Título Resumido: Qualidade de vida em beneficiários do Programa Bolsa Família Autores


Keywords: Quality of Life. Family Relations. Poverty. Adaptation. Income. Public Policy. Introdução



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Keywords: Quality of Life. Family Relations. Poverty. Adaptation. Income. Public Policy.


Introdução

Desde o início do século XXI, a maior e mais crescente diferença entre os indivíduos de uma mesma sociedade diz respeito ao acúmulo de capital. Na maioria dos países, apenas 10% da população está acima da média da riqueza, sendo que nas nações mais desiguais 1% desse extrato pode acumular até cem mil vezes essa média1. Apesar de ainda ser considerada uma nação com desigualdade muito alta1, entre os anos de 2000 e 2007 houve certa redução na desigualdade da distribuição de renda no Brasil, o que pode ser explicado pelo crescimento econômico associado a uma conjuntura política focalizada em programas de transferência de renda2.

Um dos meios propostos pelo Estado Brasileiro para alcançar essa melhoria foi o Programa Bolsa Família (PBF). Implementado em 2003, trata-se de um dos eixos centrais de proteção social, com intuito de combater a fome e a miséria das famílias em situação de pobreza ou extrema pobreza3. A emancipação das 13,8 milhões famílias beneficiárias é promovida por meio de repasse monetário mensal e de exigências de condicionalidades obrigatórias relacionadas ao acesso à saúde e à educação, bem como a participação em ações complementares de integração no mercado de trabalho4.

O PBF teve um impacto positivo nas populações assistidas5, contudo, pouco mensurado em relação à qualidade de vida. Ademais, nesse cenário de oportunidades igualitárias, existe uma parcela da população que não se beneficia das mesmas condições ofertadas pela política, devido fatores externos6 ou possivelmente intrínsecos.

Em comunidades em que as desigualdades e heterogeneidades são muito fortes, os padrões e as concepções de bem-estar são estratificados, uma vez que a ideia de qualidade de vida está relacionada ao bem-estar das camadas superiores e à passagem de um limiar a outro7. Para Schuler8, percepções subjetivas de saúde em indivíduos de baixa renda podem ser um melhor indicador de qualidade de vida do que a presença de alterações sistêmicas.

Trajetórias marcadas por acontecimentos negativos repercutem na dinâmica da família e no desenvolvimento e maturação de seus membros, repercutindo até mesmo na fase adulta9. No processo de socialização, alguns constructos das relações familiares são utilizados para análise de suas funcionalidades, como as dimensões de coesão e adaptabilidade. A coesão familiar se define como uma variação entre separação e conexão dos membros da família ou o vínculo emocional que seus integrantes possuem uns com os outros, enquanto que a adaptabilidade se refere à capacidade da família de ser flexível para mudanças, por meio da variação na estrutura de poder e nas regras de relacionamento, em detrimento de novos obstáculos ou eventos estressantes que ocorrem no seu interior10. Sabe-se por estudos anteriores que piores condições socioeconômicas estão associadas à baixa coesão familiar e comportamentos prejudiciais à saúde11,12. Entender como os indivíduos de uma família se relacionam e conhecer o grau de união entre os familiares, ou seja, a coesão familiar, é essencial para otimizar as relações e melhorar condições de saúde e qualidade de vida para os entes familiares.

Por sua vez, o tema qualidade de vida, com muitos significados, é uma construção social com a marca da relatividade cultural; uma noção eminentemente humana, que tem aproximação com o grau de satisfação encontrado na vida familiar, amorosa, social e ambiental e com a própria estética existencial7. De fato, poucos trabalhos têm se dedicado a entrar nos meandros familiares para obter, das famílias que estão em condições vulneráveis e convivem em contextos de desigualdade social, suas percepções sobre as relações, e se estas interferem na sua saúde e, consequentemente, na sua qualidade de vida. E o conhecimento de tais percepções pode ser um importante indicativo para a implementação de melhorias nos programas. Tendo em vista o exposto, o objetivo deste estudo foi investigar a associação entre qualidade de vida, coesão, adaptabilidade familiar e variáveis sociodemográficas em beneficiários do Programa Bolsa Família.


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