Título: terapia cognitiva e/ou terapia comportamental: uma tentativa de convergir


Análise Funcional do Comportamento



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Análise Funcional do Comportamento

Terapia Cognitiva

Questionamento socrático

Questionamento socrático

Diretividade

Diretividade

Pragmatismo

Pragmatismo

Objetividade

Objetividade

Sistemática

Sistemática

Empatia

Empatia

Breve

Breve

Empirismo

Empirismo

Comportamento Assertivo

Desenvolvimento das habilidades Sociais

Autocontrole

Automonitoramento

Contingência-armadilha

Prevenção da Recaída

Comportamentos encobertos ou evento privado

Pensamentos Automáticos, Crenças Intermediárias e Esquemas

A experiência ao lecionar sobre o behaviorismo mostra a importância de caracterizar as diferenças entre o behaviorismo de Watson e de Skinner, pois verifica-se a necessidade de esclarecer conceitos e quebrar pré-conceitos advindos de um conhecimento superficial do tema e/ou de estereótipos gerados pelas disputas de poder dos saberes correntes. Algo que pode ser representado pela expressão: “não li e não gostei”. Poucos se dispõem a compreender que a determinação do comportamento para Watson está no meio ambiente, enquanto para Skinner está nas conseqüências. Para Watson o meio ambiente (estímulo) determina o comportamento (S R), enquanto para Skinner o meio ambiente pode levar ao comportamento, mas é a conseqüência, punitiva ou reforçadora, que diminui ou aumenta a freqüência do comportamento, respectivamente (S : R C).

A melhor compreensão da abordagem skinneriana abre caminho na vivência clínica para a utilização sinérgica destas abordagens em associação com as da terapia cognitiva de Beck, e apoiada no enfoque dos esquemas de Young. Esta conjugação proporciona recursos teóricos/práticos, de eficácia comprovada, que oferece ao terapeuta alternativas seguras, e consistentes para aprofundar o processo psicoterápico. Os recursos comportamentais e cognitivos desenvolvidos no ambiente terapêutico tendem a ser generalizados para além do setting do consultório.

Ao adotar ambas, percebe-se singularidades. No caso do behaviorismo de Skinner: a utilização de reforços positivos pelo terapeuta; a verificação de quais os principais objetos e/ou comportamentos são reforçadores manifestos pelo cliente; a eliminação de comportamentos indesejáveis através da punição negativa; a correlação e interação entre os acontecimentos antecedentes, o comportamento e suas possíveis conseqüências. No caso da terapia cognitiva pode-se ressaltar a influência: dos pensamentos automáticos (negativos) nos comportamentos e sentimentos do presente; e, do trabalho do cliente em perceber as cognições distorcidas e torna-las conscientes, correlacionando-as com esquemas formados na infância.

Além das singularidades, de cada abordagem, percebem-se aspectos similaridades em ambas. Pode-se observar, por exemplo, a diretividade nas intervenções; a objetividade nas metas traçadas pelo cliente em comum acordo com terapeuta; mostrar ao cliente que ele é o principal responsável pela mudança de seus comportamentos e cognições mais saudáveis; a generalização dos comportamentos e cognições mais adequados; a verificação da importância do meio ambiente na estruturação das cognições e dos comportamentos mais apropriados para o cliente e verificar suas possíveis conseqüências.

Pode-se notar, também, algumas semelhanças nas origens tanto filosófica (o raciocínio dialético de Kant; os estudos subjetivos do fenômeno de Heidegger, Husserl e Jaspers, e do o pragmatismo de James) quanto da fisiologia (o estruturalismo de Wundt, a associação entre estímulo e resposta de Pavlov e a lei do efeito de Thorndike) na psicologia como um todo. Por causa de algumas análises superficiais de tais abordagens, associados a uma distorção da origem da história da psicologia, o objetivo deste artigo é, também, esclarecer algumas origens (filosófica e da fisiologia) da psicologia. Pode-se verificar, em seguida, o direcionamento do texto para as principais influências históricas e teóricas do behaviorismo de Skinner e da terapia cognitiva de Beck. Por último, uma vez apresentado tais abordagens psicológicas, o próprio leitor poderá chegar à conclusão das singulares benéficas na clínica e em sala de aula dessas abordagens, além claro de verificar algumas similaridades.


I - Origens filosóficas

A cognição é um problema antigo no pensamento ocidental, remete aos filósofos gregos Platão e Aristóteles. Passa por inúmeros autores modernos como Immanuel Kant e William James, até chegar aos fundadores da psicologia: Wundt e Thorndike, percorrendo, portanto, uma longa trajetória até culminar na psicologia cognitiva.


As origens da cognição

Embora se possa definir cognição como o ato de conhecer, uma investigação histórica de suas origens filosóficas não se confunde necessariamente com as preocupações típicas de uma filosofia do conhecimento. Não se está preocupado com a validade lógica das cognições como desenvolvimento intelectual, e nem é proposta do artigo uma investigação detalhada destas influências. Esse ensaio busca sim traçar um pano de fundo teórico para situar melhor a discussão entre comportamento e cognição.

Platão, considerado o mais antigo dos racionalistas, o mundo da experiência, que chega aos sentidos, é impermanente e ilusório:

Platão está profundamente penetrado na idéia de que os sentidos não podem nunca conduzir-nos a um verdadeiro saber (...). Por conseguinte, se não devemos desesperar da possibilidade de conhecimento, tem que haver, além do mundo sensível, outro supra-sensível, do qual tire a nossa consciência cognoscente os seus conteúdos. Platão chama este mundo supra-sensível o mundo das idéias. (Hessen, 1926/1987, p. 63).

Ou seja, para Platão, a realidade seria um reflexo das formas abstratas do mundo das idéias. As imagens seriam ilusórias e distanciariam as pessoas da verdadeira essência das coisas. Platão utiliza o pensamento lógico para entender o universo e as relações dos indivíduos entre si. Por este caminho, adquire-se o conhecimento apenas através da utilização da mente, da razão e da reflexão sobre o mundo o qual se quer investigar. Na verdade, Platão, como os demais racionalistas, tende a deduzir exemplos específicos de um fenômeno, partindo do geral para o particular (Sternberg, 2000), por exemplo: todo mamífero tem coração. Todos os leões são mamíferos, portanto, os leões têm corações.

Aristóteles, por sua vez, afirmava que as idéias se encontravam na realidade empírica. Aristóteles soluciona o problema do conhecimento da seguinte maneira: “Se as idéias se encontram incluídas nas coisas empíricas, já não tem razão de ser uma contemplação pré-terrena daquelas, no sentido platônico [abstração lógica e reflexão]” (Hessen, 1926/1987, p. 76). Seu método de estudo é através de evidências empíricas (a realidade é tomada como verdade após observação sistemática de experimentos e pesquisas). Para Sternberg (1996/2000), a tendência no aristotelismo é induzir princípios gerais, através de observações sucessivas do mesmo fenômeno, para depois chegar a uma conclusão. Por exemplo: todos os leões observados tinham pulmões, portanto, todos os leões devem ter pulmões. Esta idéia foi desenvolvida, também, por São Tomás de Aquino, na Idade Média: cognitio intllectus nostri tota derivatur a sensu [todo nosso senso é derivado do intelecto cognitivo] (Hessen, 1926/1987).

A tese de Kant, por sua vez, segundo Hessen (1926/1987), consiste no fato do pensamento não se conduzir receptiva e passivamente perante a experiência, mas sim espontânea e ativamente. “Toda a sua filosofia está dominada pela intenção de mediar entre o racionalismo de Descartes (...) e o empirismo de Hume (...).” (p. 79). A consciência cognoscente inicia a ordem no caos de sensações, ordenando-as no espaço e no tempo.

Por matéria entendem-se as sensações. Estas carecem de toda regra e ordem e representam um verdadeiro caos. O nosso pensamento cria a ordem neste caos, (...). Introduz, assim, uma nova conexão entre os conteúdos da percepção com a ajuda das formas dos pensamentos (...). Enlaça, por exemplo, dois conteúdos da percepção por intermédio da forma intelectual (categoria) da causalidade, considerando um como causa e outro como efeito, estabelecendo assim entre eles uma relação causal. Deste modo, edifica a consciência cognoscente o mundo dos seus objetos. Como se viu já, ela toma as rédeas da experiência. Mas o modo e a maneira de erigir o edifício, a estrutura completa da construção, está determinada pelas leis imanentes do pensamento, pelas formas e pelas funções a priori da consciência (Hessen, 1926/1987 p. 79).


Por isso, a síntese de Kant é chamada de apriorismo. Porque, a priori, o pensamento se ordena através da conexão entre os conteúdos das percepções e da experiência. Assim, utiliza-se da correlação entre o pensamento realista e o empirismo observacional. À medida que a consciência avança, ela proporciona uma ordem no caos perceptivo.

Se para “o racionalista o único caminho para a verdade é a contemplação racional”; e se para “o empirista a única via para a verdade é a observação meticulosa”, para Kant, este caminho é uma síntese dos dois, como o será mais tarde também para a psicologia cognitiva, bem como para as demais ciências (Sternberg, 1996/ 2000, p. 24). Assim, quando o pensamento surge a psicologia deveria direcionar, também, seu olhar para o contexto histórico e social e não se ater à natureza do pensamento em si mesmo (Gardner, 1979/1985).

De fato, a ênfase no aspecto empírico marca a separação da psicologia da filosofia e fisiologia. Envolvido pelo zeitgeist, Wundt, em 1879, o cria o primeiro laboratório de Psicologia com uma proposta de observação sistemática através da análise de estruturas da mente mediante experiências sensoriais obtidas através da introspecção (auto-relato e auto-observação) (Gardner, 1979/1985; Sternberg, 1996/2000). Seu objeto de estudo era analisar a consciência em partes separadas e, desta maneira, descobrir a estrutura da consciência imediata. Para Wundt (apud Schultz, 1975/1987; Gardner, 1979/1985), a experiência imediata consiste, por exemplo, na observação de uma paisagem, não da paisagem em si, mas sim da experiência vivenciada ao avistar uma paisagem. O principal legado deste autor para a psicologia cognitiva foi à estrutura dos pensamentos hierarquizados, com a subdivisão de três tipos de pensamentos: pensamentos automáticos, crenças intermediárias e crenças centrais (=esquemas).

Outro autor importante é William James (1907/1974) cujos conceitos de pragmatismo e funcionalismo tiveram desdobramentos não só para a terapia cognitiva, como também para o behaviorismo radical. Contrapondo-se ao estruturalismo de Wundt, James levou o pragmatismo a considerar apenas um conhecimento fidedigno mediante a sua utilidade. Na verdade a própria etimologia da palavra pragmatismo esclarece a este respeito: a palavra vem do grego prágma, que quer dizer “ação”.

A metodologia do pragmatismo consiste na interpretação de cada noção descrita e na demonstração de suas conseqüências práticas respectivas (Gardner, 1979/1985).

Além disso, o pragmatismo consistiria em uma busca incessante pela verdade que pode se tornar. Mas James (1907/1974) evita ser absolutista e acredita que o pragmatismo é mediador e conciliador, além de enfatizar o pensamento filosófico na aplicação das idéias e das conseqüências práticas de conceitos e conhecimentos; ou seja, uma filosofia utilitária para a ação.

A síntese integradora: o associacionismo

A partir da tese do estruturalismo com a antítese do pragmatismo, surge a síntese integradora: o associacionismo. Sendo o mais conhecido estudioso desta corrente, Thorndike, este sustentava a influência da "satisfação" conseqüente como facilitador da formação de associações. (Sternberg, 1996/2000).

Thorndike, com seu estudo experimental, desenvolveu a lei do efeito, em que:

Todo e qualquer ato que, numa dada situação, produz satisfação, associa-se a essa situação, de modo que, quando a situação se reproduz, a probabilidade de uma repetição do ato é maior do que antes. Inversamente, todo e qualquer ato que numa situação dada produz desagrado dissocia-se da situação, de modo que, quando a situação reaparece, a probabilidade de repetição do ato é menor do que antes. (Thorndike, 1905, p.203, apud Schultz, 1975/1987, p.204)

Desde então, percebe-se a influência da conseqüência associada ao comportamento. Quando o comportamento produz uma conseqüência satisfatória, a tendência é repeti-lo. Mas, quando a conseqüência é punitiva, dissocia-se o comportamento da situação. Thorndike influenciou, como pode-se constatar, também a análise do comportamental.

Estas teorias fizeram das terapias cognitivo-comportamental focalizadas na situação atual sem esquecer dos antecedentes e crenças centrais anteriores ao comportamento, reforçadas (positiva ou negativamente) ou punidas (positiva ou negativamente) no passado, mas que apresentam consequências no presente.

A influência, também, da fenomenologia advém da experiência da idéia ser subjetiva e consciente é de origem dos filósofos Heidegger e Husserl. Além da aplicação da abordagem fenomenológica, os estudos psicopatológicos específicos descritos por Jaspers (1913/1968), Binswanger (1944-45/1958 e Straus, 1966 citado por Beck et al, 1979/1997).

Como se pode constatar, a fenomenologia influencia a terapia cognitiva quanto à formação e à visão do self no indivíduo e sua percepção do mundo subjetivo, essenciais para a organização e a estruturação das cognições, e conseqüentemente, para uma emissão do comportamento. Daí a síntese integradora cognitivo e comportamental.


Terapia comportamental

O condicionamento operante de Skinner remete também aos estudos de William James, bem como, aos de Thorndike, Pavlov e Watson.

Skinner, com influência de Thorndike, ao simplificar o seu estudo, por torná-lo mais visível, utilizou ratos ao invés de gatos, observou o mesmo processo de aprendizagem. Mas Skinner verificou um aspecto importante ao adaptar o rato à gaiola:

(...) antes da instalação de uma barra [alavanca], a maior parte dos comportamentos concorrentes pode ser 'apagada' antes que a resposta a ser aprendida seja emitida. No registro do comportamento do rato, a curva de aprendizagem de Thorndike, mostrando o desaparecimento gradual dos comportamentos mal-sucedidos, desaparece. Em seu lugar fica uma mudança conspícua, na ocorrência da própria resposta bem sucedida: um aumento imediato de freqüência, quase sempre bastante abrupto, quando descrito em uma curva traçada sobre intervalo de tempo (Skinner, 1969/1975, pp.11, 12).


Do estudo de Thorndike (1930, apud Schultz, 1975/1987) sobre a lei do efeito mais o aprimoramento do experimento com ratos de Skinner que pôde observar a influência das conseqüências nos comportamentos futuros e no processo de modelagem, quando se atinge a última etapa de algum aprendizado. Passo a passo, o rato aprende até atingir a última etapa: pressionar a alavanca. E desaprende os passos anteriores – que Skinner chamou de “mal-sucedidos”.

Pavlov, também, reconhece o legado deixado por Thorndike. Ao iniciar seus estudos com o condicionamento respondente, ele teve acesso a experimentos semelhantes realizados nos Estados Unidos por psicólogos graças ao pioneirismo de Thorndike em seu livro “Inteligência Animal” (1898), que para Pavlov afirma que seu livro inaugura “as investigações sistemáticas desse gênero [com animais]” (Pavlov, 1926/1974; Schultz, 1975/1987).

O condicionamento reflexo tem sua origem através do método de WatsonI e estudos sobre o associacionismo de Thorndike. O estudo de Pavlov consiste na associação de estímulo inicialmente não condicionado (SI) para condicionado (SC)1.

Já a idéia de conseqüências funcionais de James, associada aos experimentos e lei de efeito de Thorndike, o condicionamento clássico de Pavlov e o método de observação de animais de Watson levaram Skinner a desenvolver o estudo de condicionamento operante e descrever a análise funcional do comportamento.

II – Descrição Teórica
Análise do Comportamento

Definir e analisar os conceitos básicos do behaviorismo radical é primordial para uma análise do comportamento. Pode-se recorrer aos textos de Mattos, Baum, e óbvio, Skinner.

A tríplice contingência consiste em um modelo com base na análise do comportamento. Ou seja, para o behaviorismo skinneriano, há uma interação entre o antecedente (A) que pode levar ao comportamento (Comp.). Este, por sua vez, apresentará uma conseqüência (Con.). Como afirma Skinner (1989/1995) “numa análise comportamental, o ambiente atua primeiro, e de duas maneiras. Ou como conseqüência, quando reforça o comportamento e assim dá origem a um operante; ou como disposição, quando elicia ou evoca o comportamento.” (p.45)

Skinner (1989/1995) aproxima a Psicologia das ciências naturais ao lidar com o comportamento como uma variável dependente e o ambiente como uma variável independente. Esta, por sua vez, é um aspecto externo em que o comportamento é função. A correlação dessas variáveis leva ao conceito de causa e efeito, desenvolvido por Thorndike, ou seja, a conseqüência reforçadora (positiva ou negativa) ou a punitiva (positiva ou negativa).

Para Matos (1999), o desenvolvimento do nosso comportamento advém da cultura e de contingências do cotidiano. Dessa forma, para Skinner (1953/1994), a linguagem é um comportamento verbal; resolver problemas é resultado de contingências paralelas; e que recordar ou imaginar são produtos de manipulações dos estímulos discriminativos.

Uma terapia comportamental só é eficaz mediante as mudanças das contingências antecedentes e a manutenção dos comportamentos mais adequados através das contingências conseqüentes. Para a terapia comportamental é fundamental, também, estudar os eventos privados2. E ele não precisa ser colocado sob critérios sociais. Basta apenas, os dados (sentimentos, imagens e emoções) serem reaplicados, como nas ciências naturais (Matos, 1995), através da emissão dos comportamentos verbais.

Pode-se observar na terapia comportamental a relevância da análise de contingências conseqüentes e antecedentes, associadas à análise dos eventos privados2, a que o terapeuta tem acesso apenas através do relato verbal, além de se ater às conseqüências reforçadoras positivas mais freqüentes.

Deve-se salientar que a terapia comportamental não se limita até os conceitos descritos rapidamente neste artigo. Ela vai além dessa análise contingencial, com mais uma série operantes dos comportamentos encobertos e abertos do sujeito que interagem com o meio ambiente.


Terapia cognitiva de Beck

A terapia cognitiva é uma abordagem que enfatiza a situação presente, através da identificação dos sintomas, de distorções cognitivas ou de crenças. Com a alteração dessas crenças, o indivíduo é capaz de apresentar melhoras substanciais em seus problemas diários (Beck, Rush, Shaw, Emery, 1979/1997; Shinohara, 1999). Dessa forma, se sentir tranqüilo para lidar com situações adversas do cotidiano.

A. Beck (1967, 1976) pôde concluir que a terapia cognitiva se baseia

na racionalidade teórica subjacente de que o afeto [sensações emocionais] e o comportamento de um indivíduo são em grande parte determinados pelo modo como ele estrutura o mundo. (apud Beck, Rush, Shaw, Emery, 1979/1997, p.5).


Suas cognições (“eventos” verbais ou pictóricos em seu fluxo de consciência) baseiam-se em atitudes ou pressuposições [esquemas] desenvolvidas a partir de experiências anteriores (Beck, et al, 1979/1997, p. 5).
Para obter um melhor esclarecimento da terapia cognitiva, pode-se exemplificar da seguinte maneira: surge um contexto, em seguida, percebem-se os pensamentos automáticos, que por sua vez são formados por crenças intermediárias e que foram cristalizadas pelas crenças centrais no passado, os esquemas. Estes levam às reações emocionais, comportamentais e fisiológicas. O papel da terapia cognitiva é alterá-los para cognições “realistas”. Há três formas de cognição: a) as crenças centrais são pensamentos absolutos considerados pelo paciente como a única verdade. Geralmente adquiridos na infância, com forte influência familiar e cultural; b) as crenças intermediárias, são regras, atitudes e suposições; formadas ao longo da vida com o acompanhamento das crenças centrais (=esquemas3); e c) os pensamentos automáticos são idéias corriqueiras do cotidiano que influenciam os nossos sentimentos, emoções e estados fisiológicos.

Ao reestruturar as cognições para situações mais realistas, o indivíduo ameniza os sintomas. Quanto à crença central3, pode ter sua origem na história familiar e/ou história escolar quando criança e adolescente.

Alguns pensamentos automáticos são categorizados, inicialmente por Beck (1967, citado por Beck et al, 1979/1997), em seis distorções cognitivas; e, mais tarde, uma por Dattilio e Freeman (1992/1998).

A terapia cognitiva de Beck4, há uma correlação entre as cognições, afeto [sensações emocionais] e comportamento; verificação da veracidade e origem dos pensamentos automáticos, alteração destes pensamentos construtivos e menos autocríticos, identificar a veracidade a favor e contra as distorções cognitivas; e por último, desenvolver a capacidade de identificar e modificar essas distorções (Beck et al, 1979/1997).

Com essa estrutura de terapia, há probabilidade de o atendimento ser de curto e/ou médio prazo, devido à diretividade das intervenções, sem deixar de considerar o contexto interno e externo do consultório. Mas no caso de depressão grave a terapia pode durar, em média, três anos e se houver recaídas o processo terapêutico poderá durar ainda mais.
III – Convergências

Em alguns aspectos, há semelhanças conceituais entre a terapia cognitiva de Beck e a análise do comportamento de Skinner. No Quadro 1 pode-se observar as convergências conceituais. Muda uma palavra, mas na prática é utilizada a mesma técnica de origens semelhantes. Há apenas uma diferença teórica na estrutura que não será discutido, pois não é este o objetivo neste ensaio.

A diretividade é utilizada por ambas. Ou seja, é papel do terapeuta orientar, alertar, pontuar, explicar as possíveis conseqüências e utilizar de simulações de situações de forma diretiva.

James e Watson influenciaram-nas quanto ao pragmatismo e ao método observacional/sistemático, respectivamente. Assim, a terapia comportamental e a terapia cognitiva tornam-se terapias em que o terapeuta identifica as percepções e emoções do paciente, no presente, de forma objetiva e sistemática, através de anotações do relato verbal do mesmo.

A empatia é um método fundamental para um terapeuta, principalmente cognitivo. A empatia é a capacidade que o terapeuta tem de escutar o paciente com atenção acurada a ponto de se colocar no lugar dele. É aceitar o paciente nas suas limitações, compreender suas dificuldades, analisar com eficácia cada relato. Então, o paciente se sente valorizado quando o terapeuta demonstra interesse pela sua história e pelos fatos descritos por ele. O papel do terapeuta é transmitir confiança para o seu cliente. Desta forma, ele se sentirá seguro e amparado para seguir em frente. Tranqüilizá-lo ao afirmar que teve pacientes com a mesma queixa é um bom método.

Tanto a terapia comportamental quanto a terapia cognitiva são de atendimentos de curto prazo, pois estes modelos focalizam o ponto central: a queixa do cliente. Uma vez o problema-alvo solucionado, por ventura, poderão surgir novas queixas. Mesmo assim, ambas apresentam como tempo médio de atendimento quinze sessões (uma por semana) casos leves e de vinte a vinte e cinco sessões (no início pode ser duas vezes semanais) para comprometimentos mais graves, como transtorno bipolar I, episódio mais recente de depressão leve (Eixo II 296.51- DSM-IV TR).

Ambas as terapias se baseiam em dados demonstráveis empiricamente e têm comprovadas as suas eficácias com anotações, registro de comportamentos-cognições, quantificados, aplicação de inventários e questionários.

A terapia é conduzida de uma forma que o terapeuta levanta questões com base na demanda do paciente e à medida que este responde, ele encontra respostas para suas dúvidas e problemas. Além disso, as respostas, com o auxílio do terapeuta, tornam-se mais condizentes com a realidade do indivíduo, assim, eliminando fantasias, distorções cognitivas e pensamentos automáticos negativos ou emissão de comportamentos encobertos menos apropriados. Ou seja, as abordagens utilizam-se do método socrático de questionamento. O terapeuta indaga o cliente para persuadi-lo ao autoquestionamento, que por sua vez, também utilizam o método de generalizar técnicas, comportamentos e cognições para ambientes externos (Beck, A. et al 1979/1997).

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LOCAL DA TABELA

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À medida que o processo terapêutico atinge o(s) objetivo(s), o paciente se torna gradativamente mais confiante em seus comportamentos e com cognições mais realistas e positivas. Atingindo, assim, uma autonomia. Isto é adquirido nas sessões, nos deveres de casa e na capacidade que o paciente tem de generalizar comportamentos e cognições saudáveis para ambientes além do consultório. Para isto, a terapia cognitiva ensina ao paciente a utilizar o automonitoramento ou auto-governo (Bandura, 1974/2004) e terapia comportamental a desenvolver o autocontrole (Skinner, 1953; Kerbauy, 2001). Bem como, o treino das habilidades sociais e a assertividade, respectivamente (Falcone, 2001; Caballo, 2003).

Enquanto a terapia cognitiva se atém à prevenção da recaída (de qualquer comportamento ou distorções cognitivas), a terapia comportamental se remete às contingências- armadilha. O primeiro conceito é desenvolvido por Marllat e Gordon (1985/1993), principalmente para uso e abuso de drogas lícitas e ilícitas, que é utilizado para preparar o cliente para eventuais recaídas. Além do que, a recaída nem sempre é um retrocesso idêntico aos padrões anteriores, mas sim uma oportunidade para identificar as situações de risco e saber lidar no futuro com situações semelhantes.

A contingência-armadilha, por sua vez, lida com reforço imediato (ilusório) em que a longo prazo trará punição. A punição é tão distante no tempo que o indivíduo se torna preso a contingências reforçadoras positivas imediatas. Para sair da contingência-armadilha, utiliza-se o autocontrole. Ou seja, de forma consciente o paciente faz a escolha: “quero fazer terapia para verificar por que estou com tantos pensamentos negativos”; ou “quero parar de fumar”. A partir daí em diante o cliente, juntamente com o terapeuta montam estratégias de enfretamento para quebrar condicionamentos operantes que mantêm os comportamentos antigos. Assim, as contingências mudam e o direcionamento das metas do indivíduo está mais direcionado para objetivos a longo prazo reforçadores. A curto prazo, o cliente torna-se consciente das privações (Baum, 1994/1999), de reforçadores imediatos.

Por último, enquanto na terapia comportamental a subjetividade e a cognição são interpretadas como contingências comportamentais, são comportamentos e como tais são causa do meio ambiente, por analisar tanto o evento público quanto o evento privado como comportamento. Por isso, o behaviorismo de Skinner é denominado monista.

Para Skinner (1974/1980), 'pensar' diversas vezes significa 'agir fracamente', ou seja, denomina tal comportamento como uma deficiência de controle de estímulo. “Ele não explica o comportamento manifesto: é simplesmente mais um comportamento a ser explicado. (...) Pensar é comportar-se” (p. 92). Ele denomina como comportamento não-verbal, que também pode ser oculto. O pensamento pode ser oculto para Skinner, portanto, um evento privado.

Porém, para a terapia cognitiva de Beck, o meio ambiente estrutura as cognições (os pensamentos, as idéias, as imagens pictóricas) e esta, por sua vez, influenciam o comportamento e os sentimentos. Para a terapia cognitiva quando o indivíduo pensa em uma avaliação, com base nas experiências passadas ele pode ter uma reação de ansiedade (sentimento) e taquicardia (resposta involutária e comportamental). Então o indivíduo pode respirar profundamente ao mesmo tempo pensar “estudei, fiz minha parte, estou consciente de que posso realizar uma boa avaliação”. Dessa forma, a ansiedade diminui e a taquicardia cessa. Após a avaliação o indivíduo pode sentir alívio (então sua interação com o meio é reforçadora negativa) com um misto de sentimento de realização (auto-reforço).

Portanto, ao que parece, nestas abordagens os sentimentos e as emoções são mais passíveis de compreensão de análise, o que facilita a modificação mais rápida das cognições e conseqüentemente das contingências.
IV – Considerações Finais

A psicologia cognitiva surge como uma reação ao behaviorismo metodológico. Este insiste em reduzir o comportamento humano em estímulo e resposta, não levando em consideração os estudos dos processos mentais mais elaborados, o estabelecimento da psicologia cognitiva quebrou este tabu.

Mesmo assim, pode-se observar que existem mais convergências do que divergências entre a terapia comportamental e terapia cognitiva. Ambas apresentam características comuns: pragmáticas, objetivas, diretivas, sistemáticas, empíricas, atêm ao contexto atual do cliente, para solucionar problemas, às vezes advindos do passado. Necessitam da empatia do terapeuta com o paciente, reconhecem a influência do meio ambiente e se utilizam do treino das habilidades sociais e do método socrático de questionamento.

A diferença consiste nas mudanças dos sintomas e nas formas de intervenções nas contingências antecedentes para a terapia comportamental, enquanto para a terapia cognitiva uma mudança nas cognições é suficiente para aliviar sensações desagradáveis e diminuir sintomas.

Ambas têm suas origens no meio filogenético, ontogenético e cultural5. Porém, enquanto na cognitiva o ambiente estrutura as cognições que por sua vez influenciam o comportamento e o sentimento, na comportamental estrutura o comportamento aberto e o comportamento encoberto. Ou seja, tanto o ambiente quanto a cognição precedem o comportamento e o sentimento, enquanto para o behaviorismo radical, o ambiente leva ao evento público e ao evento privado, sendo ambos comportamentos que sempre terão conseqüências reforçadoras ou punitivas.
V - Referências Bibliográficas:

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13. Kerbauy, R. R. (2001) Autocontrole: acertos e desacertos na pesquisa e aplicação. In: _______. Sobre Comportamento e Cognição: conceitos, pesquisa e aplicação, a ênfase no ensinar, na emoção e no questionamento clínico. Santo André, SP: ESETec.

14. MANUAL DE ESTILO DA APA: regras básicas. (2006). (M. F. Lopes, Trad.) Porto Alegre: Artmed.

15. MANUAL DIAGNÓSTICO E ESTATÍSTICO DE TRANSTORNOS MENTAIS (2000/2002) DSM-IV-TR – (C. Dornelles, Trad.) 4ª ed. Rev. Porto Alegre: Artmed.

16. Marllat, G. A. & Gordon, J. R. (1985/1993) Prevenção da Recaída: estratégias de manutenção no tratamento de Comportamento Adictivos. (D. Batista, Trad.). Porto Alegre: Artes Médicas.

17. Matos, M. A.(1999) O Behaviorismo Metodológico e suas Relações com o Mentalismo e o Behaviorismo Radical. In: BANACO, Roberto A. (Org.) Sobre Comportamento e Cognição: aspectos teóricos, metodológicos e de formação em Análise do Comportamento e Terapia Cognitivista. 2ª ed. Santo André/SP: ARBytes Editora.

18. Pavlov, I. P.(1974) O Reflexo Condicionado. In: Os Pensadores. (R. Moreno, Trad.). São Paulo/Rio de Janeiro: Editora Abril (Originalmente publicado em 1934)

19. Rangé, Bernard (2004) Conceituação Cognitiva. In: ABREU, Cristiano N. e GUILHARDI, Hélio J. Terapia Comportamental e Cognitivo-Comportamental: práticas clínicas. São Paulo: Rocca.

20. Skinner, B.F. (1989/1995) Questões Recentes na Análise Comportamental. (A. L. Néri, Trad.) Campinas/SP: Papirus.

21. _________. (1974/1990) Sobre o Behaviorismo.(M. P. Villalobos, Trad.). São Paulo: Editora Cultrix.

22. _________. (1953/1994) Ciência e Comportamento Humano. (J. C. Todorov e R. Azzi, Trads.) São Paulo: Martins Fontes (Originalmente publicado em 1953).

23. _________. (1975).Contingência do Reforço. Em: Os Pensadores. (R. Moreno, Trad.).São Paulo/Rio de Janeiro: Editora Abril (Originalmente publicado em 1943)

24. Schultz, D. (1975/1987) História da Psicologia Moderna. (A. Cabral, Trad.) São Paulo: Cultrix.

25. Shinohara, H. O. (1999) Cognitivismo ou Construtivismo? In: BANACO, Roberto A. (Org.) Sobre Comportamento e Cognição: aspectos teóricos, metodológicos e de formação em Análise do Comportamento e Terapia Cognitivista. 2ª ed. Santo André/SP: ARBytes Editora.

26. Sternenberg, R. J.(1996/2000). Psicologia Cognitiva. (R. C. Costa, Trad.) Porto Alegre: Artmed.

27. Tourinho, E. Z. Privacidade, comportamento e o conceito de ambiente interno. In Banaco, Roberto A. (Org.) Sobre Comportamento e Cognição: aspectos teóricos, metodológicos e de formação em Análise do Comportamento e Terapia Cognitivista. 2ª ed. Santo André/SP: ARBytes Editora.

28. Watson, J. B. (1970) Behaviorism. London: W. W. Norton & Company, Inc. (Originalmente publicado em 1924)

29. Young, J. E. (1999/2003) Terapia Cognitiva para transtornos da personalidade: uma abordagem focada em esquemas. (M. A. Veronese, Trad.) Porto Alegre: Artmed.



30. Young, J. E. (2007, julho) Terapia Cognitiva focada nos Esquemas. Workshop (27, 28 e 29 de julho de 2007). São Paulo.

I


1 Pavlov (1934/1974) Reflexo Condicionado. Explicação mais didática sobre condicionamento paviloviano em Davidoff (1976/1983). “A psicologia, tal como o behaviorismo [metodológico] a interpreta, é um ramo puramente objetivo e experimental da ciência natural. Seu objetivo teórico é a precisão e o controle do comportamento. A introspecção não é parte essencial dos seus métodos [objeto de estudo]; sem o valor científico dos seus dados depende da facilidade com que podem ser interpretados em termos de consciência.” Watson, 1913 , apud Schultz, 1975/1987), ou seja, o behaviorismo metodológico se atém a método da observação do comportamento, “com grande ênfase em um treino rigoroso nos procedimentos de registros observacionais (...).” (Matos, 1999, p. 57). Além disso, para Watson (1924/1970) James e Titchener o objeto de estudo da psicologia era a consciência. Mas, em 1912, Watson concorda com Wundt quanto à formulação da psicologia.

2


 Ver mais sobre os eventos público e privado em Tourinho, E. Z. (1999) Privacidade, comportamento e o conceito de ambiente interno. In Banaco, Roberto A. (Org.) Sobre Comportamento e Cognição: aspectos teóricos, metodológicos e de formação em Análise do Comportamento e Terapia Cognitivista. 2ª ed. Santo André/SP: ARBytes Editora

2 Ver mais sobre os eventos público e privado em Tourinho, E. Z. (1999)

3 Ver mais sobre esquemas em Jeffrey E. Young (1999/2003) Terapia Cognitiva para transtornos da personalidade: uma abordagem focada em esquemas. Para um estudo mais detalhado de como identificar as crenças centrais ver Bernard Rangé (2004). Mas o correto é afirma esquema ao invés de crenças centrais, conforme Young (2007).

4 Ver mais sobre terapia cognitiva de Beck em Judith Beck (1995/1997)

5 Conceito detalhado de influências filogenéticas e ontogenéticas em Baum (1999) e cultural em Skinner (1953/1994, p.419).


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