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As unidades que compõem o PFC



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As unidades que compõem o PFC


O PFC é composto por três unidades. O processo de formação se dá de maneira continuada e o docente deve cumprir todas as unidades, realizando as três atividades, doravante detalhadas, para cada uma delas. As três unidades se complementam, apesar de não serem dependentes umas das outras.

Figura 2 - Unidades e Atividades que compõem os PFC (2012)



Fonte: Intranet - Projetos Institucionais da Coordenadoria de Ensino Médio e Técnico do Centro Paula Souza (2012)
A Unidade 1, Educação a Distância, conforme indica a fig. 1, conjuntamente com suas 3 (três) atividades, transita direta e indiretamente pelas unidades 2 e 3, pois abre caminho para assuntos interrelacionados pedagogicamente com educação a distância, trabalho e TIC.

Ao final de cada atividade, é proposta uma prática situada, ou seja, sempre há uma tarefa/atividade que retoma os conceitos estudados relacionando com o exercício da função docente. Em muitas dessas atividades, ainda, a tarefa é relacionada com o trabalho no Telecurso TEC.

A Atividade 1, Estilos de Aprendizagem, aborda as diferentes maneiras de as pessoas aprenderem, respeitando as diferenças e seus estilos de aprendizagem. Como atividade prática, o professor cursista participa de um fórum, observando algum tema/capítulo do Telecurso TEC que permita a relação com, pelo menos, dois dos estilos de aprendizagem estudados.

Esta atividade utilizou os autores Richard M. Felder, professor de engenharia química, e Barbara A. Soloman, coordenadora de assessoria, ambos da Universidade do Estado da Carolina do norte (EUA), como principal referência teórica. Este, por sua vez, observa que o processo de aprendizagem se dá quando recebemos informações e as processamos conforme nossas preferências. Para tanto, trabalhou com os seguintes Estilos de Aprendizagem23: Ativos e Reflexivos; Racionais e Intuitivos; Visuais e Verbais; Sequenciais e Globais.

A Atividade 2, Percursos de Mediação, aborda a necessidade de criar e estabelecer vínculos entre as referências já conhecidas dos educandos, visando facilitar o processo de aprendizagem. Como atividade prática, o professor cursista elabora uma reflexão escrita que demonstre como ele, professor mediador, exerce essa mediação com seus alunos, exemplificando e justificando os percursos escolhidos por ele para interagir com os estudantes.

Nesta atividade foi utilizada como principal referência um texto próprio, cujo título era “Mediação: como ajudar os alunos neste processo”, do Núcleo de Coordenação e Mediação Pedagógica do GEEaD. Este, por sua vez, para escrever o texto valeu-se dos livros Novas tecnologias e mediação pedagógica, dos autores Marcos Tarciso Massetto e Maria Aparecida Behrens, e O perfil do Professor Mediador: pedagogia da mediação, de Lorenzo Tébar; todos referenciam a importância da mediação no processo de ensino.



Atividade 3, Protagonismo, desempenho e autoavaliação, aborda a importância de desenvolvimento de ações protagonistas em relação às atividades desempenhadas e de, consequentemente, autoavaliar-se, visando à lucidez e emancipação. Como atividade prática, o professor/tutor realiza uma autoavaliação cujos elementos transitam por organização de métodos de trabalho, aperfeiçoamento das práticas docentes, proatividade, interatividade no ambiente virtual e comunicabilidade.

Esta atividade utilizou como referências principais uma publicação24 online, da Revista Nova Escola, da Editora Abril, que tínha como título “Autoavaliação: como ajudar seus alunos nesse processo”, além de um vídeo25 da Coleção do Telecurso TEC, módulo básico, cujo título era “Gestão de Pessoas: avaliação de desempenho”.

A Unidade 2, Educação, Trabalho e Tecnologia - destaca situações fundamentais para melhora do desempeno profissional, considerando a utilização das TIC e mudanças de hábitos com relação à administração do tempo.

A Atividade 1, Gestão do Tempo, aborda como o replanejamento de atividades cotidianas pode melhorar a administração do tempo que se tem disponível, permitindo que as atividades rendam mais. Como atividade prática, o professor/tutor elabora uma apresentação em PowerPoint, com um mínimo de 4 e o máximo de 7 slides, com uma linha do tempo, com imagens e textos, que demonstre como ele realiza seu planejamento semanal como Orientador/tutor. Por exemplo: estabelece prioridades, organiza um horário para leituras, para estudos, preparação de aulas, plantão de dúvidas, registros no Ambiente Virtual, participação nos fóruns e demais atividades. Além disso, após a postagem como arquivo único na plataforma, o professor cursista deverá comentar uma apresentação do colega, justificando o motivo da escolha e as impressões que teve com referência à postagem, ou seja, o que mais lhe chamou a atenção e motivo.

Como referenciais teóricas para a produção, foram utilizados uma entrevista26 com o Consultor de RH Ernesto Berg, do site www.rh.com.br, cujo título era “Administração do Tempo” e um vídeo de uma publicação especial sobre o tema Gestão do Tempo, da Revista Você/SA, Editora Abril27, que trouxe uma matéria sobre o excesso e trabalho no Brasil.

A Atividade 2, Comunicação e Redes Sociais, aborda como a utilização crítica das redes sociais pode promover melhorias na comunicação e render bons resultados nos campos da educação e do trabalho. Como atividade prática, o professor cursista cria um exercício, possível de ser desenvolvido com seus alunos que envolva o trabalho em uma rede social. O exercício deve considerar alguns pontos como: objetivo geral, disponibilização de conteúdo, discussão de grupo e finalização do trabalho. Como finalização deve compartilhar esta atividade em um fórum.

Esta atividade teve como referências a pesquisa realizada pelos autores, considerando as descrições das principais redes sociais como facebook e twitter, nas páginas de divulgação destas empresas e as suas próprias descrições, e uma matéria28 explicitada pela Revista Nova Escola, Editora Abril, sob o seguinte título “Como utilizar as redes sociais a favor da aprendizagem”.

A Atividade 3, Tecnologia na Educação, aborda como a revolução tecnológica permitiu avanços nas maneiras de ensinar, interrelacionando a cultura digital dos estudantes. Como atividade prática, o professor cursista participa da construção de um texto colaborativo na ferramenta WIKI. Para tanto, elabora uma reflexão sobre o assunto Tecnologias que ampliam nossas formas de compreensão sobre o ensino e aprendizagem. Para orientar a sua reflexão, deve responder perguntas como: Quais tecnologias eu utilizo para orientar os alunos? Os alunos conseguiriam fazer as atividades que eu orientei sem a utilização dessas tecnologias? Deve, ainda, exemplificar alguma(s) tecnologia(s) que forçaram mudanças na escola e se é adepto delas.

Como principais referências foram utilizados a professora Doutora Denise Bertoli Braga, Unicamp/SP e o Prof. Dr. Ivan L.M. Ricarte, com o livro29 “Letramento e Tecnologia” observando questões sobre letramento e tecnologia e uma reportagem da revista Nova Escola, Editora Abril, que trouxe um texto cujo título era “Um guia sobre o uso de tecnologias em sala de aula”30

A Unidade 3, Elaboração de materiais- Estuda diversas maneiras de produzir e publicar materiais com linguagem mais acessível, especialmente, com a utilização da rede mundial (www) internet.

A Atividade 1, Material com Linguagem Dialógica e Instrucional, aborda a elaboração/redação de Material com Linguagem Dialógica Instrucional que consiste numa linguagem fácil e clara que tem como objetivos a autonomia e interação com interlocutor. Como atividade prática, o professor cursista deverá escolher um entre três textos previamente selecionados pela coordenação, copiá-lo no Word e transformá-lo em uma linguagem mais simples, tal como um “passo a passo” para que uma pessoa leiga, ou que ainda não teve contato com o tema, consiga compreendê-lo. Como finalização, o professor posta em um único documento o texto original e o texto transformado. Em tempo, é incentivado o uso de imagens, vídeos, podcasts etc..

A principal referência para a elaboração desta atividade foi professor Dr. Dilermando Piva Junior, coordenador de Educação a Distância do Centro Paula Souza para o Ensino Superior (Fatecs), professor da unidade Indaiatuba e responsável técnico do Centro Paula Souza no convênio com a Univesp (Univerisdade Vistural do Estado de São Paulo). No artigo31, o professor indica a necessidade da utilização de uma linguagem que permita maior autonomia aos estudantes, linguagem que chama dialógica e instrucional. Para tanto, lança mão de outras referências importantes como Mikhail Bakhtin e Paulo Freire. Em tempo, numa análise simplificada, há de se fazer uma observação quanto ao termo “instrucional” ora utilizado pelo autor Piva. Ao trazer como referências Bakhtin e Freire, talvez devesse rever este termo “instrucional”, substiuí-lo por um termo mais ligado à emancipação e à autonomia, uma vez que o termo “instrucional” dá a ideia uma prescrição, o que não é característica observada nos autores que utiliza como referência.

A Atividade 2, Elaboração de videoaula, aborda instrumentos e roteiros que propiciam elaboração de videoaulas em editores de vídeo como Movie Maker, bem como gravações de áudio pelo PowerPoint. Após as leituras e visualizações dos tutoriais, o professor elaborará uma apresentação pessoal e/ou de um dos componentes curriculares o qual leciona, com duração mínima de 3 minutos e máxima de 5 minutos. É a sensibilização para motivá-lo a gravar videoaulas. Para tanto, ele tem duas opções: 1-) Utilizando o Movie Maker ou outro editor, fazer a gravação, edição, postar no Youtube e compartilhar o link com seu/sua coordenador (a). 2-) Caso ainda não tenha se familiarizado com os editores de vídeo, pode elaborar sua apresentação em PowerPoint, com áudio. Após, deve postar o arquivo no local apropriado, compartilhando com seu/sua coordenador (a).

As principais referências utilizadas para elaboração desta atividade foram o professor Dr. Manuel Moran, professor aposentado de Novas Tecnologias na Universidade de São Paulo e pesquisador, conferencista e Orientador de Projetos Educacionais Inovadores com metodologias ativas nas modalidades presencial e a distância. No artigo32, o professor evidencia a importância do trabalho com o vídeo na escola. Além disso, foi realizada pesquisa pelos autores (equipe de coordenação e mediação de aprendizagem), considerando as descrições de um editor de vídeos dos mais utilizados da Microsof: o Movie Maker.

A Atividade 3, Objetos de Aprendizagem, aborda tutoriais, portais educacionais e instruções para utilização e elaboração de ferramentas que possibilitam elaboração de objetos de aprendizagem. Como atividade prática, o professor cursista realizará duas atividades. 1-) Após navegar por diversos sites sobre objetos de aprendizagem e pelos portais educacionais, ele deverá escolher um deles para apresentar no Fórum: Apresentando um recurso de apoio Educacional. Na apresentação, ele deve dizer porque o recomendaria aos colegas docentes. 2-) Elaborar uma Webquest sobre um assunto de sua preferência. Após, compartilhar com seu/sua coordenador (a).

Várias foram as referências relacionadas a esta atividade, dado o objetivo dela. Entretanto, como uma das atividades era a elaboração de uma Webquest, foi evidenciado o prof. Bernie Dodge, da Universidade de São Diego, o idelalizador deste tipo de pesquisa que pode ser relacionado como objeto de aprendizagem. Resumidamente, a Webquest33, segundo o site do próprio idealizador, www.webquest.org.br, é um formato de aula orientado à investigação em que a maioria ou todas as informações com que os alunos trabalham são provenientes da web. 

Nesta linha de utilização dos recursos disponíveis na web, os autores do PFC, após vasta pesquisa, listaram mais de uma dezena de sites e portais educacionais que possibitam subsidiar as pesquisas docentes para preparação de aulas, os quais, em sua maioria trabalham com objetos educacionais.

Ao término e aprovação em cada unidade, o docente será certificado com 45h de formação. Há que se destacar que ele deveria cumprir as três atividades da unidade com 15h de trabalho.

Para elaboração deste modelo, foram levantados, considerando a experiência da coordenação pedagógica e dos coordenadores de orientadores do GEEaD com as formações anteriores, temas que eram reconhecidos como necessários à formação mais completa para o trabalho com a modalidade a distância.

Chegou-se à conclusão de que deveriam ser trabalhados eixos relacionados à Educação a Distância, Educação, Trabalho e Tecnologia e, por fim, Objetos de Aprendizagem (Fig. 1). Dada a amplitude dos eixos, foram estabelecidos, nas reuniões de coordenação do GEEaD34, temas que transitassem por eles e que contemplassem uma formação mais completa para o docente (Fig.1). Os temas trabalhados foram: Estilos de aprendizagem, Processos de Mediação, Protagonismo, desempenho e autoavaliação; Gestão do Tempo, Comunicação (Redes Sociais), Tecnologias na Educação; Material com Linguagem Dialógica Instrucional, Elaboração de videoaula, Objetos de Aprendizagem.

Após o estabelecimento destes temas, a coordenação pedagógica iniciou a realização de pesquisas para ampliação do repertório sobre os temas e, sempre convocando à participação os coordenadores de orientadores para opinar, participar e colaborar, iniciou-se a reescrita do PFC.

Nesta perspectiva, foram traçadas algumas premissas que deveriam prevalecer em todas as unidades do PFC, tais como: visão sociointeracionista, maior utilização de linguagem dialógica, adoção de recursos midiáticos, atividades que permitissem a interação e o trabalho coletivo, texto de apoio, breve sumário e, principalmente, atividades que contribuíssem ao universo prático do docente, independente de sua área de atuação.

Ainda, com relação ao referencial teórico utilizado, é pertinente reforçar que ele variou conforme as atividades práticas do PFC. Entretanto, nota-se implícita ou explicitamente a tentativa do GEEaD, na figura da Coordenação Pedagógica, principal responsável pela elaboração do PFC, em construir um PFC alinhado ao sociointeracionismo.

No exemplo abaixo, retirado do PFC sobre Gestão do Tempo (Anexo 4), tem-se a amostra desta proposta.

Gostaríamos que as questões discutidas ao longo do PFC instigassem a elaboração de uma linha do tempo sobre o seu trabalho. Para tanto, você deverá elaborar uma apresentação em PowerPoint, com um mínimo de 4 e o máximo de 7 slides, com uma linha do tempo, com imagens e textos, que demonstre como você faz o seu planejamento semanal como Professor Orientador. Por exemplo: estabelece prioridades, organiza um horário para leituras, para estudos, preparação de aulas, plantão de dúvidas, registros no Ambiente Virtual, participação nos fóruns e demais atividades?

Cada OA deverá comentar uma apresentação do colega, justificando o motivo da escolha e as impressões que teve com referência à postagem, ou seja, o que mais lhe chamou a atenção e motivo.

Para comentar a postagem do colega, você deverá clicar no arquivo escolhido; após, abrirá uma janela, local em que você redigirá seus comentários.

Bom Trabalho! (PFC, 2013, p. 3)


Os autores, com esta atividade, intencionam uma relação do sujeito com o outro e com o meio. No caso, professores x professores x tecnologia x mundo do trabalho docente. Na atividade infere-se que os autores esperam que haja a relação professores x professores.

Cada OA deverá comentar uma apresentação do colega, justificando o motivo da escolha e as impressões que teve com referência à postagem, ou seja, o que mais lhe chamou a atenção e motivo (Op. cit.). (Grifos meus)


Também, infere-se que esperam que haja relação dos docentes com tecnologia e com o seu escopo de trabalho.

Gostaríamos que as questões discutidas ao longo do PFC instigassem a elaboração de uma linha do tempo sobre o seu trabalho. Para tanto, você deverá elaborar uma apresentação em PowerPoint, com um mínimo de 4 e o máximo de 7 slides, com uma linha do tempo, com imagens e textos, que demonstre como você faz o seu planejamento semanal como Professor Orientador. (Op. cit.) (Grifos meus)


Nota-se esta intenção em outras atividades como fórum e/ou arquivos únicos que permitem a visualização e comentários. Por outro lado, em algumas atividades nem sempre isso se dá, como, por exemplo, no PFC sobre Percursos da Mediação (Anexo 2).

Elabore uma reflexão que demonstre como você, professor mediador, exerce essa mediação com seus alunos.

Não deixe de exemplificar e justificar os percursos escolhidos por você para interagir com os estudantes.

(PFC, 2012, p. 3)

Aqui se verifica apenas o contato do professor com o escopo de trabalho. Em última instância, pode-se dizer que haverá o contato com o coordenador que dará o feedback. Contudo, compreende-se que poderia estender a atividade para que houvesse interação ente os pares, com a utilização ainda maior de recursos tecnológicos para este fim.

Observa-se, portanto, que este é um ponto que será analisado na proposição que será feita no capítulo 3.





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