Welington luis sachetti



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GRUPO A

GRUPO B



Fonte: Gráfico elaborado pelo autor



Fonte: Gráfico elaborado pelo autor

Quanto à escolaridade, ainda que não seja possível computar o número exato, uma vez que foi possível marcar mais que uma opção, tanto no Grupo A quanto no Grupo B, o que chama atenção é que há um universo significativo de especialistas, sendo que no Grupo A temos aproximadamente 43% e, no Grupo B, 42 %.

Os dois próximos questionamentos apresentam os resultados sobre o tempo de experiência na docência e tempo de experiência em EaD. Entretanto, deve-se apontar um equívoco no instrumento de pesquisa, que pode restingir conclusões mais aprofundadas, já que em tais questionamentos repetiram-se os limites dos intervalos de tempo: as opções do questionário perguntam sobre a experiência dos docentes em intervalos de: a) menos de 1 ano; b) entre 1 e 3 anos; c) entre 3 e 5 anos; d) entre 5 e 10 anos e e) mais de 10 anos. Desse modo, como há repetição dos intervalos, se o sujeito deseja sinalizar que possui experiência de 5 anos, poderia marcar os itens c ou d.

Identificado tal equívoco, a análise limitou-se ao resultado da única possibilidade em que não houve repetição no intervalo, apontando aqueles que indicaram ter “Mais de 10 anos de experiência”, ou seja, foi plausível inferir que o respondente compreendeu que se trava de uma experiência a partir de 11 anos. Feita essa ressalva, quanto ao Tempo em Atividades Docentes, o Grupo A aponta que se tem 40% dos professores nesta faixa de tempo; no Grupo B, a porcentagem é de 46%, o que indica equilíbrio entre os grupos. Entende-se, então, que há um grupo com bom tempo de atividade na docência. Perguntados sobre a sua experiência com a Educação a Distância – anterior ao ingresso no GEEaD: 80% dos componentes do Grupo A e 95% do Grupo B responderam que não tinham experiência anterior no trabalho com as modalidades semipresencial e/ou a distância.

Este item da pesquisa traz uma informação importante para o contexto pesquisado, pois se pode inferir que há necessidade de o GEEaD promover formações continuadas voltadas para o universo da EaD para aqueles que ingressam no departamento.

Com relação ao Tempo de Trabalho na Educação a Distância ou semipresencial, ainda que os intervalos estejam repetidos (menos de 1 ano; entre 1 e 3 anos; entre 3 e 5 anos; entre 5 e 10 anos e mais de 10 anos), a análise dos resultados apresentados é possível, pois os dois grupos, por coincidência, apresentaram respostas que contemplavam períodos consecutivos que deram possibilidade de ampliar o espaço de tempo na pesquisa. O Grupo A apresenta professores cuja experiência está entre 3 e 10 anos. No Grupo B, há docentes que tem experiência entre 1 e 5 anos.

Este item também deve ser analisado à luz do item anterior, que questionava sobre já ter trabalhado com Educação a Distância ou Semipresencial antes de trabalhar no Telecurso TEC, em que a maioria disse não ter trabalhado. Sendo assim, o questionamento atual domonstra que, para a maioria, a primeira experiência profissional nestas modalidades deu-se no GEEaD.

Em ambos os grupos, ao serem perguntados sobre a atuação como Orientador de Aprendizagem, todos os docentes, tanto do Grupo A quanto do Grupo B afirmaram já ter trabalhado como Professor Orientador de Aprendizagem do Telecurso Tec em semestres anteriores à pesquisa, o que dá um gap praticamente de um ano trabalhando com EaD e, logo, com possibilidade mínima de participar de aproximadamente 2 Unidades do PFC.

Antes mesmo de prosseguir as considerações sobre o perfil, a análise acima pede outras reflexões visando à ampliação de participações no PFC, uma vez que, conforme anunciado anteriormente, item 2.2, quadro 5, dos 147 potenciais partícipes, 46 tiveram participação nas atividades acima de 50% e, apenas 6 cumpriram 100% do programa, o que indica pouco mais de 35% de participação, dentro do recorte estabelecido para pesquisa. Assim, no cenário associado ao grupo que teve participação de 50% do curso, considerando que este grupo poderia ter participado de outros PFC, por que não o fizeram?

Uma das opções mais aparentes e que, via de regra, dificulta esta participação, é a não remuneração para que o professor participe da formação em exercício em seu horário de trabalho e na própria instituição, se for o caso.

Apesar de a lei 1044/2008, alterada pela Lei 1240/2014, que contempla o plano de carreira do Centro Paula Souza, não prever para os professores de ETEC jornada integral de trabalho, previa a primeira uma remuneração de 20% a mais nas horas-atividades (abaixo descritas); já a segunda, prevê, a partir de 2016, 30% para horas-atividade.

A Lei 1240/2014 prevê em seu

Artigo 20 - A carga horária semanal de trabalho dos integrantes das classes dos Professores de Ensino Superior e de Ensino Médio e Técnico será constituída de horas-aula, horas-atividade e horas-atividades específicas.

§ 1º - A duração e o valor da hora-aula serão equivalentes a 60 (sessenta) minutos, incluindo o tempo destinado ao intervalo de aulas, e será regulamentado pelo Conselho Deliberativo do CEETEPS.


§ 2º - Entende-se por hora-atividade o tempo despendido em atividades extraclasse para atendimento a alunos, reuniões previstas em calendário escolar, planejamento, avaliações de aproveitamento e curriculares, preparo de aulas e de material didático e outras próprias da docência.


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