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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL

INSTITUTO DE LETRAS – DECLAVE

ESTÁGIO DE DOCÊNCIA EM PORTUGUÊS I

Trabalho Final de Psicologia da Educação II

  1. INTRODUÇÃO

O presente trabalho visa relatar as relações da teoria e prática em Psicologia da Educação como suporte para a Docência em Lingua Portuguesa e Literatura de Língua Portuguesa.

  1. DESENVOLVIMENTO

Considerando e segundo Piaget, a atividade intelectual não pode ser separada do funcionamento “total” do organismo.

Do ponto de vista biológico, organização é inseparável da adaptação: Eles são dois processos complementares de um único mecanismo, sendo que o primeiroé o aspecto interno do ciclo do qual a adaptação constitui o aspecto externo.”

Considerando que este processo de adaptação é então realizado sob duas operações a assimilação e a acomodação.



"A acomodação explica o desenvolvimento (uma mudança qualitativa), e a assimilação explica o crescimento (uma mudança quantitativa); juntos eles explicam a adaptação intelectual e o desenvolvimento das estruturas cognitivas." Essa mesma opinião é compartilhada por Nitzke et alli (1997a), que escreve que os processos responsáveis por mudanças nas estruturas cognitivas são a assimilação e a acomodação.

PIAGET (1996), quando expõe as idéias da assimilação e da acomodação, no entanto, deixa claro que da mesma forma como não há assimilação sem acomodações (anteriores ou atuais), também não existem acomodações sem assimilação. Esta declaração de Piaget, significa que o meio não provoca simplesmente o registro de impressões ou a formação de cópias, mas desencadeia ajustamentos ativos.

Considerando que, quando uma criança nasce apresenta poucos esquemas (estes de natureza reflexa) e a medida que se desenvolve, seus esquemas tornam-se generalizadas, mais diferenciados e mais numerosos.



“ uma integração à estruturas prévias, que podem permanecer invariáveis ou são mais ou menos modificadas por esta própria integração, mas sem descontinuidade com o estado precedente, isto é, sem serem destruídas, mas simplesmente acomodando-se à nova situação.”

CONSIDERANDO que o próprio PIAGET define como assimilação

:

Chamaremos acomodação (por analogia com os "acomodatos" biológicos) toda modificação dos esquemas de assimilação sob a influência de situações exteriores (meio) ao quais se aplicam.”

Segundo Piaget (WADSWORTH, 1996), a teoria da equilibração, de uma maneira geral, trata de um ponto de equilíbrio entre a assimilação e a acomodação, e assim, é considerada como um mecanismo auto-regulador, necessária para assegurar à criança uma interação eficiente dela com o meio-ambiente.

CONSIDERANDO que Piaget, postula sua teoria sobre o desenvolvimento da criança, descreve-a basicamente,em 4 estados, que ele próprio chama de fases de transição (PIAGET, 1975). Essas 4 fases são :



  • Sensório-motor (0 – 2 anos);

  • Pré-operatório ( 2 – 7,8 anos);

  • Operatório-concreto ( 8 – 11 anos);

  • Operatório-formal (8 – 14 anos);

CONSIDERANDO o papel iniludível que a escrita desempenha na construção do conhecimento ciente, a reflexão sistêmica sobre a escrita enquanto objeto deconhecimento, logo escrita igual a conhecimento, mais escrita mais conhecimento, e assim por diante, como um espiral, que parte do zero rumo ao infinito (grifo meu) , a importância da psicogênese da escrita para esclarecer alguns problemas teóricos, e a invenção por parte da humanidade de uma instituição encarregada de transmitir esse treinamento : A ESCOLA

CONSIDERANDO que a existência da Pré-escrita antes da escolarização, a escrita como umsistema simbólico de representação da realidade, a escrita comoum sistema simbólico de representação da realidade, a escrita como função instrumental, e suporte para memória de conceitos, o desenho como forma de escrita, contexto social como influenciador no letramento, linguagem escrita (representação do entendimento do mundo da criança) , versus escita da “letras” (decodificação de símbolos letras).

CONSIDERANDO a pré-história da escrita, a evolução da escrita, dialética entre linguagem oral e escrita e funções, psicol´´ogicas superiores, o biológico e o cultural;e finalmente considerando que as regras complementares dos papéis da família e da escola,a primeira é o respeito mútuo, a segunda é garantir que umobjetivo daescola – transmissão do saber – seja atingido,e a terceira é tornar possível a convivência em grades grupos.

CONSIDERANDO que a Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP), é um conceito elaborado por Lev Vigotsky, e define a distância entre o nível de desenvolvimento atual, determinado pela capacidade de resolver um problema sem ajuda, e a gama de possibilidades, determinado através de resolução de um problema sob a orientação de um adulto ou em colaboração com outro companheiro. Quer dizer, é a série de informações que a pessoa tem a potencialidade de aprender mas ainda não completou o processo, conhecimentos fora de seu alcance atual, mas potencialmente atingíveis.

CONSIDERANDO que a teoria de Piaget, o desenvolvimento cognitivo origina-se enormemente “de dentro para fora” pela maturação. Os ambientes podem favorecer ou impedir o desenvolvimento, mas ele enfatiza o aspecto biológico e, portanto, maturativo do desenvolvimento.

. CONSIDERANDO que a teoria de Vygotsky (1962, 1978) adota uma abordagem inteiramente diferente. Em comparação à abordagem dentro-fora de Piaget, Vygotsky enfatiza o papel do ambiente no desenvolvimento intelectual das crianças.. Os ambientes podem favorecer ou impedir o desenvolvimento, mas ele enfatiza o aspecto biológico e, portanto, maturativo do desenvolvimento ‘Postula que o desenvolvimento procede enormemente de fora para dentro, pela internalização – a absorção do conhecimento proveniente do contexto. Assim, as influências sociais, em vez de biológicas, são fundamentais


    1. – Prática

Local: Escola Estadual de Ensino Fundamental

Nível: Ensino Fundamental

Série: 7º Ano

Turma : 701

Alunos:12

Com a definição de Piaget, e a devido a idade da turma variar entre 13 e 15 anos, o estágio cognitivo, é o Operatório-formal, que segundo Wadswoth (1996) é neste l Operatório-formal,

‘”Segundo WADSWORTH (1996) é neste momento que as estruturas cognitivas da criança alcançam seu nível mais elevado de desenvolvimento. A representação agora permite à criança uma abstração total, não se limitando mais à representação imediata e nem às relações previamente existentes. Agora a criança é capaz de pensar logicamente, formular hipóteses e buscar soluções, sem depender mais só da observação da realidade.”

Em outras palavras, as estruturas cognitivas da criança alcançam seu nível mais elevado de desenvolvimento e tornam-se aptas a aplicar o raciocínio lógico a todas as classes de problemas.

Exemplos:

Se lhe pedem para analisar um provérbio como "água mole em pedra dura, tanto bate até que fura", a criança trabalha com a lógica da idéia (metáfora), ou seja da insistência . e não com a imagem de uma gota d”água pingando insistentemente numa pedra.

Para fundamentar teoricamente o presente relatório, que textos analisar? Em Análise de Textos: Fundamentos e Práticas, Antunes.I,2010 “todos os textos, de qualquer tipo ou gênero , de qualquer tamanho ou função, textos verbais (orais ou escritos) e não verbais e textos multimodais (imagens, charges, histórias em quadrinhos,gráficos, tabelas, mapas) podem ser objetos de análise,”. O que propiciou aos alunos do 7* ano do Ensino Fundamental a oportunidade de leitura e interpretação de texto, música e vivências trazidas por eles, suas percepções de mundo, oportunizando troca de impressões, visando sensações comuns que se entrelaçam e se fundem, e para tanto o planejamento e desenvolvimento de ensino, que tem sua premissa forte no ato de escrever, busquei apoio nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) do ensino fundamental (Brasil, 1997 e 1998). Na responsabilidade dos educadores, de criarem condições e instrumentos para que os educandos , tendo como cenário a sala de aula, compreendam e participem dos mais diversos fenômenos sociais e culturais. Cabendo ao professor, a criação de um espaço em que os alunos usufruam e partilhem de diversos tipos de manifestações culturais, não só como meros espectadores, mas também como agentes ativos de suas próprias narrativas. O segundo pressuposto está intimamente ligado ao primeiro, pois gira em torno da ideia de que a aula de língua portuguesa deve estar pensada tendo o texto como seu eixo estruturante, e ainda “Ler implica uma atitude responsiva; implica responder ao texto por meio de novas ações, de linguagem ou não.”.

Para tanto trabalhamos a música “Negro Drama” do grupo brasileiro de Rap Racionais MCs, e fatos que dizem respeito à temática do Negro, a discriminação e as formas de estigma na sociedade contemporânea ao longo da história do Brasil, e isto implicou em preparação para a leitura, leitura e compreensão global do texto, compartilhamento dos leitores em sala de aula, logrei êxito, visto que de certa forma o texto, a música transmitia a realidade sofrida pelos alunos, seus pais, parentes e vizinhos, que neste realismo trouxeram à baila, algumas estórias cruamente realistas, que oportunizou a este Professor, muitas vezes ser tocado e transformar alguns conceitos prévios, o que tratarei mais adiante. A esperada barreira do binômio leitura silenciosa versus leitura em voz alta foi vencida com facilidade visto tratar-se de uma letra de música e através do canto houve uma primeira leitura silenciosa e à medida que avançavam na leitura foram surgindo burburinhos, que ao poucos se transformou em canto e finalmente em gritos.

Como nos ensina (Leffa, 1996) “A leitura é basicamente um processo de representação. Como esse processo envolve o sentido da visão, ler é, na sua essência, olhar para uma coisa e ver outra, a verdadeira leitura só é possível quando se tem um conhecimento prévio desse mundo”, foi o gatilho para podermos trabalhar o Poema Navio de Negreiro, já com conhecimento prévio, e inserção de novos vocábulos, polissemia, metáfora, metonímia, hipérbole, personificação, sinestesia e ironia, do Livro Singular & Plural, Leitura, produção de Linguagem, 7* ano, Figueiredo. L, Balthasar.M, Goularte.S, 2017) PNLD; em uso pela Professora titular. Que foi de muita valia para análise de ambos os textos lidos e interpretados.

Com base no aprendizado do que nos diz (Kleiman, 2012), pela escolaridade todos os alunos já estavam acostumados com eventos de letramento e desenvolvimento cognitivo, capaz de compreenderam perfeitamente o que foi desenvolvido, lerem o texto e interagir, e nesse caso cabe perfeitamente a analogia da reação química, onde dois elementos distintos, leitor e texto, reagem entre si, num processo de interação para formar um terceiro elemento, que é a compreensão.

Terzi,S. A construção da leitura ,2001, seguindo o modelo Vygotsky, “a aprendizagem depende da criação” da chamada ZDP – Zona de Desenvolvimento Proximal, distância entre o desenvolvimento real e potencial da criança, tentei trabalhar a intersubjetividade (compromisso mútuo do interlocutores para com a mesma realidade da qual se fala) a definição partilhada da situação e mediação semiótica (criação de um mundo temporariamente partilhado, através da expressão verbal e não verbal), tanto na Canção como no Poema isto fica latente, nos discursos e vozes atuantes em ambos. A estes fatores, a afetividade foi trabalhada ao extremo como teoria e principalmente como prática diária desse aspecto em face de clientela discente e suas peculiaridades, a valoração foi ponto alto no desiderato de inclusão e pertencimento dos alunos no mundo em que vivem, e serão atores principais nas mudanças vindouras.

Dufour, D. em a Arte de Reduzir as cabeças acusa a televisão de ser “o único instrumento que permite manter as crianças tranquilas sem se ocupar delas, respeitosamente divergindo, o apoio das mídias modernas e redes sócias, servem como elementos agregadores e pode sim serem aliados importantes nos trabalhos escolares, na Canção Negro Drama, tivemos contato por vídeo, a letra sendo recitada, no Poema Navio Negreiro idem, com a permissão que os alunos pesquisassem em sala e fizessem desdobramento através de seus pontos de vista, criando novas versões.






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