Uma breve análise acerca do mito do amor materno e as implicaçÕes que decorrem a maternidade compulsória



Baixar 63,49 Kb.
Página6/8
Encontro16.09.2018
Tamanho63,49 Kb.
1   2   3   4   5   6   7   8
Maternidade Compulsória
A maternidade é uma condição biológica exclusiva do gênero feminino, no entanto, esse processo não é somente biológico ele é social. A gestação, o parto e a amamentação, sendo experiências restritas ao corpo feminino, não determinará como a mãe vai lidar com a situação. Esta questão está diretamente conectada com a cultura e o período histórico em que a mulher estará inserida. Esta corroboração é atributo dos estudos feminista do século XX, tornando possível uma concepção social e não somente biológica do feminino.

Posto isso, existem inúmeras normas, regras morais, leis, costumes e hábitos ocidentais propriamente ditos, regidos pelo sistema patriarcal que regulam o corpo feminino desde os primeiros séculos no berço da Europa. Como foi mostrado ao longo da pesquisa, horas elevando, e a maioria dos momentos históricos rebaixando a condição de mãe.

Pode-se afirmar que atualmente, século XXI a maioria dos humanos do planeta vive sob um sistema patriarcal, onde a divisão dos gêneros implica em movimentos de dominação dos homens sobre as mulheres. O controle da reprodução regulada pelas relações conjugais é somente uma das múltiplas violências dirigidas contra a mulher que parte, na maioria das vezes do casal em convivência ou matrimonio.

De todos os espaços de vida (trabalho, lugares públicos, família, casal), a vida em casal é o que aparece como o contexto mais perigoso para as mulheres, ao contrário dos homens, que são vitimas de agressões físicas nos espaços públicos ou lugares de vida coletiva. Essa constatação pode ser ligada à habitual atribuição sexualizada dos espaços: as mulheres estão associadas à esfera privada e os homens a esfera publica. (JASPARD, 2011).

A violência no entorno do lar, especificamente nas relações conjugais, são consideradas individualmente, ou seja, percebe-se um histórico da pessoa (homem) como um sofredor, que possui problemas psicológicos, ou possuiu uma história de vida dura e assim, justifica-se o ato violento. Nada mais reconfortante, após um exame, poder-se até medica-lo e é para o lar do cônjuge que ele retorna.
“Segundo a abordagem feminista a violência masculina é analisada com um mecanismo de controle social que mantém a subordinação das mulheres aos homens, As violências contra elas decorrem de um sistema social de valores e de representações no qual elas tem somente o estatuto de dominadas”. (JASPARD, 2011).
A maternidade compulsória diz respeito diretamente a essas formas de violência conjugal. O direito reprodutivo está nas mãos do homem, do marido. As relações sexuais são consideradas, pela lei, como um dever conjugal, pois, se não assistido torna-se motivo de traição. Assim para manter a lógica do casal a mulher satisfaz seu desejoso marido ou companheiro numa lógica perversa. Todavia, a pressão para engravidar se torna evidente, a mulher está entre dois momentos fortes de idealização do homem – mãe e objeto erótico.

Essa forma de opressão e violência por meio do controle reprodutivo perpassa as mulheres, que mesmo em situação de casal ou não, ao descobrirem uma gravidez indesejada não podem recorrer a formas legais de não ter esse filho/filha.

A proibição legal do aborto, não faz com que as mulheres não recorram a ele, pois se sabe que o número de mortes de mulheres que recorrem ao aborto clandestino é demasiado grande, e estão associadas ao controle dos corpos femininos. Portanto a necessidade de reflexão se torna emergencial.



: upload -> trabalhos
trabalhos -> Oficina de Psicologia unati (Universidade Aberta à Terceira Idade)
trabalhos -> Grupos com terceira Idade e idosos asilados na unati/Assis
trabalhos -> Aos dias atuais. Bruna Maria Cristina da Silva Mota
trabalhos -> A construçÃo da personalidade ética e a formaçÃo do psicólogo – reflexões a respeito da educaçÃo de profissionais do ponto de vista ético
trabalhos -> A educaçÃo e o investimento na (hetero) sexualidade
trabalhos -> Jogos de regras em sala de aula: construçÃo de um espaço solicitador para aqueles que não aprendem thais Oliveira da Silva
trabalhos -> PrevençÃo de acidentes infantis de intoxicaçÃo e a mulher: um estudo com responsáveis por escolares do ensino fundamental
trabalhos -> AdministraçÃo escolar: introduçÃo pós-crítica paulo Henrique Costa Nascimento. Graziela Zambão Abdian
trabalhos -> Uma casa sem rua: as possibilidades do desenvolvimento da autonomia moral num espaço de privaçÃo de liberdade
trabalhos -> A dimensão Pedagógica do Amor Genivaldo de Souza Santos


Compartilhe com seus amigos:
1   2   3   4   5   6   7   8


©psicod.org 2017
enviar mensagem

    Página principal