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UNIVERSIDADE ABERTA

E-FÓLIO A

Nome: António José Estêvão Cabrita


Número: 1002404
Turma: 01

Licenciatura em Ciências de Informação e Documentação



INICIAÇÃO À MUSEOLOGIA

Dr. Pedro Flor

Mestre Anabela Ferreira

Abril 2012


O Coleccionismo em Quinhentos e as repercussões em Setecentos


Desde sempre a tendência humana foi de recolha e acumulação, para constituir património e, mais tarde, através de alguma especialização, gosto, e também por exibicionismo, passou a coleccionar. Todos os artefactos serviam para satisfazer estas necessidades, desde objectos mais ou menos comuns até outros, antigos, raros, valiosos, de proveniência distante ou pelo seu valor estético e artístico. Esta vontade de recolher e coleccionar virá da necessidade individual de afirmação e manutenção de um determinado estatuto e condição social, tema que as ciências da psicologia e da sociologia melhor saberão explicar.

Nos século XV e XVI, com os Descobrimentos, o alargamento das rotas comercias e com a expansão dos territórios ultramarinos, as trocas comerciais tornaram-se intensas, pois era também esse o objectivo de tal empreitada e, para tal, contribuíram também as não menos incessantes permutas culturais no contacto com novas línguas, culturas, usos e tradições. Assim, ao raro, ao valioso e comum juntou-se o exótico, pela novidade, trazido de terras que apenas faziam parte do imaginário.

Com o acumular de objectos e a curiosidade de terceiros, o que até então era feito em privado, a exibição de determinada colecção, constituída por peças de aquisição arbitrária e singular, valorizada pelos factores mencionados, passou a ser feito para um público alargado, para regozijo do proprietário e satisfação da curiosidade dos demais. O prestígio deixa de ser a dimensão da colecção e passa ser de acordo com a raridade e a exuberância. Os locais onde estas “exposições” podiam ser observadas foram designados de Gabinetes de Curiosidades.

Nos Gabinetes expunham-se colecções privadas, de composição heterogénea, não cumpriam algum desígnio que não o de serem observadas. Constituídas pelos mais diversos objectos como espécimes minerais, animais ou vegetais, telas, esculturas, pedras preciosas, etc. A variedade seria tão grande que terá levado à afirmação de Leite de Vasconcelos sobre um museu etnográfico do Paço da Ribeira, pois se tratava de um dos locais de desembarque das naus e galeões provindos de além-mar, recheadas de novos achados. Não se apresentam sob qualquer ordenação, separação, lógica ou metodologia, senão aquela que o proprietário determinou, de forma subjectiva, destacando os objectos que mais aprecia.

Aos poucos os Gabinetes transformam-se em locais de debate, de comparação, de elaboração de teorias o que leva à necessidade de critérios e maior racionalismo quanto às aquisições e em como deve ser constituído o fundo, o que origina colecções temáticas ou especializadas, como são as de ciências naturais, de plantas, insectos ou minerais.

Entre o domínio filipino, com a Corte na Aldeia1, a Restauração e as subsequentes guerras, o declínio económico do país agravou-se substancialmente, sob uma fortíssima imagem de decadência2, o que não permitiu o desenvolvimento de diversas áreas, como as culturais e científicas.

No reinado de D. João V, acontecem as pesadas remessas de ouro de Brasil e é entretanto promulgada a lei 20 de Agosto de 17203, pela qual se proibia a destruição de objectos que mostrassem ser antigos, precisamente, com o limite temporal superior de D. Sebastião. Com D. José I, é decretada a 3 de Setembro de 17594, a expulsão dos Jesuítas e o confisco dos seus bens.

Estavam assim lançadas as raízes e o suporte para que, mais tarde, através da reforma curricular do ensino5 de Marquês de Pombal em (1772), onde impôs o Verdadeiro Método de Estudar do oratoriano Luís António Vernei6, beneficiando também das influências externas do Racionalismo e do Iluminismo, se determinasse a criação de Museus, para a Instrucção da Mocidade7, com colecções inventariadas, catalogadas e com procedimentos sistematizados. Para os fundos destes novos museus contribuíram, para além de algumas colecções régias8, alguns dos bens anteriormente confiscados aos Jesuítas e a recolha de um sem número de artefactos, mesmo de colecções inteiras, provenientes dos Gabinetes de Curiosidades, que vêem o seu declínio e posterior extinção, cedendo definitivamente o seu lugar aos Museus.





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