Unifae – centro universitário franciscano do paraná



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Contabilidade Social.

A contabilidade social tem por objetivo registrar os fatos econômicos ocorridos numa sociedade prestando contas à mesma.

De acordo com Calderelli (1997, p.180):


Contabilidade Social é aquela que possui normas especiais aplicadas ao registro dos fatos econômicos ocorridos dentro de uma Sociedade. O mesmo que contabilidade nacional. A idéia do registro dos fatos econômicos ocorridos dentro de uma Nação, vem desde os séculos XVI e XVII, sendo mesmo a idéia exposta por François Quesnay, idealizador da escola Fisiocrática (Publicou em 1758 – Tableau Economique).

A totalidade das contas destinadas ao registro desses fatos econômicos denomina-se sistema de contas nacionais, e o método de escrituração adotado para esses registros é o das Partidas Dobradas.

A Equipe e Renda Nacional do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas, mantém correspondência com o estabelecido pela ONU – Organização das Nações Unidas, sendo composto de seis contas, a saber:

a) Conta do Produto Interno Bruto

b) Conta de Renda Nacional

c) Conta Consolidada de Capital

d) Conta dos Consumidores

e) Conta do Governo

f) Conta das Transações com o Exterior.
Lima e Pinheiro (2004) relatam que o objetivo da contabilidade social “(...) justifica-se pela exata relação de interdependência que une sociedade à empresa e estas ao meio ambiente”.

Já Queiroz e Queiroz (2000, p.81) colocam que “sendo a contabilidade uma enorme fonte de registro, interpretação e informação de dados empresariais e governamentais, deve também passar a preocupar-se com o retorno a ser dirigido a toda a sociedade”.

De acordo com Coelho, Dutra e Cardoso (2000, p.12):

A contabilização dos eventos que envolvem o meio ambiente e a sociedade tem por escopo mensurar a integração das políticas sócio-econômicas da entidade com o seu desenvolvimento sustentável.


Iuldícibus, Martins e Gelbcke (2003, p.50) explicam como a contabilidade é uma ciência social:

A contabilidade é uma ciência nitidamente social quanto às suas finalidades, mas, como metodologia de mensuração, abarca tanto o social quanto o quantitativo.

É social quanto às finalidades, pois, em última análise, através de suas avaliações do progresso de entidades, propicia um melhor conhecimento das configurações de rentabilidade e financeiras, e, indiretamente, auxilia os acionistas, os tomadores de decisões, os investidores a aumentar a riqueza da entidade e, como conseqüência, as suas, amenizando-lhes as necessidades.

É parcialmente social, como metodologia, em seus critérios valorativos, baseados em preços, valores e apropriações que envolvem grande dose de julgamento, subjetividade e incerteza, decorrentes do próprio ambiente econômico e social em que as entidades operam.

É em parte quantitativa, em sua forma de materialização na equação patrimonial básica, que não admite desgarramentos de sua lógica formal: Ativo = Passivo.

Cada vez mais a contabilidade social deixa de ser um diferencial tornando-se uma obrigação e acima de tudo uma responsabilidade. Correndo o risco de ficar fora do mercado as empresas que não praticarem tal política.



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