3 dos inscritos, podemos considerar que a questão da gestão do tempo pelo cursista não seja a principal causa. Pensar assim, é considerar apenas o tempo cronológico como principal dificultador: é pensar de maneira mercantilista. Criar condições para que este cursista possa se dedicar, como remuneração para participação em formações continuadas e/ou dispensa de horas para dedicação aos cursos são prerrogativas próprias da instituição.

Pensando em tempo e em instituição, é relevante retomar Pesce (2008, p.9) que questionou sobre as implicações da ausência da dimensão temporal kairológica para a constituição das identidades e das relações intersubjetivas.

Viver pressionados pelo tempo cronológico, pelas atividades cotidianas, pelas sobreposições imediatistas do trabalho cotidiano – mercantilista- que inconscientemente toma conta do ser humano, faz com que a dimensão Kairológica seja ignorada.

A sensibilidade com relação ao tempo deve estar na pauta, pois a questão da “falta de tempo” trazida pelos cursistas, extrapola o PFC, está presente na vida e nas ações cotidianas. Será que o docente tem tempo para as atividades docentes? Agora, qual é o conhecimento que a instituição tem sobre esta outra dimensão do tempo? Pensar e cobrar cronologicamente, para a instituição, talvez seja a saída menos traumática. Por outro lado, para fugir deste pensamento hegemônico -da sobreposição do tempo cronológico sobre o kairológico- exigirá mais aprofundamento sobre o assunto. Assim, recomenda-se que a equipe gestora do curso pesquise e se aproprie desta discussão sobre outras dimensões temporais, para que consiga trazer para o debate propostas que considerem mudanças de posturas relacionais e trabalhistas que extrapolem o tempo mercantilista que “escravisa”, às vezes, inconscientemente a vida profissional e pessoal do docente.

Outra referência com relação ao tempo foi quanto a não coincidir o fechamento de atividades do PFC com as datas de fechamento de menções. Para este caso, basta ao departamento verificar o calendário geral disponibilizado pela Supervisão Educacional do Centro Paula Souza e adequar uma data que não sobrecarregue o professor, uma vez que é consenso entre os educadores que o período de fechamento de notas é bastante trabalhoso para o professor.

Assim, para as situações levantadas sobre a questão do tempo, ou “da falta de tempo”, apresentam-se soluções plausíveis e possíveis de serem implementadas. A primeira, do ponto de vista mais complexo, a pesquisa, o estudo e a ressignificação das outras dimensões temporais por parte da equipe de elaboradores do PFC para complementar e revisar o tratamento dado ao tema. A segunda, mais prática e imediata, resolve-se com uma simples inversão de atividades56, trazendo a Gestão do Tempo como primeiro tópico e, por fim, a terceira, trata-se de uma observação de calendário geral do Centro Paula Souza, sempre disponibilizado no início do ano letivo pela Supervisão Educacional, e de um ajuste nas datas da finalização dos PFC.

Desta forma, é possível, dada a proposta da atividade, que ela contribua com a gestão do tempo cronológico do cursista, o que pode levá-lo mais adiante ao longo de todas as unidades do PFC. Esta mudança é de caráter simples e facilmente executável, mas ainda pode ser insuficiente, sob uma ótica mais profunda e tão ampla como é a questão do tempo.





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