Welington luis sachetti


- A reescrita do Programa de Formação Continuada



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- A reescrita do Programa de Formação Continuada


O objetivo desta seção é descrever o formato mais recente do PFC, as reflexões pedagógicas que orientaram seu formato e o alinhamento da nova identidade visual com um modelo que objetiva, na visão dos implementadores, ser mais coeso com as TIC disponíveis e com o letramento digital. Destaca-se, em tempo, que esta identidade visual está intimamente ligada com o que o GEEaD visualiza como funcional para formação continuada de professores.

Como referência à coesão ora anunciada, é correto indicar que as TIC deveriam aparecer explicita ou implicitamente teorizadas no PFC, sendo destacadas nas práticas situadas propostas em cada atividade realizada, ou seja, o trabalho com elas deveria ser explorado enquanto o professor participava da formação. Assim, para além deste aspecto técnico, mais do que apresentar mídias e ferramentas digitais, tinha de ser explorado como elas podem contemplar o cidadão como sujeito contemporâneo, no caso, o docente.

Na visão dos implementadores, a atual proposta de PFC deveria mirar na utilidade para a ação cotidiana docente, possibilitar a ampliação de seu universo semântico e permitir que ela seja materializada em outras linguagens.

Assim, além da mudança de perfil dos docentes e o início do Telecurso TEC, agora nas ETEC, a necessidade de maior exploração do trabalho com as TIC e letramentos “forçaram” elaboração da nova versão ocorrida em 2012, quando o PFC passou a contar com 3 (três) unidades, cada uma com 3 (três) atividades, mais uma atividade de autoavaliação19, com 15 (quinze) horas cada (Fig. 2). Trabalha-se totalmente a distância, por intermédio de um ambiente virtual de aprendizagem, Moodle, com 1 (uma) unidade por semestre, totalizando 45 (quarenta e cinco) horas de formação.

De modo geral, um PFC deve apresentar-se inserido num discurso relativamente comum entre os aplicadores de formações, convergindo com uma reflexão aparentemente óbvia: que os professores, ao passarem por uma formação continuada, desenvolvam melhor suas práticas pedagógicas. No entanto, nem sempre os resultados se dão com essa facilidade.

Foi identificado, em reuniões20 entre a Equipe de Coordenação e Mediação pedagógica e Coordenadores de Orientadores de Aprendizagem, que um fator que poderia ampliar a participação docente na formação era a utilização de elementos midiáticos. Assim, observou-se a necessidade de se ter um PFC que, diferente do modelo anterior, possibilitasse maior alinhamento com ferramentas midiáticas.

Além disso, sendo o Centro Paula Souza um órgão público, deve estar alinhado com o um princípio de economicidade. Não obstante, tendo em vista este principio, ao se tratar de educação, sobretudo na gestão pública, a otimização de recursos é fator preponderante e, ainda, é interessante que tudo seja replicável a várias situações de aprendizagem. O PFC também foi concebido com vistas a estas situações.

Embora não se debruçassem sobre correntes teórico-pedagógicas para explicar cada elaboração do PFC, os elaboradores simpatizavam, se identificavam, com as correntes construtivistas e sociointeracionistas. Nesta linha, à frente, poder-se-á, na análise detalhada de excertos de alguns PFC, identificar ações tímidas rumo a tais abordagens, o que impossibita caracterizar/classificar o curso como pertencente a estas correntes pedagógicas.



Pode-se afirmar que, segundo Vygotsky, “a formação se dá numa relação dialética entre o sujeito e a sociedade a seu redor - ou seja, o homem modifica o ambiente e o ambiente modifica o homem” (ABRIL, 2014). Observada esta afirmação, nota-se as características do conceito de sociointeracionismo.

Segundo Vygotsky (1991, p.58) “o estado de desenvolvimento mental de uma criança só pode ser determinado se forem revelados os seus dois níveis: o nível de desenvolvimento real e a zona de desenvolvimento proximal”. Embora esta definição esteja eminentemente ligada ao universo de aprendizagem da criança, pode-se transpô-la para outros níveis de desenvolvimento da aprendizagem e, pode-se, ainda, relacioná-la aos diversos processos de formação continuada.



Nesta mesma linha, Chaiklin (2011, p.11), ao revisitar Vygotsky, afirma que o autor “utiliza com frequência o termo colaboração em sua discussão sobre a avaliação da Zona de Desenvolvimento Próximo.21”.

Embora não estejamos pesquisando aprendizagem de crianças, estamos falando de uma proposta de trabalho que, na visão dos implementadores, flertou com a concepção de Zona de Desenvolvimento Próximo, especialmente com os princípios da cooperação e da interação tão caros à aprendizagem, como se pode verificar em Vygotsky apud Chaiklin (2011, p.11) o qual afirma que

Ao aplicarmos o princípio da cooperação para estabelecer a zona de desenvolvimento próximo, obtemos a possibilidade de investigar diretamente o fator mais determinante da maturação mental que deve ser realizada no próximo e subsequentes períodos de seu estágio de desenvolvimento.
O PFC explora bastante a formação para a utilização das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), valorizando, no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), fóruns, postagens de arquivos únicos, feedbacks colaborativos, vídeos, áudios, imagens etc. A utilização de recursos adequados à mediação e orientação dos professores é um pressuposto para uma formação que atenda às demandas apresentadas para o Programa. Nota-se que o PFC foi concebido numa estrutura de AVA22 que permite prosseguir por este caminho.

A atual estrutura indica como carga horária 15 (quinze) horas por atividade, totalizando 45 (quarenta e cinco) horas por unidade.





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