Unifae – centro universitário franciscano do paraná


Relações Lógicas e as Influências Ambientais sobre o Patrimônio



Baixar 386,23 Kb.
Página20/50
Encontro02.03.2019
Tamanho386,23 Kb.
1   ...   16   17   18   19   20   21   22   23   ...   50
2.2.4 Relações Lógicas e as Influências Ambientais sobre o Patrimônio.

As relações lógicas que determinam a ocorrência do fenômeno patrimonial classificam-se em: essenciais, dimensionais e ambientais.

O fenômeno patrimonial nasce das sensações de falta ou necessidade, denominadas relações lógicas essenciais. Para satisfazer essas sensações deve-se seguir o ciclo citado anteriormente, caso o resultado seja positivo, diz-se que o ciclo teve eficácia. Lopes de Sá (1999, p.169) salienta que:
As relações essenciais, na produção natural dos fenômenos patrimoniais, são determinações de vontades, mas os fenômenos patrimoniais inaturais e os exclusivamente dependentes de ambientes exógenos não obedecem a essa mesma seqüência lógica.
As relações lógicas dimensionais, referentes à causa, efeito, espaço, tempo, qualidade, quantidade e valor. Conforme Lopes de Sá (1999, p.171): “[...] os fenômenos patrimoniais possuem suas causas e efeitos, ocorrem em condições específicas de qualidade de elementos, de quantidade deles, e em tempos e espaços determinados“.
Pires (1999, p.37) relata que:
Para afirmar que algo aconteceu com o patrimônio, é imperativo dizer o que aconteceu, enfocando a origem da grandeza, analisar os aspectos. Para entender o que aconteceu, requer-se o exame das relações lógicas do fenômeno patrimonial, as denominadas evidências Dimensionais, ou seja: Causa – que identificam as origens do evento; Efeito – que identificam o que ficou ou defluiu do efeito; Qualidade – o que caracteriza ou diferencia o fato ou elemento em relação a outros; Quantidade – qual a expressão da medida ou valor do fato; Tempo – qual a época em que o evento ocorre; Espaço – qual o local onde o fenômeno ocorreu.

As relações lógicas ambientais provem o patrimônio estar contido na empresa e esta estar contida num ambiente social e natural de múltiplas influências. A empresa recebe e promove influências no meio onde está contida. Essas influências são as endógenas (internas), as quais são palpáveis podendo-se citar as influências administrativas, do pessoal executivo, psíquica e física do elemento humano, portanto controláveis pela corporação e as exógenas (externas), impossíveis de serem controladas pela empresa, as quais consideram o patrimônio como parte de um mundo ecológico, social, político, econômico, legal, fiscal, tecnológico, científico, etc.



Portanto, o patrimônio submete-se aos seus entornos, quer mais distante (exógeno), quer interno e próximo (endógeno). O Quadro 1 demonstra as interações do patrimônio perante o ambiente interno e externo.

Quadro 1: O patrimônio e suas interações com o ambiente interno e o externo.




FONTE: SÁ, Antônio Lopes de. Teoria da Contabilidade. 2 ed. São Paulo: Atlas, 1999, p.173.

Kroetz (2000, p.27) aponta que: “Urge, sempre mais, na ciência contábil, o desenvolvimento de estudos observando a abordagem sistêmica, uma vez que ela busca estudar o patrimônio aziendal”.

Lopes de Sá (1999, p.174) enfatiza: “O fenômeno patrimonial é tudo o que tange a essência da riqueza aziendal, quer derivado de fatores diretos, quer indiretos, quer voluntários ou naturais da azienda, quer involuntários ou inaturais, quer externos, quer internos”.

Kroetz (2000, p. 49) classifica a origem do fenômeno patrimonial em dois níveis:

1. Relações Ambientais Endógenas - [...] podendo ser classificadas como:

a) Compulsórias – aquelas derivadas de fatores diretos internos e naturais à entidade.


b) Involuntárias - Aquelas oriundas de fatos internos extraordinários que exercem modificações no patrimônio.

  • Perdas patrimoniais;

  • Defeitos mecânicos;

  • Erros humanos;

  • Problemas tecnológicos;

  • Outras.

2. Relações Ambientais Exógenas - [...] podendo, também, ser classificadas em:

a) Compulsórias - originárias de fatos exógenos ao mundo aziendal com características de serem naturais e voluntários, impostos por agentes externos.



  • Legais;

  • Tecnológicas;

  • Culturais e religiosas;

  • Políticas;

  • Outras.

b) Involuntárias - São aquelas derivadas de acontecimentos externos extraordinários, mas que modificam o patrimônio das entidades.

  • Ecológicas;

  • Sociais;

  • Econômicas;

  • Políticas;

  • Outras.

Herckert (2007a) relata que constantemente, por influências ambientais exógenas, ocorrem transformações patrimoniais e que esta mutação constante da riqueza influencia a sociedade na sua qualidade de vida. Os fenômenos ambientais podem afetar profundamente o andamento da riqueza da célula social (seja ela empresa ou instituição), por isso é importante o estudo e a análise dessas influências ambientais internas e externas (endógenas e exógenas) porque são forças inequívocas que fazem movimentar o patrimônio. Tais influências são, também, as que determinam a ocorrência da eficácia ou ineficácia patrimonial.

Herckert (2007a) traz o conceito de Influência Ambiental Endógena como as influências que advêm da direção e do pessoal da organização. Ou seja, fenômenos ambientais internos da célula social.

Como exemplo de influencias endógenas que, quando indevidamente administradas podem impactar sobre a dinâmica da riqueza patrimonial, cita-se a gestão da saúde, aspectos e pressão psicológicos, dentre outros.

Como Influência Ambiental Exógena Herckert (1999) afirma que são aquelas que modificam a dinâmica dos meios patrimoniais, sendo provenientes do mundo exterior à célula, mas agindo quer direta ou indiretamente sobre ela.

Atualmente observa-se a realidade de tempos turbulentos, onde as mudanças ambientais estão ocorrendo por toda parte. Mudanças tecnológicas afetando diretamente as organizações, provocando transformações de âmbito social que, por sua vez, influenciam o comportamento do indivíduo, seja na sociedade ou no contexto organizacional, políticas governamentais.

Na atual situação, a sobrevivência das organizações não depende apenas de simples mudanças frente às pressões do ambiente, mas da capacidade que elas têm de antecipar os eventos e as respostas ao ambiente, para que cresça em meio a mudanças.

Sobre as influências ambientais nas organizações, Herckert (2007a) relata que: “Constantemente verifica-se prosperidade, estagnação ou falência das atividades econômicas das células sociais devido às influências ambientais, principalmente as exógenas”.

Portanto, na atualidade o Neopatrimonialismo demonstra o estudo da ciência contábil sob uma visão holística, enfatizando a prosperidade não só do indivíduo, mas de todas as células que compõem a sociedade, mostrando às empresas de qualquer natureza a responsabilidade social necessária para o bem-estar de todos.
De acordo com Lopes de Sá (2002, p.16):

A visão dos estudos contábeis, pois, na Teoria das Funções Sistemáticas está ligada, de forma substancial e irreversível, aos ambientes que são os continentes e agentes do patrimônio. Nossa teoria mostra um patrimonialismo vinculado ao social, ao humano, ou seja, transcende ao âmbito celular, sendo esta uma orientação filosófica relevante (hoje tão evidente nas denominadas: Contabilidade Social e Contabilidade Ambiental).





Compartilhe com seus amigos:
1   ...   16   17   18   19   20   21   22   23   ...   50


©psicod.org 2019
enviar mensagem

    Página principal