Vilma aparecida miranda


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS



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INTRODUÇÃO

O envelhecimento é um fenômeno vivenciado mundialmente, sendo resultado das transformações sociais, econômicas e culturais que ocorreram nas últimas décadas, as quais contribuíram para a diminuição da taxa de mortalidade e fecundidade, aumentando assim a expectativa de vida da população.

À medida que as pessoas envelhecem, experimentam um número significativo de alterações orgânicas, muitas das quais prejudiciais ao desempenho físico, mental e psicológico. Muitos desses declínios ocorrem como resultado do processo de envelhecimento; outros estão relacionados às exigências da tarefa e às condições ambientais.

Há que se ressaltar que existe uma diferença entre o envelhecimento sadio e o patológico. A senescência é uma fase normal da vida de um indivíduo sadio, Se constituindo das alterações próprias do envelhecimento natural, não significando a manifestação de patologias. Já a senilidade diz respeito às alterações produzidas pelas várias afecções que podem acometer o idoso.

O envelhecimento é caracterizado por uma série de alterações, englobando aspectos biológicos e patológicos que levam, eventualmente, à perda de autonomia e da independência.

O ritmo de declínio das funções orgânicas varia não só de um órgão a outro, como também entre idosos de mesma idade, gerando efeitos diferentes de uma pessoa para a outra. A noção de autonomia está diretamente relacionada ao bem-estar e à capacidade que o indivíduo possui de dirigir sua própria vida, considerando-se que quanto maior for a autonomia, melhor será a qualidade de vida do idoso.

A sociedade capitalista atual, voltada para o mundo do trabalho e da produção, exclui o idoso do trabalho, levando esta população ao isolamento e, consequentemente, à dependência. De acordo com Pires e Silva (2001), a autonomia na velhice se refere não apenas nas atividades diárias, mas também naquelas relacionadas à tomada de decisões de sua vida e participação na sociedade, garantindo-lhe qualidade de vida.

Na atualidade, qualidade de vida deixou de ser apenas uma vida sem doenças físicas, mas, acima de tudo, a busca da felicidade e satisfação pessoal, em todos os aspectos da vida, âmbito profissional, social, fisiológico, emocional e espiritual, em um conjunto de equilíbrio harmonioso. Segundo Nahas (2001), existe um consenso entre pesquisadores de que são múltiplos os fatores que determinam a qualidade de vida do ser humano e da sociedade. A combinação desses fatores (estado de saúde, longevidade, satisfação no trabalho, salário, lazer, relações familiares, disposição, prazer e até espiritualidade) determina a qualidade de vida.

Para Neri (2004, p. 2), o aumento do interesse pela qualidade de vida dos idosos surgiu em decorrência da extensão da longevidade associada à crença de que a velhice patológica acarreta altos custos para o indivíduo e para a sociedade.

Assim, diante do envelhecimento da população e da necessidade de políticas públicas voltadas a esta clientela, em busca de oferecer qualidade de vida, o Serviço Social, por ser uma profissão voltada à conquista dos direitos sociais, deve estar pronto a um exame crítico das implicações deste fenômeno, estudando-o em suas particularidades, buscando as exigências, necessidades e possibilidades.

Diante de tal quadro, o presente estudo se justifica devido à importância de se descobrir que são responsáveis pela manutenção da autonomia de alguns indivíduos até uma idade mais avançada, contribuindo para uma melhor compreensão sobre os aspectos voltados ao envelhecimento da população.

O trabalho tem por objetivo discorrer sobre os aspectos sociais do envelhecimento, analisando os fatores que podem contribuir para um envelhecimento com menos dependência, mais autonomia e, consequentemente, maior qualidade de vida.

1 O ENVELHECIMENTO E A VELHICE




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