Universidade do estado de santa catarina centro de ciências tecnológicas



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Encontro05.12.2019
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P: Será que é sempre vantajoso o salário dessa empresa?

A1: Eu coloquei outros valores na função, mas ele teria que vender muito mais para ganhar no emprego novo. Eu não seria capaz de vender tudo isso!

P: E como faríamos para verificar em que ponto seria vantajoso?

A2: Eu igualei as funções.

P: Exato, vamos ver pelo gráfico para verificar melhor.
Então, mostrou, no Geogebra, as duas funções do problema e indicou a partir de que valor mudaria os salários para mais altos ou baixos.

Para viabilizar o Construtivismo na sala de aula é fundamental perceber que o professor pode ensinar discutindo a elaboração e apresentando pistas para a criança chegar ao conhecimento, fornecendo outros que o sustentam; pode também abordar (de forma expositiva ou não) perspectivas e procedimentos necessários à elaboração dos conhecimentos (MASSABNI, 2006).

Essas atividades que os alunos fizeram não valiam nota, mas serviam para a professora verificar o que eles sabiam, onde tinham mais dificuldades e suas principais dúvidas. Ela falou para a autora, que com uma outra atividade semelhante a essas - das aulas observadas - percebeu que os universitários não tinham dificuldades com expressões com módulo, logo, focou um tempo menor nesse conteúdo e passou para o próximo tópico do programa da disciplina.
4 CONCLUSÃO

A autora achou muito interessante o modo que a professora abordou o conteúdo de funções com os alunos da graduação, e também o jeito que ela se interessava pela aprendizagem deles.

Durante sua prática foi possível observar que em vários momentos, suas atitudes se encaixam na teoria Construtivista, visto que ela orienta os estudantes, estimula-os à reflexão, a tomada de decisões, e a manifestação de opiniões e interações com os demais participantes. Além disso, para o Construtivismo, “o sujeito constrói o próprio conhecimento a partir de suas representações internas. A aprendizagem resulta dessa construção” (WERNECK, 2006, p. 185).

Com as atividades, a docente criou situações buscando descobrir o que os universitários já sabiam, e essa prática se encaixa na Aprendizagem Significativa de David Ausubel, que entende que,

A aprendizagem é a ampliação da estrutura cognitiva por meio de novas ideias. E essa aprendizagem pode variar entre uma aprendizagem mecânica e a aprendizagem significativa, dependendo do tipo de relação existente entre as ideias na estrutura cognitiva do indivíduo e as novas que se busca internalizar. A aprendizagem significativa ocorre quando as ideias novas vão se relacionando na mente do indivíduo de forma não arbitrária e substantiva com as ideias já internalizadas (DISTLER, 2015, p. 195).
Assim, por se tratar de um conteúdo já visto no Ensino Básico pelos estudantes, agora, no Ensino Superior, a forma de ver funções seria mais aprofundado, e para Piaget,

Conhecer é essencialmente transformar, atribuir novas funções, novas interpretações, novas relações, ao que até aí era conhecido de outra forma, seguramente, menos objetiva e eficiente. Assim, para que ocorra um verdadeiro conhecimento é necessário que os limites do real sejam cada vez mais alarga­dos o que implica a necessidade que o sujeito tem de ter acesso a informações provenientes de diversos domínios [...] (FERNANDES; FERREIRA, 2012, p. 39).


Uma observação que cabe colocar aqui, que apesar da aula parecer muito rica em troca de informações, pode acontecer dos alunos não se adaptarem a essa prática, já que, segundo a professora, na outra turma de CDI-I que ela da aula, os estudantes pediram para ela fazer a aula tradicional – quadro e giz – pois eles achavam que aprendiam melhor desse modo.




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