Uma entrevista com o Pavarini dos anos 90



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Uma entrevista com o Pavarini dos anos 90



Cristina Zackseski1
Esta é uma pequena parte da história de nosso homenageado, recuperada depois de 19 anos, e que coincide com o início de minha experiência acadêmica em campo. Fui à Bolonha como estudante e bolsista do Programa de Pós-graduação em Direito da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGD/UFSC) por insistência de Sandro (Alessandro Baratta). Ele achava impossível fazer pesquisa à distância sobre um interessante projeto de segurança que me apresentara, e com o qual estava muito entusiasmado. De fato naquele momento era impossível fazer tal pesquisa desde o Brasil. Hoje fico feliz ao ver a quantidade de informação disponível na Internet sobre segurança e prevenção de conflitos, mas assim mesmo não há nada que substitua a ida aos lugares e as conversas que temos olhando nos olhos das pessoas. Uma destas conversas foi com Massimo Pavarini, que era naquele momento Diretor Científico do Projeto Città Sicure. Ele me recebeu na Sede do Instituto Gramsci – Via Barberia 4º segundo – Bolonha – no dia 23 de março de 1996, às 15 horas de um sábado. Eu havia elaborado um roteiro de entrevista, que foi revisado e aprovado por Sandro. Eles trocaram impressões a respeito e quando cheguei para a entrevista Pavarini me provocou dizendo: “Me mande aí essas perguntas de cem milhões de dólares”! E assim começou nossa conversa:



1. COMO SURGIU E QUE FORMA ASSUMIU O MONITORAMENTO CIENTÍFICO DO PROJETO “CITTÀ SICURE”?

É relativamente fácil reconstruir a história cronológica do projeto.

Antes do projeto, que é um projeto regional, encabeçado pela Presidência da Região Emília-Romana com o nome “Città Sicure”, houve uma experiência que foi conduzida por alguns de nós nos anos que vão de 1992 a 1994, de uma revista denominada “Sicurezza e Territorio - Para uma Política da Prevenção da Criminalidade”, feita por um grupo de intelectuais, um pequeno grupo que se posicionou sobre esta questão e conduziu uma reflexão simples, divulgadora, que reproduzia também as experiências estrangeiras. Então, precisamente este pequeno grupo fez esta revista, que teve um mínimo de difusão e fez crescer, em outras palavras, um mínimo de consciência sobre o tema da prevenção.

Desta experiência, ou, pode-se dizer, da “costura” desta experiência nasceu, pois, este projeto. Portanto, “Città Sicure” nasce com a adesão à iniciativa, levada adiante no plano cultural, por parte do Presidente da Região Emília-Romana - Dr. Bersani - que se deteve para ver, experimentar e dar consistência política às questões que estávamos debatendo a nível apenas cultural. Assim nasce o projeto “Città Sicure”.

O Projeto “Città Sicure” se estrutura em um Comitê Científico que tem três funções diferentes. A primeira é a de fazer um relatório anual sobre o estado da segurança na Região. Em 1995 foi feito um primeiro relatório e agora teremos um de 1996. Os membros individuais do Comitê Científico são os responsáveis por unidades de pesquisas, que trabalham sobre as questões mais diversas: apresentação da insegurança, problema da imigração, problema das diferenças de gênero, problema do abuso da polícia, e muitas outras, discutidas nas pesquisas do Comitê Científico.

Depois vem a fase mais essencialmente política do Projeto “Città Sicure”. Este projeto nasce assumindo a proposta de difundir a cultura da prevenção cidadã e, portanto, dirige sua atenção aos prefeitos de cada cidade, que deverão transformar-se em sujeitos administrativos e políticos com capacidade para canalizar e procurar responder às demandas de segurança.

De fato, já neste segundo ano de atividade de projetos regionais, foram articulados projetos de segurança nas cidades capitais de Província. Nasceram projetos de cidade segura em Bolonha, Modena, Reggio-Emília. Estamos desenvolvendo uns para Ravenna e Rimini, também cidades capitais de Província desta região, que assumiram esta filosofia de intervenção e construíram indicações de projetos semelhantes em suas realidades singulares.

Enfim, o Comitê Científico mantém o monitoramento da evolução da criminalidade, das representações sociais, das políticas de segurança a nível regional; torna-se uma sede de debate e de confronto das escolhas estratégicas operadas pelas cidades nível local. Assim é a maneira como está estruturado o projeto.





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