Welington luis sachetti


– Avaliação das unidades do PFC pelos egressos



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– Avaliação das unidades do PFC pelos egressos


Doravante serão analisadas as Unidades 1, 2 e 3 de maneia ampla, global, considerando as atividades das unidades das quais o cursista participou e o momento em que se posicionou quanto à aplicabilidade no dia a dia.

Com relação à Unidade 1, tanto no Grupo A quanto no Grupo B, a maioria fez uma avaliação positiva, sendo que no Grupo A 80% consideraram as atividades ótimas ou boas. Foi pedida a justificativa para as respostas, independente se a avaliação fosse positiva, regular ou negativa. Porém, as justificativas seguiram mais para aqueles que indicaram “Outros” motivos. No Grupo A, um integrante indicou “Outros”, o equivalente a 20% da amostra. Transcreve-se literalmente a resposta com intuito de registrar que houve justificativas que, além da reposta direta à pergunta, trouxeram elementos para outras discussões não previstas na questão. Um cursista declara que o PFC

“Reafirma minhas metodologias e me permite aprender outras, dando-me assim, um feedback dos caminhos escolhidos e que posso escolher. Acho que alguns colegas “viajam” muito e escrevem textos longos demais para as que foram discutidas em fórum.”
O docente indica que, quanto à aplicabilidade no dia a dia, o PFC cumpre um papel de reforço das suas práticas docentes, bem como traz possibilidades de reflexões dos percursos que se escolhe ou que se pode escolher cotidianamente. Além disso, apesar de não estar no núcleo desta questão nenhuma referência à metodologia adotada nas atividades, o respondente tece uma crítica ao Fórum, uma das ferramentas adotadas na Unidade 1 para a discussão. Faz o professor uma espécie de julgamento da postura dos colegas com relação à participação nas atividades que tinham o fórum como ferramenta.

É oportuno refletir sobre a utilização/comportamento dos cursistas em tal ferramenta, especialmente porque se trata de recurso que prima pela interação entre os partícipes da atividade, bem como pela aprendizagem colaborativa. Entende-se que há uma pista para que se possa, ao analisar pontos de reformulação no PFC, propor alguma ação reflexiva sobre o fórum. Partindo disso, pode-se fazer uma interrelação com o que se espera quando se estabelece, com a utilização das TIC, uma Comunidade Virtual de Aprendizagem (CVA), que tem como prerrogativa a interação.

Logo, é possível concluir que se um cursista percebe algum ruído na comunicação/interação durante o desenvolvimento do fórum, ele pode ficar desestimulado e a cooperação, o engajamento – e a aprendizagem, por consequência- também podem ficar comprometidos.

Para Valente (2010), as TIC foram fundamentais para a constituição de comunidades virtuais relacionadas ao processo de aprendizagem. Entretanto, adverte para o fato de existirem pessoas interessadas em aprender utilizando as TIC em determinados contextos educacionais, o que “não significa necessariamente o estabelecimento de uma comunidade virtual de aprendizagem”.

Afirma, ainda, o autor (2010, p. 232) que “A constituição de uma CVA depende de muitos outros fatores como o nível de interação, de cooperação e de engajamento que se estabelece entre os participantes.”. Fatores estes que devem ser privilegiados no desenvolvimento de fóruns.

No caso do PFC reformulado, ainda que nele sejam propostas algumas atividades que prevejam colaboração e interação entres os pares, elas ainda se demonstram tímidas para solidificar a CVA.

Nesta linha, nota-se, então, a importância do papel da mediação pedagógica exercitada no PFC. Apesar de o tirocínio da equipe de Coordenação e da Medicação Pedagógica do curso indicar que a mediação estava adequada ao desenvolvimento do curso, pensando numa reformulação com vistas ao fortalecimento de CVA que renda frutos, é indicado refletir sobre como se pode ampliar o nível de interação, de cooperação e de engajamento daqueles que participam do PFC, lembrando que o processo de mediação, especialmente no caso de adulto e educadores, deve considerar a parceria, a colaboração. Nesta direção, Bruno (2008) traz a proposta de mediação partilhada, em que se trabalha com as emergências advindas do processo de mediação na apredizazagem dos adultos como parceiros e colaboradores da aprendizagem coletiva.

Para tanto, à medida que se for pensar num refinamento da política de formação continuada, é importante investigar mais informações que levem ao desestímulo, como o trazido pelo respondente quando afirmou que pensa “(...) que alguns colegas “viajam” muito e escrevem textos longos demais para as que foram discutidas em fórum.”. Seria interessante pensar em reformular as propostas de desenvolvimento de atividades dos PFCs com vistas à maior interação, comprometimento e, porque não, ações de cumplicidade para aprendizagem colaborativa.

Assim, é prudente perguntar sobre como se está construindo esta Comunidade Virtual de Aprendizagem. Em que medida está se fortalecendo, como aponta Valente (ibid.), o engajamento do grupo. Certamente, este engajamento pode ser motivado pela mediação.

O fato de o departamento, GEEaD, ter como foco a Educação a distância, a atuação da mediação pedagógica deve ser pauta permanente, pois permite exercitar/atuar de maneira prática na formação continuada e, ademais, na aprendizagem colaborativa.

No Grupo B também houve uma avaliação positiva, pois 77% avaliaram as atividades da Unidade 1 como sendo boas ou ótimas. Os 23% restantes indicaram “Outros”. Tal qual ocorreu no Grupo A, esperavam-se justificativas que subsidiassem uma melhoria nas atividades ao demarcarem este item. Entretanto, parte dos docentes, 17, aproximadamente 77%, reescreveram a opção que demarcaram na múltipla escolha. Torna-se difícil concluir o porquê desta falta de disposição em redigir uma justificativa mais elaborada por parte dos pesquisados.

Algumas hipóteses podem transitar pela falta de hábito para responder pesquisas em que sejam necessárias justificativas, falta de tempo para redação de justificativas etc. Ainda que este tipo de comportamento não seja o objeto da pesquisa, abre-se uma perspectiva para um futuro refinamento na elaboração dos instrumentos de pesquisa, pois, especialmente no que tange às reformulações do PFC, seria importante colher mais informações, particularidades, que não foram possíveis com o questionário apresentado na pesquisa47.

Apenas 5 docentes responderam à justificativa. Quatro delas fizeram uma avaliação positiva, alegando que foram apresentados a novos conhecimentos, que as atividades ajudam os professores independente de ser na modalidade a distância, que foram expostos a leituras interessantes e enriquecedoras. Declararam, literalmente:

“Achei proveitoso, pois me trouxe um conhecimento ao qual não tinha contato.”.

“Diretamente ligada ao trabalho não dos OAs, mas de todos os professores. Entender dos estilos de aprendizagem e de protagonismo é fundamental para o sucesso no processo de ensino e de aprendizagem.”.
“Avalio de forma positiva, visto que as leituras são interessantes e os esclarecimentos são positivos e enriquecedores.”.
“Algumas colocações fogem da nossa realidade do "chão de fabrica" da sala de aula.”.
“As atividades foram bem elaboradas, focadas em assuntos, realidades vivenciadas no dia a dia da sala de aula e ambientes virtuais.” (Grifos meus)

É curioso o aparente antagonismo de duas respostas, a saber: “Algumas colocações fogem da nossa realidade do ‘chão de fabrica'48 da sala de aula.” e “As atividades foram bem elaboradas, focadas em assuntos, realidades vivenciadas no dia a dia da sala de aula e ambientes virtuais.”. (Grifos do autor). Enquanto a primeira indica que algumas colocações fogem da realidade escolar - “chão da fábrica” na voz do respondente, a segunda, literalmente, diz o contrário, afirmando que as atividades e os assuntos estão alinhados com as realidades vivenciadas tanto na modalidade presencial quanto à distância. Observa-se que não houve indicação de respostas regulares e ruins.

Com relação Unidade 2, tanto no Grupo A quanto no Grupo B, novamente a avaliação foi positiva, com destaque para a incidência maior da indicação de “Ótimas” atividades. Grupo A- 80% consideraram as atividades ótimas ou boas. Destes 60% consideraram ótimas. Novamente, a exemplo a Unidade 1, no Grupo A, um integrante indicou “Outros”, o equivalente a 20% da amostra. Também reescreveu a mesma justificativa da atividade anterior.

No Grupo B também houve uma avaliação positiva, pois 86% avaliaram as atividades da Unidade 2 como sendo boas ou ótimas; desses 50% declararam ótimas. Os 14% restantes, indicaram “Outros”. Tal qual ocorreu no Grupo A, esperavam-se justificativas que subsidiassem uma melhoria nas atividades ao demarcarem este item. Entretanto, parte dos docentes, 19, aproximadamente 86%, reescreveram a opção que demarcaram na múltipla escolha.

Apenas 3 respondentes justificaram a resposta, equivalente à aproximadamente 14%. Destes, como se pode observar abaixo, 2 (dois) reiteraram uma avaliação positiva. Uma das respostas afirmou ser excelente e deu ênfase às propostas que trataram das Redes Sociais e Gestão do Tempo; outra avaliou positivamente, enfatizando a “(...) coerência entre a aplicação de conteúdos e a nova forma de lidar com a nova geração.” Por fim, uma terceira, indicou ter considerado “engessadas”, mas sem complementar o(s) motivo(s) pelo quais as considerou deste modo.
Excelente. A parte de Redes sociais, embora eu já tivesse trabalhado, serviu para que eu, de fato, soubesse que estava no caminho certo de trabalhar com redes sociais nas aulas. E gestão do tempo é fundamental para que todo profissional desenvolva todas as atividades atribuídas a ele.
Avalio de forma positiva, visto que os temas são de grande importância e a atualidade nos impõem necessidades de coerência entre a aplicação de conteúdos e a nova forma de lidar com a nova geração de estudantes.
Considerei engessadas. (Grifos do autor)

A utilização do termo “engessadas”, ainda que não traga informações mais detalhadas, pode ser um indicativo da constatação de que as atividades que são desenvolvidas nos PFC sejam previamente delineadas, sem possibilidade de mudanças após o início das suas atividades. Por outro lado, ainda, pode sugerir que as atividades não contemplam a expectativa do cursista. Aqui, também, observando o refinamento do PFC, deve-se ter também como foco uma melhor descrição do PFC e de suas atividades, resgatando com os cursistas, por meio de pesquisas, temas que lhes sejam caros para que possam, posteriormente, ser avaliados pelo GEEaD e, por fim, se forem os casos, acrescentados à dinâmica da formação.

Uma outra possível explicação é a de que as atividades tinham um percurso pedagógico estabelecido para a retomada prática dos temas estudados no PFC, considerando a possilibidade de se ter professores iniciantes na modalidade a distância.

Não houve indicações itens que referenciavam atividades regulares e ruins.

A Unidade 3 com referência aos dois grupos apresentou o maior nível de aprovação positiva, sendo que o Grupo A alcançou 100% de indicação entre atividades ótimas e boas, com predominância de 60% de incidência de respostas demarcando “Ótimas”.

Não houve nenhuma referência com relação às justificativas, nem apontamentos para regulares ou ruins.

No Grupo B, a avaliação positiva alcançou 95%, com predominância de 52% de respostas marcando “Boas” atividades. A novidade neste grupo é que houve uma demarcação de atividades regulares, o que representa 5% da amostra.

Novamente, desta vez em 21 dos 22 respondentes apareceram a reescrita, na justificativa, da indicação na múltipla escolha. Talvez esse comportamento reforce a necessidade, já mencionada, de um futuro refinamento dos resultados desta pesquisa e/ou uma modificação na forma de composição das questões. A exceção foi um respondente que deixou em branco. Ressalta-se que a unidade 3 foi a que teve maior nível de aprovação. Uma hipótese para esta aprovação pode ter sido o tema geral que iluminou a Unidade “Produção de Materiais”. Pode-se inferir que houve interesse dos docentes para inserção de práticas relacionadas às novas formas de trabalhar.

Considerando as três unidades, todas tiveram elevados índices de aprovação, sendo demarcados, sempre, os indicadores “ótimos e bons” acima de 80% em cada uma das três unidades. A avaliação global das três unidades se coaduna positivamente com o que foi apresentado nas pesquisas parciais, sendo que indica que o nível de aprovação com respostas “Ótimas e Boas” representam, em ambos os grupos, 100% de aprovação.

Na sequência, serão avaliados os elementos do PFC, mas de modo individualizado.




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