Título: Estresse e bem-estar no trabalho: Uma revisão de literatura Title: Stress and well-being at work: a literature review Identificação dos Autores Autora


Estresse e bem-estar no trabalho: Uma revisão de literatura



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Estresse e bem-estar no trabalho: Uma revisão de literatura
Introdução
O estresse é um dos conceitos mais estudados e mencionados em psicologia, pois se manifesta na vida cotidiana como um fator que pode colocar em risco a saúde psicológica e física das pessoas1-4. As três principais perspectivas de abordagem do estresse são: i) a que enfatiza as respostas fisiológicas e reações do indivíduo aos estressores; ii) a que busca investigar os fatores estressores no ambiente que provocam danos ao bem-estar e à saúde dos indivíduos; e iii) a psicológica/cognitiva que foca a relação do indivíduo com o meio, ou seja, como a pessoa avalia e percebe o evento estressor5. Essa última abordagem é citada pela maior parte dos artigos pesquisados6-9.

De acordo com Lazarus10, a forma como avaliamos um evento determina como reagimos emocionalmente. Assim, o estresse laboral é influenciado pela percepção que o sujeito tem das demandas no ambiente de trabalho e sua capacidade para enfrentá-las. Em outras palavras, para que o processo de estresse laboral aconteça é necessário que o trabalhador avalie como estressoras a situação e as demandas do ambiente, e se perceba com poucos recursos para enfrentá-las, gerando reações com efeitos negativos em seu bem-estar. Considerando a complexidade do fenômeno do estresse, permeado por uma série de processos psicológicos, sociais e biológicos que envolvem a interação pessoa-ambiente, estudos recentes inspirados pelo movimento da Psicologia Positiva têm procurado compreender como esses processos podem interferir na saúde e bem-estar das pessoas11-13.

O movimento conhecido como Psicologia Positiva14 enfatiza os aspectos positivos da experiência humana, e busca compreender as qualidades que ajudam o indivíduo a desenvolver suas potencialidades, manter sua saúde física e psicológica e o bem-estar pessoal. Esse movimento se difundiu também entre os estudiosos das organizações, dando origem a diversas investigações desenvolvidas no contexto de trabalho, enfatizando o papel dos traços, estados afetivos positivos, comportamentos e virtudes que predispõem os indivíduos a vivenciar o bem-estar no trabalho (BET)15. Pode-se dizer que o bem-estar relacionado ao trabalho abrange uma diversidade de experiências que incluem estados afetivos positivos (p. ex., entusiasmo), baixos níveis de estados afetivos negativos (p. ex., ansiedade), boa saúde psicossomática e estados cognitivos como aspirações e julgamentos sobre a satisfação no trabalho16.

Além dos fatores estressores originados no trabalho, os recursos pessoais como autoestima e estabilidade emocional, e a interface trabalho-casa parecem influenciar as flutuações nos indicadores de bem-estar17. A experiência de estresse no trabalho tem sido consistentemente associada a resultados negativos para os empregados, medidos por uma gama de indicadores de bem-estar, tanto psicológicos quanto fisiológicos18-20. Entretanto, esses indivíduos diante de eventos percebidos como estressores reagem diferentemente. Embora muitos estudos concluam haver uma associação negativa entre estresse e bem-estar no trabalho1,18-22, tem crescido o número de pesquisas que buscam explicar em que condições os estressores podem não afetar negativamente o BET17,23-25. Ressaltam-se em diversas pesquisas o importante papel da resiliência e das estratégias usadas para controlar e lidar com as próprias emoções (autorregulação emocional) e para enfrentar situações estressantes (coping), podendo ser eficazes para reduzir o estresse e melhorar o bem-estar em diversos contextos26-30.

A revisão sistemática apresentada neste artigo procurou explorar e compreender as relações existentes entre estresse e bem-estar no trabalho, buscando encontrar evidências de quais variáveis pessoais e/ou ambientais possuem efeitos protetores para o bem-estar dos trabalhadores, com impactos positivos na sua saúde física, mental e social. O estudo contribui para uma visão geral do estado da arte desse campo de pesquisas, uma avaliação crítica dos resultados obtidos, além de gerar insumos para fundamentar propostas de melhoria do bem-estar no trabalho (BET) e redução do estresse nas organizações. Discute também as implicações teóricas e práticas relevantes a partir dos resultados encontrados e sugerem-se direções para futuras pesquisas no campo.


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