Universidade federal de mato grosso programa de pós-graduaçÃo em educaçÃO MESTRADo em educaçÃo linha de pesquisa: educaçÃo em ciências e matemática concepçÕes e práticas de professores do ensino fundamental sobre o ensino e aprendizagem de



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UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO

MESTRADO EM EDUCAÇÃO

LINHA DE PESQUISA: EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS E MATEMÁTICA

CONCEPÇÕES E PRÁTICAS DE PROFESSORES DO ENSINO FUNDAMENTAL SOBRE O ENSINO E APRENDIZAGEM DE FRAÇÕES: UM ESTUDO EM ESCOLAS DA REDE ESTADUAL DE ENSINO DE CUIABÁ

Mestranda: Maria do Socorro Lucinio da Cruz Silva
Orientadora: Profª. Drª. Marta Maria Pontin Darsie

Cuiabá-MT

2012

MARIA DO SOCORRO LUCINIO DA CRUZ SILVA


CONCEPÇÕES E PRÁTICAS DE PROFESSORES DO ENSINO FUNDAMENTAL SOBRE O ENSINO E APRENDIZAGEM DE FRAÇÕES: UM ESTUDO EM ESCOLAS DA REDE ESTADUAL DE ENSINO DE CUIABÁ

Trabalho apresentado como requisito parcial da disciplina Pesquisa em Educação II, ministrada pelos professores Dra. Luzia Palaro e Dr. Sergio Wielewiski, no Programa de Pós-Graduação Strictu Sensu em Educação da Universidade Federal de Mato Grosso.

Cuiabá-MT

2012


INTRODUÇÃO
A proposta desta pesquisa emergiu da minha experiência como docente dos 9º anos do Ensino Fundamental de uma escola da rede pública estadual de ensino, em Cuiabá.

No início de cada ano letivo, ao construirmos o planejamento anual em conjunto com professores da disciplina de Ciências, verificamos a necessidade de retomarmos, logo no primeiro bimestre letivo, a resolução de problemas que envolviam números racionais. Isso se deve ao fato de que a disciplina de Ciências no 9º ano traz uma iniciação científica apresentando estudos iniciais em química e física, e os cálculos com números racionais são essenciais para as atividades da disciplina.

Essa situação muitas vezes me intrigava e os questionamentos surgiam quando eu tentava entender em que momento da vida escolar do aluno poderia ter ocasionado essa lacuna na aprendizagem com racionais.

Em busca de responder a esses questionamentos, compreendi que era necessária uma formação específica que pudesse contribuir com minha atuação como docente nos 9º anos do Ensino Fundamental, no sentido de entender o funcionamento da aprendizagem do aluno em relação aos números racionais, e um curso de pós-graduação em Stricto Sensu seria a opção que me faria uma investigadora da realidade vivida na escola.

Ingressando no Programa de Pós-Graduação em Educação do Instituto de Educação da Universidade Federal de Mato Grosso, sob a orientação da professora Dra. Marta Maria Pontin Darsie, tive a oportunidade de participar de um projeto desenvolvido por três instituições de Ensino Superior, a UFMT/Campus Cuiabá, a Unesp/Campus Ilha Solteira, e a Unemat/Campus Barra do Bugres. Esse projeto é denominado de Observatório da Educação com Foco em Matemática e Iniciação às Ciências, atua em seis escolas da rede estadual de ensino, em Cuiabá, e tem como objetivo principal é cujo objetivo é diagnosticar as dificuldades dos alunos com a matemática e propor intervenções junto aos alunos no intuito de contribuir para a superação dessas dificuldades, bem como atuar junto aos professores das escolas em um processo de formação continuada.

Para diagnóstico das dificuldades dos alunos, o projeto Observatório da Educação aplica simulado nos moldes da Prova Brasil/Ministério da Educação em turmas que irão realizar a prova oficial no final do ano, após a organização dos dados desse simulado, é feita a operacionalização de intervenção junto aos alunos e aos professores com foco nas questões com maiores índices de erros apontados pelo simulado.

Em 2011, o projeto Observatório da Educação, para diagnóstico das dificuldades dos alunos de 5º e 9º anos do Ensino Fundamental, utilizou um SIMULADO PROVA BRASIL, disponibilizado pelo Ministério da Educação em seu portal na Internet.

Como participante do projeto, pude acompanhar o tratamento das informações da prova aplicada nos 9º anos das escolas participantes do projeto, e um resultado me deixou bastante motivada a prosseguir com o projeto que aqui proponho: o alto índice de erros em uma questão cuja resolução dependia de adição e subtração de frações.

Os resultados do SIMULADO PROVA BRASIL apontavam que dos 307 alunos dos 9º anos que fizeram a prova, apenas 51 acertaram a questão com frações.

Diante desse cenário, redirecionei a minha investigação para o ensino de frações e fui buscar material teórico que me desse suporte para entender o processo de aprendizagem de frações em alunos do Ensino Fundamental.

Primeiramente busquei informações junto aos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) de Matemática para os Anos Iniciais, e também para os Anos Finais do Ensino Fundamental. Minha escolha se deve ao fato de se tratar de um documento oficial do Ministério da Educação que visa propor a organização curricular do Ensino Fundamental, ou seja, apresenta o quê e como deve ser feito o ensino da matemática.

Os PCN de Matemática para os Anos Iniciais (1997, p.56) preveem como um dos objetivos de Matemática para os 4º e 5º anos a possibilidade de resolver problemas, consolidando alguns significados das operações fundamentais e construindo novos, em situações que envolvam números naturais e, em alguns casos, racionais.

Já para o 6º ano, os PCN de Matemática para os Anos Finais (1997, p.58) definem que o aluno deverá ser capaz de analisar, interpretar, formular e resolver situações-problema, compreendendo diferentes significados das operações envolvendo números naturais e racionais.

A partir do 7º ano, segundo os PCN, o aluno já terá consolidado a aprendizagem das frações, isto é, conceitos iniciais e com operações, oportunizando a partir dali apenas as aplicações do uso de frações.

Desta forma, focamos nosso projeto no ensino e aprendizagem das frações dos 4º, 5º e 6º anos do Ensino Fundamental, pois permitirá investigar como se dá esse processo durante a construção dos conceitos iniciais de frações, bem como de suas operações.

Minha modesta experiência docente me permite acreditar que as dificuldades de aprendizagem por parte dos alunos em frações estejam diretamente ligadas ao modo como o assunto é abordado em sala de aula, como eles constroem esse conhecimento, como nós professores, estamos contribuindo para esta construção.

Assim, amadurecemos nossos questionamentos e estabelecemos nosso problema de pesquisa que propõem investigar: Que concepções e que práticas, sobre o ensino e aprendizagem de frações, são reveladas por professores que atuam no Ensino Fundamental?

Nosso objetivo principal é compreender o que revelam as concepções e práticas de professores do Ensino Fundamental sobre os processos de ensino e aprendizagem de frações.

Para nos aproximarmos do entendimento em relação ao nosso problema de pesquisa, traçamos alguns objetivos específicos:


  • Investigar junto aos professores do 4º, 5º e 6º anos do Ensino Fundamental, das escolas que participam do projeto Observatório da Educação em Cuiabá, suas concepções acerca do conceito de frações.

  • Saber que concepções de ensino e de aprendizagem de frações possuem os professores.

  • Observar as práticas desses professores em sala de aula no estudo de frações com seus alunos.

  • Analisar plano anual e planejamento de aula dos professores participantes da pesquisa que abordam o tema frações.

  • Organizar e analisar os dados coletados.

A seguir, apresentaremos uma síntese dos capítulos teóricos construídos em nossa dissertação, incluindo o aporte teórico que nos proporcionou embasamento ao nosso pensamento e argumentação no que se refere ao ensino e a aprendizagem de frações. Desta forma, os capítulos teóricos foram muito importantes na preparação e estruturação dos quadros referenciais para análise e triangulação dos dados.

Logo após, trazemos nosso capítulo metodológico com a apresentação da opção metodológica da pesquisa, dos instrumentos para coleta de dados, e os dados coletados até o momento de entrega deste trabalho.



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