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UNIP-UNIVERSIDADE PAULISTA

Instituto de Ciências Humanas

Curso de Psicologia

Oficinas de criatividade para jovens em situação de risco

Paula S Cukier RA: 865843-9

Thais Alves N. Ribeiro RA: 286938-1

Jundiaí/2011

UNIP-UNIVERSIDADE PAULISTA

Instituto de Ciências Humanas

Curso de Psicologia

Oficinas de criatividade para jovens em situação de risco

Trabalho apresentado à Profª Karine, referente a disciplinaAconselhamento e orientação psicológica, do curso de graduação em Psicologia da UNIP/Campus Jundiaí.

Jundiaí/2011
Introdução:

Para Cupertino (2006) a Oficina de Criatividade é uma forma específica e recente de atuação psicológica, que articula as áreas da Psicologia e da Educação. Nela é possível a experimentação e a exploração de diversas formas de expressão; facilitando o autoconhecimento e o conhecimento e a aceitação do outro enquanto alguém diferente, também favorecendo uma inserção social baseada na ética, ajudando a reconhecer o papel dos afetos na vida, nos processos de aprendizagem e nas práticas profissionais.

As oficinas de criatividade não visam o desenvolvimento de nenhuma habilidade específica, mas promove a apropriação da capacidade de transformação dos participantes com relação a eles mesmos e/ou aos ambientes nos quais estão inseridos (CUPERTINO, 2006).

Nestas oficinas são realizados atendimentos grupais, orientados por um facilitador, e baseados no uso de recursos expressivos de natureza artística, que possibilitam expressões de sentimentos, valores e preconceitos dos participantes, que podem ser discutidos e elaborados (CUPERTINO, 2006), assim promovendo a integração do indivíduo e a ressignificação da vida (JORDÃO, 1999, apud CUPERTINO, 2006).


Juventude e exclusão:

Atualmente o conceito de adolescência não pode ser considerado estático pois envolve uma pluralidade de adolescentes, sendo um conceito construído histórica e culturalmente, assim, é importante considerar a diversidade dos contextos sociais, econômicos e culturais (CUPERTINO,2008).

Nestes contextos diversos torna-se importante a questão da exclusão social, que atinge uma parcela significativa de jovens devido a questões como: classe social, condição econômica, relação escola-trabalho, raça e gênero, local de moradia e participação de programas sociais. Este ultimo é uma possibilidade de inclusão diante desta realidade excludente (CUPERTINO,2008).

Cupertino (2008) aponta que os jovens das periferias não são alvos apenas de carência de bens materiais, culturais ou de condições objetivas de vida, mas também de possibilidades de afiliação e de horizontes existenciais presentes ou futuros.


A experiência na Gol de letra:

Foram realizados 16 encontros quinzenais com dois grupos de dez adolescentes cada, para formação de mediadores na Fundação Gol de letra, que atende crianças da periferia de São Paulo (CUPERTINO,2008).

As oficinas possibilitaram a discussão sobre as temáticas da violência, agressão física e psicológica, medos, insegurança quanto ao futuro, situações de desrespeito e desqualificação das quais são alvos ou espectadores, assim também como o questionamento de valores e preconceitos, de respeito às diferenças (CUPERTINO,2008).

Os participantes do grupo cresceram e viveram em ambientes nos quais predominam a violência, atos criminosos, ameaças recebidas e feitas por eles entre os familiares, o que não diminuiu o amor que sente por estes, pois são suas referencias para a vida. Por conviverem diariamente com a violência, esta se tornou natural e acaba por ser mantida e reproduzida pelos adolescentes (CUPERTINO,2008).

Cupertino (2008) aponta que o ambiente da oficina era descontraído e livre para que os adolescentes expressassem o que quisessem. A descontração é um dos princípios fundamentais da oficina, que deve ser encorajado por ser uma condição facilitadora da expressão, seja criativa ou afetiva, na medida em que cria um contexto de confiança e troca.

Ao final das oficinas, quando alguns dos adolescentes seriam desligados da Fundação, surgiram sentimentos ambivalentes, que caracterizou três grupos distintos: O primeiro mais maduro, que reconheceu as possibilidades abertas através da instituição, e que utilizariam o que foi aprendido na vida futura. O segundo grupo sentia-se parcialmente qualificado por não se identificar com o que desenvolveram. E o terceiro grupo mostrou dificuldade em pensar no futuro devido a uma visão negativa que tinham de si mesmo por se considerarem “pessoas que não servem para nada” (CUPERTINO, 2008).




A partir da oficina de criatividade reconheceu-se a importância do psicólogo, que deve ter um compromisso social, com intervenções de prevenção e promoção na qualidade de vida das pessoas. O seu trabalho também possibilitou que as experiências pudessem ser compartilhadas, os problemas e soluções divididos, funcionando como uma rede de apoio e de troca para os adolescentes (CUPERTINO,2008).



Bibliografia:
CUPERTINO, C. M. B. Oficina de criatividade na formação de jovens para ação comunitária. Psicologia para América Latina, n. 5, 2006. Disponível em: www.pepsic.bvsalud.org, acesso em 15/10/2011.
CUPERTINO, C. M. B. Oficinas de criatividade para jovens em situação de risco. In: Espaços de criação em psicologia: oficinas na prática. São Paulo: Annablume, 2008.

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